Sábado, 2

 

Treino de hoje : musculação com aquecimento e desaquecimento na esteira, andando. Antes, fiz a terceira sessão de fisioterapia. Está indo bem. O edema está reduzido, a dor diminuiu quase total.

Agora vou à meditação, das 16 às 17h10, uma hora e dez minutos em silêncio completo, só prestando atenção à respiração e espantando todo e qualquer pensamento.

 

Detalhes

Verificando os posts anteriores deixei de mencionar o orçamento que Luiz Carlos Bojanowski fez para reforma da capela : apenas 10 mil reais, entre material e mão de obra. Dá quase para construir um novo. Com esse valor comprei um jazigo no Cemitério de Campo Comprido, onde estão meus pais. Saí fora. Com a desculpa de falar com os outros herdeiros (Vanja, Mabel, Luiz Roberto e Sílvia Neves), deixei em aberto a negociação e me mandei. Além do alto valor, ele propôs que deixássemos pago o material nas lojas por ele indicadas, com o pretexto de ir pegando aos poucos. Sei não…dinheiro na mão é vendaval, já dizia Paulinho da Viola.

Agora vou tomar café e dar uma caminhada até a Farmácia Homeopática para buscar os medicamentos de M. Ainda hoje, tive que escrever uma história compriiiiiiiida para a reumatologista dela, cheia de salamaleques. Vou transcrever aqui, para divertir os meus leitores :

Bom dia, Dra.C.

Inicialmente, peço desculpas pela demora da resposta ao seu último telefonema em meados de agosto.

Estou respondendo a pedido de M, com as seguintes considerações :

ela pretende continuar apenas com o tratamento convencional que a senhora tem estabelecido enquanto não resolver a questão dos resultados alterados do último exame.sob consulta com o Dr. E.A.

M considera-se – antes e atualmente – sempre muito bem atendida pelo acompanhamento que a  senhora tem-lhe dedicado ao longo desses anos.

De modos que ela está considerando sem efeito a probabilidade atual de mudar o tratamento para os novos medicamentos, que a senhora teve o trabalho e cuidado em pesquisar junto aos laboratórios.

Mais uma vez, em nome dela e meu, solicito desculpas pelo inconveniente e trabalho adicional que tenhamos lhe causado após a última consulta, contando com sua habitual dedicação e paciência.

Atenciosamente, I C M.

 

Sexta-feira, 1o. de setembro

Fiz a segunda sessão de fisioterapia e estou me sentindo muito melhor. Tomara que sare logo. Não fiz o treino de hoje, que seria de 6km, e nem farei o de amanhã, de 10km com subidas, enquanto não for liberado. Seguro morreu de velho.

Poucas novidades, passo a maior parte do dia em casa. Faço compras, saindo sempre de carro. Evito andar para sarar logo.

Quinta-feira, 31

Em casa, retomando minha rotina. Comecei fazendo minha musculação, apesar de uma dorzinha chata no calcanhar direito. Achei que era recidiva do ano passado, bem nessa época – 20 de agosto – que lesionei a panturrilha. Mas não tem nada a ver com aquilo porque desta vez é na perna direita. Um inchaço pequeno, uma dor ao caminhar ou tentar correr. Começou terça-feira no Passeio Público à tarde durante o treino de 6km  mais forte.

Rodei na esteira hoje sem problema nenhum. Mas resolvi passar no fisioterapeuta que me atende há muitos anos, aqui perto de casa. Ele concluiu que é uma tendinose no sóleo, sem muita gravidade. Já fiquei na clínica, fazendo “turbilhão” e ultrassom. Serão mais 9, via AMS.

De lá, fui à farmácia homeopática aviar a receita de M. Lá se foram 530 reais, com produtos para um mês.

Ainda fiz compras de supermercado e cuidei das minhas contas. Enquanto isso M limpava meus trocentos livros e fomos colocando na estante nova, finalmente concluida. Ficou meu arrumadinho. Vou fotografar para colocar aqui.

No mais, tudo certo, tendo viajado ontem de Pinhais a Viracopos, em 45 minutos. Em casa estava tudo certo. Acho que desta vez Milu ficou ofendida conosco porque resolveu urinar no meu quarto – uma novidade para quem só usa a caixa de areia – subiu na mesa de centro para jogar um vasinho de flores no chão, espalhando terra. Dizem que gatos quando urinam fora do lugar é porque ou estão doentes ou para chamar atenção. Uma única vez que ela fez assim tinha pouco mais de 6 meses mas estava doentinha, com pedra na bexiga. Foi operada e castrada e nunca mais repetiu, somente agora aos 13 anos. Coisas da vida…

Quarta-feira, 30

Treino de hoje : sem treino. Estou arrumando os pertences para voltar para casa.

Treino de ontem : 6km variando o ritmo, no Passeio.

Ontem, na clínica, do meio-dia às duas. Uma receita fitoterápica imensa, inúmeras recomendações. Vai começar uma nova novela, que me obrigará a vir a cada um ou dois meses para cá. A despesa dispara porque são medicamentos e consultas não cobertos pela AMS.

Após a consulta, fiz o treino sob um calor e sol diferentes. Muito bom. Tudo certo.

A dona do Dom Leopoldo, entre outros assuntos pois não pára de falar e não dá sossego para os hóspedes, diz que ajuda nos cuidados de Dona Fidalma e que o neto dela é uma maravilha. Elogios para ele e ela própria. Sei não…

Relato da viagem

Às vezes sinto que sou meio xarope ao detalhar todos os meus movimentos. Mas pode ser que agrade um relato minucioso. Portanto, aproveito a folga que as duas me dão indo ao Mueller e assim posso escrever com paciência. Vamos lá…ou vamulá :

Saí de casa em Cps às 9h, via Uber, até o aeroporto com bastante antecedência pois M move-se devagarinho. Já tinha feito o check-in, bastando despachar a bagagem de 18kg, a 30 reais. Usei meus 24.000 pontos da Azul para viajar de graça, pagando a bagagem e taxa de embarque. Mesmo assim, lá se foram 120 reais. Previsão de saída às 10h50 que se transformaram em 11h30, atraso da conexão. Chegada em Ct às 12h15, pedindo a cadeira de rodas, que agora a gente mesmo empurra até a saída. Nas últimas vezes algum atendente fazia isso, sendo que dava-lhe uma gorjeta de 10 reais. Assim sendo, economizei R$ 20,00 da partida e chegada. É preciso sempre ver o lado positivo das situações : esta foi mais uma delas.

Não chamei o Uber, preferindo o táxi porque em aeroportos é um pouco tensa esta questão. Lá se foram então 75 reais até em casa. Um mate e almocinho pra lá de simples, a tempo de logo sair para ir ao barbeiro. Meu costume é na Galeria Ritz, onde vou desde 1969, onde evidentemente já trocaram de atendentes várias vezes. Atualmente corto com Jair e seu irmão Ezequiel. Lá estava só um deles. Motivo? o outro morreu há alguns meses. A última vez foi em janeiro e estava todo mundo vivo. Agora, mudou. Coisas da vida. Lá se vão 40 reais mas entrego uma nota de 50 e nunca pego o troco. Meu costume é esse : sempre gratifico, com pouco que seja, quem me serve.

Saí de lá, fui até a Praça Rui Barbosa e, pelo Expresso, desço na Estação D.Pedro, em visita a João. Paro nas Americanas para comprar chocolate, waffles e pão de mel para ele e sua cuidadora. Encontro-o, como sempre, alquebrado, com a voz lá no fundo, uma judiação. Meia de hora de conversa, repetindo as mesmas histórias e volto para casa.

Bate-me uma vontade de comer hambúrguer porque a comidinha da tia Cleci  consegue ser mais sem graça que a de um hospital. Desço, portanto, no Shopping Estação e encomendo quatro Big-Burguers para levar.

Acomodo-me cedo. Dia seguinte, saio às 8h via Expresso até Bento Vianna e vou a pé à Localiza. Contrato um HB20 e volto buscar as duas, partindo em seguida para Samas. São 10h da manhã e sigo até entre Palmeira e Triunfo, parando às 11h30 para almoçar no Gawlak, a 16 reais por pessoa, uma comida ótima. Simples e caprichada.

Chego em Samas às 13h30, indo direto ao cemitério. Converso com uma atendente , na frente daquele pórtico. Ela me fornece o telefone do administrador e alguns pedreiros. E por alí fico até perto das 16h, negociando. Paradinha no Yujo para um cafezinho com cuque. Vai que aparece algum conhecido…

Vamos ao Hotel Dom Leopoldo. Bonito, chique, preço normal, instalamo-nos e descanso antes de ir ao hospital e na casa de tia Célia ao encontro de Vanja Maciel para tratar dos assuntos do cemitério, que dizem respeito a ela e seus irmãos, pois são primos das minhas duas acompanhantes.

No hospital, uma visita difícil, vendo a tia naquele finalzinho dos 94 anos. Convido tia Rita para jantar no hotel conosco e depois levo-a para casa, sempre passando pela rua do meu avô, onde as janelas iluminadas sorriem para mim.

Acomodo-me cedo porque a quinta-feira vai ser longa. E começa logo às 9h no arquivo do cemitério, folheando antigos livros empoeirados em busca dos nomes de sepultados neste jazigo, objeto de nossa visita e reforma. Dou uma volta por ali, vamos ao Cartório de Registro de Imóveis para desvendar as atribulações de Cleci com o IPTU que lhe é cobrado indevidamente. De lá, na Prefeitura pelo mesmo motivo. De lá, no Tabelionato Schramm. Pouco progresso mas bem atendidos.

Almoço no Banach. Encontro meu amigo Gauchinho – Dagoberto Schaeffer Hertzog.  Convidado para visitar o Sindicato, damos uma volta na Avenida, uma parada na Igreja, um giro nas Pernambucanas, um pit-stop na Praça do Colégio, uma visita na Casa da Memória.

Enquanto elas ficam na Panificadora em frente do Toppel, vou ao Sindicato tomar um chimarrão com Pedro Hilmo Heffko e Paulo Reissinho de Paula.

De lá, novamente ao Cemitério, uma visita nos antigos vizinhos da Altino Pereira Lima, conversa com João Alfredo Hoepers e esposa.

Mais idas e vindas do hospital, trocar de roupa e jantar no Bambini, onde encontro OJ e Tereza, HSakurai e esposa.

A pizza é por minha conta, comemorando os 66 anos de Cleci. Durmo em paz.

Sexta-feira a mesma rotina, passando na Marmoraria São Mateus e na tia Eta. O melhor e mais curto momento da viagem. Uma visita a Noeli e Renato, apenas meia-hora, a tempo de voltar ao hotel para o check-out.

Almoço novamente no Banach mas desta vez não vi nenhum conhecido. Vamos ao Supermercado 70, mais uma vez ao hospital, onde o quadro é o mesmo. Dali, iniciamos a viagem de retorno, chegando em Curitiba às 17h30. Deixo as duas em casa e vou devolver o carro lá na Av.Bispo Dom José, perto do Colégio Nilson Ribas, onde estudei em 1965, antes de voltar para Samas onde comecei novamente minha história. Bons tempos, boas lembranças.

Volto dali, a pé, até a casa de LA para tomar um mate e conversar um pouco. Mais tarde, pego o Expresso e vou para o Passeio Público. Estou muito cansado de tudo, do calor da tarde, da viagem, de tudo um pouco.

Sábado acordo bem disposto e enfrento a cerração e friozinho às 8h30, rodando 6km lá pelos lados do Parque João Paulo. Vou sempre nos mesmos lugares que me trazem boas lembranças.

À tarde, missa e reunião dos familiares. Estivemos todos os irmãos na missa e, depois, novamente todos juntos tomando café em casa de João. Na sequência, LA nos traz para casa e combinamos o almoço de domingo, todos juntos novamente.

À noite, cismado ainda com os hambúrgueres porque há tempos tenho vontade de experimentar os do Madero, fiz a encomenda para delivery. Caro mas bom. Excelente. Matei a vontade de hambúrguer, fritas e coca-cola. Meio infantil mas não resisto.

E fico por aqui. Se me lembrar de mais alguma coisa curiosa, vou descrever ainda.

Segunda-feira, 28

Comecei o dia acordando tarde, às 8h. Nenhum problema. Saí às 9h para o treino de 5km e parei logo. Após algumas tentativas via Claro, acabaram-se os créditos. Passei para a Tim que, para variar, é instável. Primeiro aparece o sinal “apenas emergência”. Descobri a manha : desligo, apago, religo, o sinal volta. Ligo, sou atendido, cai a ligação. Começo tudo outra vez. Aí funciona normal e converso animadamente.

Continuo a rodar pela canaleta do Expresso e desço para ao Centro Cívico e daí para o Parque JP, faço a volta e retorno para casa. Calorzinho, sol, nublado, tudo bem.

Após o mate combino o almoço no Sorella, entre a Iguaçu e Silva Jardim, perto da Rápida. Levo as duas mais tia Gra. Conversas compridas até perto das 14h. Vamos e voltamos de Uber. Conversa vai, conversa vem, M fica sabendo do osteopata que trata dos três meus irmãos, cada um com um dodói diferente. Então ficamos assim : amanhã ao meio-dia na rua Itupava ficarei 200 reais mais leve. Espero que ajude-a em alguma coisa. Sei não…já vi de tudo, desde alopatia até remédios espirituais, benzimentos e alternativos. Mas…vamulá. Antes, farei meu treino de 6km no Passeio. Esse sim é sagrado e o melhor remédio para tudo, além de ser de graça.

Domingo, 27

Treino de hoje : 10km, com ida e volta ao Jardim Botânico

Almoço em Santa Felicidade, na Casa dos Arcos. Volto para casa com um quilo a mais. Muita comida, duas Sprites, três sobremesas. LA nos levou, tendo tomado mate aqui em casa das 11h ao meio-dia. Trouxe-nos de volta. Na sequência, de Uber, até o Jardim das Américas em visita a uma sobrinha. Dou uma nota de 50,00 para cada um dos sobrinhos-netos. Sempre faço assim; antes uma brincadeira, em seguida um dinheirinho para cada criança, de 9 e 6 anos.

Volto de Uber, trazendo o irmão João até a casa dele na Travessa Rafael Greca. Tomar café com a outra filha dele, que nos esperava ali.

Outro Uber para casa. Agora escrevendo aqui. Vou ficar em Curitiba até quarta ao meio-dia.