Segunda, 23

Saí hoje cedo para caminhar. Pouca coisa mas me senti bem, apesar de um pouco tonto, de tanto ficar parado em casa. Fui até o Petshop comprar sachês para Milu. E também uma pazinha para areia, pois a anterior M, de mau jeito, quebrou. Voltei logo para o jornal e meu treino de violino. O chimarrão está prejudicado : espero as duas tomarem, até esfriar bem pois ainda tenho que ter cuidado com alimentos e líquidos quentes.

Saímos depois do almoço ( eu lavo a louça diariamente) para ir à mercearia e uma passadinha na igreja de Santo Antônio. Finalmente a chuva parou depois disso e o sol voltou e o vento está soprando as nuvens para longe.

Estou assistindo, com muito gosto, a série Historia de un Clan, no Netflix. Assustador e divertido. Outras séries ótimas são The Ranch, com Ashton Kutcher e House of Cards, com Kevin Spacey . Assisti todos os capítulos. Mas o melhor mesmo é Breaking Bread. Nota máxima. Esses títulos são em inglês porque minha assinatura é original dos EUA, presente da filha. Não sei se no Brasil os nomes são esses também ou foram traduzidos.

Vi todos os filmes de Al Pacino, todos de Robert de Niro, todos de Woody Allen.

Domingo, 22

Fazendo compras…comprei passagens para M e C para o próximo sábado irem até Florianópolis em visita ao guri. De lá, na terça-feira, C volta de busão para Curitiba e M de avião, descendo em Congonhas, onde vou ficar esperando-a.

Ainda de cara inchada e dolorida. Fico o dia todo em casa. Leio e ouço Tom Jobim. Liguei para LA, tudo certo. JG continua em Parintins. A menina mais nova trabalhando. A mais velha já de volta da temporada gelada. Segue tudo ordem mas sem parar de chover por estas bandas. Amanhã vou andar um pouco na rua. Estou cansado de ficar em casa desde quarta-feira.

 

Sábado, 21

Tudo certo, tudo tranquilo.Levei as duas a um aniversário duma amiga. Agora aproveito para escrever. Já fiz minha lição de violino, as palavras cruzadas, li o jornal, preenchi as solicitações da AMS, ajustei  minhas contas e agora aproveito para escrever, ouvindo Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci (https://www.youtube.com/watch?v=fI5Bh5ToDYQ). Ainda de olho no Skype com os filhos e neto. Continuo com a cara inchada e dolorida na companhia de Milu, minha gata.

Lamúrias.

Continuo com dores e a bochecha do Fofão. Zero treinos. Lamuriê-mo-nos….é o que nos sobra por enquanto. Que a recuperação seja breve. A gata já cansou de me cuidar, dormiu a noite toda na minha cama, enquanto M e C estão em SP.

Já confirmado o visto, chegaram de volta às 10h hoje. Acabou meu sossego.

Estou na pesquisa de passagens para os EUA, entre 2 de março e 14 abril. Vamulá…

Quinta, 19

Amanheci com a cara inchada e torta, ainda com dores. Dormi a noite toda, apesar do desconforto. Vou passar o dia todo em casa. A recomendação do dentista é repouso total e sem exercícios físicos até a próxima quinta-feira, quando então vai remover os pontos.

Com vontade de tomar café, esperei que esfriasse. E fico só nisso por enquanto. Não tive coragem de mastigar nada, sequer de ver o estado das gengivas. Mas consegui escovar os dentes. Malemar, mas foi. Que assunto horrível, hein?

Às 9h, levei as duas até o ponto do ônibus para SP. A gente aproveita o busão do aeroporto porque fica próximo da agência do visto. Elas ficarão lá até amanhã ao meio-dia, para cumprir as duas fases do pedido. Aqui fico só e me viro e descanso. Espero o mesmo para quem estiver internado ou convalescendo. Que tudo corra bem, sempre.

Quarta, 18

Começo o dia com chuva, de carro, em direção ao dentista. Ansioso, ansiado, aperto no peito, parecer a primeira vez que enfrento essa parada. Chego cedo, às 8h30. Preparos assustadores, aí vêm aquelas picadas da anestesia, o tempo não passa, o barulho da furadeira e o tremor na cabeça toda… uma hora de tortura, não vou explicar mais, esse assunto é pavoroso. Saio de lá às 10 e tanto, tonto e inchado, exausto. É o tempo de chegar em casa e me fechar no quarto escuro, de onde saio agora quase 4 da tarde, ainda com dores e abatido. Espero que não tenha sofrido tanto quanto eu. Parece que as vezes anteriores não foram tão agressivas. Talvez sim, talvez não. Acho que a idade está me deixando mais molóide.

Treino de hoje

Foram 8km de rodagem, com ritmo variado, acelerando e trotando, para agitar o batimento cardíaco. Choveu a noite toda, pelo menos é o que M conta, pois não escutei nada. Saio agora na chuva mesmo para esse treino aqui perto. Virou uma garoa minúscula, que não me atrapalha. Mas ao chegar ao portão, de volta. despeja forte a água e chove sem parar.

Treino bom, me faz gastar 1kg. Saio com 75,5 e volto com 74,5kg. Tomo mate em seguida e almoço pouco, para então ler o jornal e escrever este arrazoado todo.

Histórias…

Sexta-feira para lá e para cá, no ônibus expresso. Espio o Passeio, Correio, a 7 de Setembro, o Positivo, palcos de boas lembranças.

Fico até o meio-dia em casa do irmão, na  travessa Raphael Grecca. Tomando mate, conversando minimamente pois tem dificuldade até nisso : devagar, som baixo, poucas palavras, o retrato da decadência. Continua em sofrimento pela perda há 7 meses da companhia de 49 anos. Ficamos nessas e outras histórias até o meio-dia, quando retorno à Bento Vianna para almoçar ali perto com o outro irmão. Mas às 14h já voltamos agora juntos para levá-lo no passeio predileto, em Campo Comprido na capelinha de N.Sra. de Schoenstatt. Dali para a Água Verde, onde faz compras e voltamos para o café da tarde em casa, com bolinho da graxa. Calor forte. Continuamos a conversa, agora também na companhia de Graça, até as 6 da tarde, quando no despedimos e volto ao Passeio Público para tomar mate com a cunhada. De lá saio às 8 da noite. Mais busão, mais lembranças, mais conversas até meia-noite. Ainda ligo para casa, leio e me acomodo.

Sábado – acordo mais tarde, às 8h. Só um cafezinho e retorno para a cunhada, levando um saco de erva-mate de 5kg, para ali guardar em futuro despacho para o guri em Florianópolis. Compro mel na feira do Passeio, tomo mate, conto umas histórias e me despeço pois domingo “ergo o charque” para casa. Mágico momento.

Ao meio-dia, continuo o mate com o irmão LA e almoço com ele em sua casa. Estou exausto, muito calor. Descanso e me apronto para voltar a estação D.Pedro, com vistas a irmos à missa das 17h30, na capelinha ali perto. Ajudo-o a se trocar. Vestir-se é um desafio, os braços não se erguem, as pernas não se dobram, mas com jeito vai. É o momento mais esperado por este irmão, quando me pede para escrever a intenção na entrada da igreja. Pelo caminho vai encontrando seus conhecidos de paróquia, que o cumprimentam. Tem dificuldade para entender e responder. Terminada a missa, voltamos devagarinho apesar do calor intenso. LA já nos espera para irmos ao Uberaba em visita à minha sobrinha e afilhada, filha deste João.

As crianças – dois meninos, de 9 e 5 anos – gostam quando chego pois sempre lhes levo 50 reais para cada. Dou um cheque para esta afilhada – Giovana, segunda filha de meu irmão – é o meu presente habitual, sempre bem recebido. Ali ficamos até 9 da noite. No retorno, organizo minha bagagem porque pretendo sair bem cedo de casa. O avião parte às 10h38 mas prefiro esperar no aeroporto.

Sono agitado, durmo mal e tarde, são muitas vivências a me sacudir. Mas acordo bem disposto às 5h45, muito antes do despertador. Logo que o dia clareia, saio silenciosamente, deixando um bilhete e mais um cheque para o filho mais velho de Graça, que está recomeçando em Curitiba, vindo de estudos no exterior com mulher e filho pequeno, emprego novo. Todos nós, irmãos, temos conosco este costume de “dar um dinheirinho” para os sobrinhos. Os meus ganham, eu retribuo  também. E segue o baile…

Vem o “Santa Cândida”, embarco e desço no Shopping Estação. Sigo a pé até a Mariano Torres e logo aparece o busão cinzento rumo ao aeroporto. Dia bonito que nasce, sol entre nuvens, céu vermelho. Na mala, um pacote com bolo de bolacha que LA sempre faz : aquele de biscoito maizena com chocolate e óleo de coco, mais um vidro de doce de laranja azeda feito na Colônia Iguaçu. Na Livraria Saraiva compro canetas esferográficas, trident, uma agenda 2017 e mais um livro Ulisses, de James Joyce.

Percebo que estou ainda em jejum, compro um sanduba e café com leite e mais um café preto. Às 10h15 começa a chamada. O atendente me olha e me chama para o início da fila : minha cara de velho garante embarque prioritário.

Viagem tranquila, pouco mais de meia hora, logo desço em Cumbica. Alguns minutos do meio-dia, o suficiente para perder o embarque para Campinas. Agora vou esperar o busão das 14h, a 34 reais. A fome aperta, o tempo sobra. Compro pizza e suco-detox, uma água verde e azeda. Chego em Campinas às 15h30, onde M me espera de carro. Volto para minha casa, meus assuntos, o calor, minhas manias. Tudo normal neste domingo. Deixo para trás os irmãos velhuscos, animados e desanimados, cada um com suas histórias e seus aiaiais.

Escrevi bastante agora, aproveitando que M foi ao supermercado aqui perto, às voltas com a chegada hoje da cunhada, ali pelas 6 da tarde, onde vem tratar do visto americano. Mas essa é outra história, que conto daqui para frente.

 

Continuando, sexta-feira…

Primeira visita para a cunhada, que acorda cedo. Conversamos sobre o passaporte e requisição do visto dela, com vistas a irmos juntos em março para o aniversário do netinho em 3 de abril. Confiro seus documentos e explico os trâmites em SP, a partir desta quarta-feira próxima, quando irá com a irmã ou sozinha pois eu não terei condições de acompanhá-la, devido à cirurgia dental no dia 18. Terminada essa parte, pego o busão e vou até a estação D.Pedro II para a primeira visita ao irmão. Continuo daqui a pouco…