Terça, 06

Treino de hoje : musculação, com 3km na rua. Esses foram difíceis de fazer pois chove forte sem parar. Mas, atendendo meu pedido, houve uma trégua às 17h, quando saímos com o carrinho, eu conduzindo o menino, e a filha levando o cão. Apesar de alguns pingos cá e lá, foi possível completar os 3km sem incidentes. Terminada essa parte, fui erguer uns pesos e fazer abdominais.

O resto do dia, de manhã até agora, sem parar de chover, fiquei nas leituras, escritas e lidando com o menino e suas brincadeiras. Tudo certo.

Bom mesmo é estar em casa nos seus assuntos. Uma grande verdade.

http://puntoedu.pucp.edu.pe/entrevistas/la-manera-en-que-la-gente-construye-dice-mucho-de-su-cultura/

Segunda-feira, 5

Treino de hoje : rodagem moderada de 9km, em 59min, sob chuva fraca e calor de 29oC. Terminei encharcado mas em boas condições. Levei apenas água, tendo comido uma banana e uma mimosa. Antes, 1km com o nenê no carrinho, 500m andando e 500m trotando, quando a chuva não tinha começado. Trouxe-o de volta e coloquei-o para dormir, às 9h30.

O danado acorda às 6h. Levanto, abro a porta para o gato entrar, dou comida e água para ele, pego o menino e vou fazer café. Ele fica espiando, concentrado. Enquanto a água esquenta, descasco uma mimosa, corto cada gomo em dois e entrego a ele. É o tempo suficiente para passar o café.

Nesse instante a avó vem devagarinho, aquecendo as turbinas, e vai trocar a fralda. Em seguida, a mãe acorda (passa o dia com enjoo e mesmo assim está trabalhando normalmente). Com nosso apoio, tem cuidado de tudo apesar do mal estar contínuo. Se não estivéssemos aqui, daria um jeito de qualquer maneira. Enfim, tudo certo, tudo em ordem, nos meus assuntos sempre iguais mas que gosto muito.

Domingo, 04

Domingo quieto, chuvoso, em casa. Saí para comprar o almoço enquanto M cuida do pequeno, com troca de fraldas e alimentá-lo. Está muito “espoleta”, manhoso, mexedor nas portas de armário e gavetas que alcança. O que pode e pega, faz voar longe. A mãe dele aperta o bichinho e solta uns “nãos” fortes. Quando ela não está por perto, ele aproveita. Hoje o casal saiu cedo para organizar um evento especial de nutrição na academia. Ainda não voltaram, são 16h25. Botei o danado à força no berço, esperneou e bufou dois minutos mas logo apagou. Não gosto de fazer assim, mas é o costume da casa : chegou a hora marcada, coloca o guri no berço com os bichos de pelúcia e chupeta, fecha a porta e deixe que grite.

Tratei dos cães e gato, organizei meus escritos e contas, terminei o relatório para o treinador. Agora, vou continuar minhas leituras. Agora com “Fantasma sai de cena”, de Philip Roth, um dos meus autores americanos favoritos, ao lado de John Cheever, Raymond Carver, John Fante e Charles Bukowski. Esta é a resenha do livro mencionado :

Nathan Zuckerman – protagonista de diversos romances de Philip Roth – está de volta, possivelmente pela última vez. Velho, há anos vivendo no interior da Nova Inglaterra, Zuckerman vai a Nova York para uma consulta médica, decidido a tentar uma intervenção cirúrgica que poderá resolver tanto sua incontinência urinária como sua impotência. Em Manhattan, o escritor reencontra Amy Bellette, mulher que o atraíra quase cinqüenta anos antes, agora idosa e doente; trava contato com Billy e Jamie, jovem casal interessado em trocar de residência com ele por um ano; e conhece um investigador literário que pretende escrever a biografia de E. I. Lonoff, contista que Zuckerman idolatrava quando jovem e que, em seus últimos anos, viveu com Amy Bellette. Determinado a impedir que o biógrafo de Lonoff leve a cabo seu projeto, o qual implicará a divulgação de um segredo mantido oculto por Lonoff e Amy por todos esses anos, Zuckerman decide permanecer em Nova York; ao mesmo tempo, porém, constata que, por absurdo que pareça, está completamente apaixonado por Jamie, quarenta anos mais moça do que ele, e que precisa desfazer o plano de troca de casas para que ela permaneça na cidade. Dividido entre suas maiores paixões, as mulheres e a literatura, em poucos dias Zuckerman dá por si imerso num mundo de desejos e intrigas que imaginava ter abandonado para sempre.

Em Fantasma sai de cena , Roth volta aos temas da velhice e da proximidade da morte, tratados em O animal agonizante e Homem comum . Aqui, a ênfase recai no conflito entre a decadência física e mental causada pela idade e a intensidade do desejo, cuja força avassaladora e irracional permanece intacta; tal como – reforçando o paralelo entre criador e criatura – o vigor narrativo e a inteligência analítica de Roth, que continuam mais afiados do que nunca.

Aula de natação

Ontem, às 17h, segunda “aula de natação” do baby. Até chegar na piscina do LA Fitness, foi tudo bem. Mas na hora de entrar na água, começou o escarcéu. O instrutor, moço gordinho de óculos, bem que tentou acalmar mas o guri não parou de berrar o tempo todo. As duas outras crianças estavam se divertindo, com pai e mãe dentro da água, mas o nosso – apesar do colo da mãe – não quis saber de participar. Parecia mais aula de canto, a entoar os agudos estridentes. Tremendo papelão. A mãe ficou furiosa e envergonhada. Eu? eu ri o quanto pude…

Sábado, 03

Treino de hoje : rodagem de 10km. Os dois primeiros com o nenê no carrinho. Quando ele adormeceu, no km1, retornei para casa e coloquei-o no berço. Saí em seguida para completar a parada. Lá se foi mais uma hora de rodagem sob um céu ameaçador, escuro, prenunciando chuva. Terminei sem dificuldade, não me perdi. Mergulhei na piscina e fiz o resfriamento e alongamento. Ao terminar, despejou água do céu. A temperatura baixou e está um dia muito agradável, com chuva e paz.

Tomei um mate, tratei dos cães, cuidei da minha roupa.

Visita da mãe do genro, das 13h às 15h. Fala rápido e sem parar. Mas é gentil com o netinho e atenciosa com minha filha. Como consigo me fazer entender, converso um pouco mas  percebo sempre um certo “frisson” no ar, as antenas levantadas de M.

Estou escrevendo agora mais sossegado. Mãe e filha saíram, o nenê dormiu, ofereci-me para ficar e atendê-lo pois tem um sono de pernilongo, não dura muito.

Perder-se em Miami tal e qual D.Varella. Sempre há esse risco. Aqui o perigo é cansar-se pois vou sempre de dia e levo água. Aqui há também áreas mais confinadas, de pessoal de baixa renda, chamados “brown”. Eu fico sempre pelas grandes avenidas, lugares comerciais.

Estou lendo Murakami pela enésima vez. Sempre acho algo interessante com esse escritor, talvez pelo gosto da corrida e de atividades solitárias. Atualmente é o último livro dele, não romance, apenas considerações sobre a carreira dele. Chama-se Romancista como vocação. Vai aí a sinopse do livro :

Sinopse

Haruki Murakami é um dos mais conhecidos autores contemporâneos do Japão. Quando seus livros são lançados, a imprensa noticia filas enormes nas livrarias de Tóquio e traduções para mais de quarenta idiomas. Ícone da escrita fluida, Murakami transita bem em diversos estilos narrativos- ficção, ensaio, reportagem, nada parece estar fora de seu talento literário. Para abarcar toda essa multiplicidade, chega agora Romancista como vocação, uma série de proposições sobre a escrita, a literatura e a vida pessoal do recluso escritor. Escrito na linguagem acessível típica de Murakami, este livro é um convite a todos que desejam habitar o mundo dos romancistas, bem como uma declaração de amor ao ato da escrita.

Sexta, 02

Sexta-feira. Dia de musculação. Mas até agora, 15h30, não fiz nada. Cansei demais ontem pelos 14km. Mas ainda vou fazer meus exercícios de força hoje. É que saímos a manhã toda : a casa ficou por conta da diarista. Parece coisa genética : ninguém aguenta ficar zanzando pela casa, tropeçando em vassouras e respondendo aos papos lançados. Nem o dono da casa suporta; mesmo adoentado, mandou-se para sua academia, com febre e tudo. Nós tentamos dar um passeio mas o nenê estava impertinente, chateado provavelmente pelos dentinhos novos apontando. Fizemos uma visita a amigos do endereço anterior e almoço americano (ham and eggs, bagels e coffee). Tempos atrás, devoraria aquilo tudo em minutos. Mas já há algum tempo tenho reduzido o volume naturalmente, sei lá porquê. Embrulhei a metade e trouxe para casa, a servir de jantar.

Enquanto esperava o almoço, fiquei embalando o nenê no carrinho até que ele dormisse. Assim, almoçamos em paz.

Quarta e quinta, 31 e 01 junho

Treino de hoje : rodagem moderada de 7km, que se transformaram em 14km porque me perdi no caminho. Errei mais uma vez a avenida de retorno e, quando percebi, tinha passado do ponto. Tentei dar a volta em outra rua e vi que estava perdido. Perguntei para um passante, ele tentou explicar, fiz que entendi e retornei pelo mesmo caminho, que é a maneira mais fácil de acertar. Nessas alturas, os 7km dobraram de tamanho mas acertei o caminho de volta.

Treino de ontem : musculação caseira, na garagem e mais um trote de 1km na rua. Depois, almoço num restaurante japonês, a convite da filha. O nenê divertiu-se, comeu de tudo, brincou, fez a maior festa.

Descanso à tarde, em seguida um giro no Walmart. Novamente o nenê aproveitou para “correr” nos corredores comigo. A menina fazia suas compras, M no carrinho elétrico e eu com o danadinho pra lá e pra cá.

Agora, 15h25, vou deitar um pouco para ler e descansar. O calor é intenso, 34oC.