Quarta-feira, 20

Treino de hoje : 5km de rodagem com subidas. Tudo certo. Distância curta mas compatível com as últimas ocorrências.

Não estou mais zonzo. Parece que foi mesmo consequência da virose anterior tipo sinusite. De qualquer forma, estou zerado.

Agora vou ao dentista novamente para consertar uns quebrados.

Está muito calor aqui : 32oC e ar super seco.

Terça-feira, 19

Então estou em casa novamente. Cheguei às 12h30 no aeroporto. Chamei o Uber, 25 reais. Em casa, tudo certo. Um café para espertar, logo saí para a musculação. De lá, fiz algumas comprinhas, a pé mesmo, porque a menina está com o carro desde cedo e só vai me devolver amanhã.

Agora descanso, escrevo, leio e penso. Tudo em ordem, tudo na certeza.

Segunda-feira, 18

Passeando logo cedo. Saímos às 10h para o centro da cidade. Lentamente caminhando no Mercado Municipal, rua Filipe Schimidt, visita à igreja, à tradicional figueira. Almoço ali perto, no restaurante de sempre.

Depois, sorvete e café. Compras de quitanda e volta para casa. Ida e volta de Uber, 25 reais cada. M andou bastante : devagarinho e de bengala mas ficou feliz.

Retorno às 15h. Saio para meu treino de 7km, rodagem tranquila pelas redondezas.

Agora, mate e descanso, na espera do filho para as conversas finais. Amanhã vamos embora.

Domingo, 17

Frio, garoa. Saí para rodar 6km até o Campeche, ida e volta, tranquilo, sem dificuldade, sem ficar tonto. Mas continuo com uns momentos zonzo, conforme os movimentos de olhos ou cabeça principalmente. Fora isso, tudo bem.

Fizemos fogo no fogão para aquecer a casa e a comida. Fiquei cheirando picumã mas a temperatura melhorou. Aos domingos, o guri costuma passar o dia em casa, faz comida para a semana, descansa, mexe na horta, olha para o nada.

Ficou brabo com o gato que caçou um passarinho.

À tarde, mesmo com vento e frio, foi andar com a mãe nas dunas. Sai pelo fundo da casa e já está em frente ao mar.

Diz que aqui é o seu lugar.

Sexta e sábado, 15 e 16

Ontem, sexta-feira, deveria fazer meu novo treino de 4km, seguido daqueles 3km do dia anterior que foi tudo bem. Entretanto, não acordei bem. Logo cedo, ao abrir os olhos, percebi que estava tonto. Tentei levantar e quase caí, completamente zonzo. Parei, pensei, e fui me movendo devagarinho ao banheiro. M não percebeu, continuou dormindo.

Náuseas, tontura, vista embaralhada. Consegui entrar no chuveiro frio e me reorganizei. Voltei a deitar e permaneci quieto, meio adormecido. Não quis assustar os dois.

Quando perceberam, veio o chá de boldo, água e recomendações. Fiquei deitado e dormi novamente até perto de 10h, quando resolvi levantar e, mais ou menos, me ajeitei. Daí para frente fui melhorando mas cancelei o treino. O guri foi para seus cuidos, 15km de bicicleta, e passei a tarde toda em casa. Mas às 16h resolvi andar um pouco e fui comprar pão. Andei 2km entre ida e volta e me senti bem melhor. Daí para frente, ainda percebo estar um pouco zonzo, mas consigo fazer minhas atividades, escrever, conversar, tomar mate e tudo mais.

Agora, sábado, 9h30, vou até a feira com o guri e depois tencionamos andar até a praia. O dia está nublado mas não frio. Está tudo bem. Quando voltar a Campinas, tenho consulta no dentista no dia seguinte. Pode ser algum foco infeccioso dessas obturações antigas com infiltração. Já tive essas ocorrências mas não com sintoma de labirintite.

Enquanto escrevo, eles estão assando pão e bolo de milho. Esse guri cozinha muito bem, faz sua própria comida diariamente, leva para o trabalho, cozinha à noite para o dia seguinte. Suas receitas dão de 10 x 0 em M, que já está deixando de fazer muita coisa, devido à idade, cansaço, esquecimento, falta de força, falta de ânimo. É assim mesmo, os mais novos vão tomando o lugar dos mais velhos, a antiga lei da vida que se repete sempre. Vamos perdendo nosso lugar, tomado pelos que vêm atrás.

Quinta-feira, 14

Que linda notícia da Petros me avisando que eu e milhares de participantes vamos pagar pelo prejuízo dela. Serão 18 anos (nem sei se viverei tudo isso) pagando mais de 2 mil por mês. Muitos amigos meus receberam mal o aviso. Já parei há tempos de me preocupar com o futuro. Só quero curtir minhas manias e está tudo bem.

Hoje, por exemplo, saí às 9h para o primeiro teste pós-fisioterapia e fiquei muito contente porque não tive nenhum problema.

Ficamos só M e eu em casa. Depois do mate, ela quis também testar as canelas e fomos até um restaurante-quilo, distante 1,4km daqui, sob o sol do meio-dia (recomendação do médico). Devagarinho, é claro, gastamos 45 minutos para percorrer esta distância. Ela ficou muito contente por vencer a parada.

Retornamos 300 metros até um mercadinho para as compras do jantar, com volta na kombi de entrega, junto com os engradados. Tudo certo.

Após um café e muita água (que comida salgada!), a filha ligou de Coral Springs pois tinha acabado de chegar em casa depois de 15 horas guiando, com o menino tossindo, escorrendo o nariz, resmungando.

Com os hotéis lotados, conseguiram um quartinho naqueles motéis, diz ela “de filme onde se matam, usam droga, levam as p…”. Como não aceitavam animais, o genro teve que dormir no carro abraçado com o cachorro.

Enfim, chegaram em casa. Esta não sofreu nenhum dano aparente. Mas a cidade está com aparência devastada, árvores tombadas, energia e internet falhando, semáforos apagados.

Conta ela que os conhecidos que ficaram relatam os momentos de pavor com a violência dos ventos e da chuva. Apesar dos pesares, foi uma boa decisão ter saído da cidade. Pensa ela que a criança poderia ficar traumatizada. Assim, tudo aos poucos volta ao normal. Até a academia já está funcionando.

Como disse o presidente Trump em visita aos estragos “este é um povo que trabalha”. Pura verdade. Em vez de se lamentar, todo mundo está se virando para reconstruir e voltar à normalidade.

Quanto a mim, estou aqui numa boa, com temperatura agradável, uma casa grande e tranquila, silêncio, brisa do mar, sol, árvores e passarinhos. Está tudo ótimo. E desejo o mesmo para todos. Sempre. Na certeza.

Email de chegada em Fpolis

para José
Prezado professor, foi uma viagem tranquila. Começou às 7h10,com Belzinha nos levando até o Largo do Pará. Após, viagem de busão até Cumbica, chegando sem incidentes às 10h. Partida às 11h50, não sem antes alimentar devidamente Dona Marly.

Uma hora após, descida suave no aeroporto. De táxi, até casa do Maurício, cerca de meia hora e 45 reais mais leve.
O sol, temperatura de 25oC, umidade controlada, fez com que andasse um pouco até um mercadinho para comprar os pertences do café da tarde.
Agora, chimarrão e conversa ao cair da tarde.
Tem dias que é tudo muito bão.
Esse é um deles.
Abraço, Ivo.