Almoço de Páscoa

Foi no Sorella em frente ao Museu do Olho. Vegetariano, muito variado e preço bom. Chamou-me a atenção a grande quantia de velhotes – inclusive eu – zanzando por ali e comendo de tudo, principalmente as sobremesas.

Terminada a refeição e paga pela irmã de dona S, fiquei responsável pelo transporte. Mas só de ida, via Uber, porque voltamos andando até em casa.

Saímos do restaurante às 13h45, descendo até o Palácio do Governo, uma parada para fotos, e continuando lentamente para dona S fazer sua tentativa de caminhada.

Foi tudo bem desde lá passando em frente ao Shopping M, levando 45 min até em casa.

Sábado, 20 de abril

Treino de hoje : excelente. Foram 10km iniciados no Parque B, uma volta interna de 2km mais 8km pela ciclovia no sentido inverso para o centro da cidade, passando pelo Parque PP mais 1km em direção ao Shopping E e retornando pela Barão do Rio Branco e Riachuelo até em casa.

Ainda parei na Galeria A e comprei um bolo para a sobremesa deste almoço. Aí, sim, voltei andando mais 500m para chegar em casa, tomar banho, lavar a roupa de treino, tomar mate e almoçar.

Hoje não fui às visitas. Vou aguardar que me chamem para alguma reunião pois não combinamos nada ontem, após o café-mate-cuque.

Ontem à tarde, após o cochilo reparador, tomamos café completo com toda a família no apartamento do irmão 2, aquele que não sai de casa.

Conversas, risadas, trocas de chocolates, fotografias, chimarrão, café, cuque.

Das 16 às 19h neste endereço e, em seguida, mais uma visita a um tio de 90 anos de dona D.

Às 21h, em casa : mais conversa, mais chocolate.

Um sono perturbado, pesadelos vários.

Agora, tudo em ordem. Feliz Páscoa a todos e todas e todox…

Sexta-feira, 19

Sexta-feira, dita Santa, pertencente à semana de mesmo nome.

Dies irae, dies illa solver saeculum in favilla teste David cum Sybilla, quantus tremor est futurus quando judex est venturus cuncta stricte discussurus…

Dia de visita ao Cemitério Paroquial de Campo Comprido. Aliando a data em que católicos veneram e relembram a morte de JC, fomos levar flores aos pais (eu) e à mãe (elas). Saímos às 8h15, de Uber para uma viagem de 10km, abrilhantada pela conversa com o condutor, jeitão e sotaque de índio boliviano.

Falamos do clima, do trânsito fácil do feriado. No banco de trás, elas continuam a conversinha habitual, sem chance de se entender qual é o assunto.

O cemitério : primeira parada no jazigo “dos meus”. Não há ninguém além de nós por ali. Elas se persignam e murmuram – imagino que – orações. Já eu permaneço mudo e observo o estado de conservação da sepultura : calculo que as rachaduras aparentes devam ser recuperadas.

Próxima visita : descendo cinco aleias, acompanhando a topografia. Este campo santo está num terreno inclinado em toda sua extensão. Na visão lateral divide-se em dois segmentos : o mais antigo, à esquerda de quem entra, mostra Sá construções tradicionais, cada um com seu desenho, alto, baixo, com ou sem gavetas aparentes.

Do lado direito, a parte nova, que difere integralmente pois obedece a um padrão : todos os túmulos são retangulares, baixos, iguais no formato e material, formando um desenho uniforme. Harmônico, não.

De modo que a arquitetura se intromete em tudo, seja com vivos seja com os mortos.

As ruas, simétricas, são nomeadas por letras e números centesimais, tudo muito impessoal, ao contrário dos moradores, com nome, sobrenome, datas, referências, na vã tentativa de mantê-los neste mundo dos vivos

Encontrado o “endereço” da família, elas repetem os gestos e orações, agora com lágrimas. Mantive a postura e, discretamente, fotografei os entes queridos para enviar aos filhos, que pelo andar da carruagem, jamais farão uma visita dessas.

Secando as lágrimas, as duas adornaram a lápide com as flores que levaram, menos as velas que esqueceram em casa.

Na tentativa de remediar a falta, subiram até a recepção-escritório para comprar fósforos e velas mas “bateram com o nariz na porta”.

Até agora, apenas nós três somos visitantes. Aparece apenas um casal de velhotes, sobraçando capacetes de motociclistas, contraste que chama a atenção, pelo inusitado do traje com o local.

Terminadas as orações, comento que aprendi com um de meus irmãos que se deve fazer uma oração na Cruz das Almas, nome dado ao monumento ao pé do qual estão as sepulturas simples daqueles que, como eu, não adquirem jazigo perpétuo.

Esta oração serve para encerrar a visita e dissipar a energia negativa circulante.

Dessa parte final do cemitério se observa a torre altíssima. Esta me dá a impressão de mostrar que, cá embaixo, enterrados estamos todos nós.

Subimos as aleias em direção à igreja. No interior, os fiéis estão em vigília.

Minhas acompanhantes oram mais uma vez. Contemplo as imagens cobertas com panos roxos. Perguntam-me o porquê. Luto, o Senhor está morto, explico.

A visita se encerra. Solicito o Uber, logo chega um e troco o silêncio e recolhimento pela tagarelice de sempre. O clima, a política, os preços e trinta reais e uns solavancos após, estamos em casa.

Quinta-feira, 18

Treino de hoje : 5km de trote leve no gramado, às 15h, com sol e calor, até o Parque JP, ida e volta.

De manhã, aparar o cabelo no Salão da Galeria Andrade, 25 reais mais 5 de gorjeta, seguidos de Ligeirão até o fim da linha para tomar mate com os irmãos.

Voltei pouco antes do meio-dia para almoçar aqui perto no Hotel B, elas e eu.

Gastei 52 reais com três refeições mais um copo de Matte Leão.

Após o treino, voltei à casa dos irmãos para o mate da tarde, agora na companhia de mais um, que chegou de SP.

Amanhã cedo iremos ao cemitério de Campo Comprido para elas visitarem a sepultura da mãe, após 3 anos do falecimento.

À tarde, cerimônias de Sexta-feira Santa, quando vou acompanhar o irmão 2 à igreja do bairro. Estarei sem treino pois a previsão seria de musculação, cancelada pelo motivo de Dia Santo de Guarda.

Hoje ainda

Treino : 8km em 8 voltas no Parque, às 15h30.

De manhã, a primeira visita ao irmão, levando-lhe costumeiramente a barra de chocolate de sua preferência.

Para mim, um mate bem quente. Ele, com dificuldade para segurar a cuia, toma dois ou três quando mais fracos.

O treino da tarde meio conturbado porque o espaço está sendo invadido por bicicletas, cães, patinetes. Sem saber a razão desta mudança para pior, inquiri a guarda municipal e a resposta singela é : foram removidas as placas que proibiam esse uso e não podemos impedir, só orientar para respeitarem os pedestres.

Grandes coisas…como se esses vândalos se incomodassem com os caminhantes, corredores, carrinhos de crianças. Passam à toda, sem a menor educação.

Mais um lugar para não ir. Estou fora, vou continuar para as bandas do JP e Mateus Leme.

Quarta-feira, 17

Cheguei ontem às 15h, após uma viagem tranquila com um pequeno atraso na partida.

Fomos ao aeroporto de Uber, 35 reais, com a devida antecedência que me é peculiar, ou seja, bem adiantado.

Café com misto-quente a preço de banhado a ouro, típicos valores de aeroportos.

De manhã tinha feito meu exercício e faltado à ginástica para evitar o treino à tarde. Foi uma premonição pois antes da viagem recebi a notícia de morte de um primo muito querido em C, de excelentes lembranças da infância.

Assim, foi o tempo de desembarcar, pegar outro Uber debaixo de chuva e ir ao velório da tarde até perto das 18h em companhia de dois irmãos.

Após, um mate reconfortante em casa no PP.

Não tive  mais oportunidade de adiantar os relatos ontem, cansado que estava do treino, da viagem e outras emoções.

Hoje, quarta-feira, friozinho e cerração, já no busão para a primeira visita tradicional ao irmão mais velho, recluso pela imobilidade da doença.

À tarde, pretendo fazer minha rodagem de 7km se não chover o que está previsto.

Segunda-feira, 15

Atividades de hoje : musculação pesada e arrumar a mala para viajar amanhã às 13h. Fui cedo para aproveitar a manhã e voltar cedo.

Passei no Pet Shop para comprar sachês felinos. De olho no desconto, peguei 18 pacotes. Vai durar um mês.

Fora isso, não fiz mais nada de importante além de ajudar na louça, como de costume.

Um cochilo restaurador, seguido de café das três da tarde e atualizar minhas planilhas.

Fiz uma busca de preços para a Maratona de Porto Alegre em 2 de junho. Estou motivado para mais uma meia-maratona e assim faço um passeio com my wife, que gosta muito de lá.

Os preços não estão exagerados, para duas passagens aéreas e três diárias num daqueles hotéis velhíssimos no centro da cidade. Também gosto de lá e dessas corridas, onde já fui várias vezes. Mas, desta feita, para 21km e não ainda enfrentar os 42km, reservados para o fim do ano em Curitiba, se eu estiver firme até lá. Valha-me, Santo Expedito!

Domingo, 14

Dia de descanso, de chuva, friozinho, para ficar em casa sem outro compromisso.

Somente às 13h saio para buscar a menina no curso, visto que o marido já se mandou para casa, com o fim de férias e ansioso para organizar seus assuntos e voltar ao trabalho amanhã cedo.

Ontem no fim da tarde comemoramos, com mãe dele aqui presente, seus 4 anos de casamento.

Boas notícias de progresso : com seus esforços e economias, quitaram o apartamento comprado há cinco anos. Previsto um financiamento de vinte e tantos, já liquidaram a dívida e têm agora um compromisso a menos.

Saudamos essas e outras conquistas com a mesa arrumada festivamente.