Quarta-feira, 23

Dia da sessão final da fisioterapia. Às 7h50 lá estou eu na sala de espera. Tudo certo. Início pontual com minhas queixas, para decepção da fisioterapeuta quando inicio a desfilar meu relatório de ai-ai-ais. Que culpa tenho eu se a lombar não para de doer?

Vou para a maca e, com o tradicional “com licença, seu I…”, fico com meio traseiro de fora, onde são instalados os eletrodos para a sessão “cadeira elétrica” de choques durante meia hora.

A seguir, massagens e apertões no lombo e quadril, mais uns alongamentos selvagens. Dado como encerrado, saio melhor do que entrei. Recebo a NF dos serviços, para imposto de renda, e me despeço com um “até breve”.

Às 10h, saio com dona R para uma caminhada até a farmácia, onde vai comprar seus tradicionais remédios sem fim. Agora, mais valente, tem andado distâncias maiores, desde que comigo. Sozinha, ainda não. Ela não tem coragem e eu não tenho certeza.

Foi uma hora e quinze minutos andando devagar, com uma parada na igreja durante alguns minutos. Em casa, esquento a água do mate e faço minhas anotações.

Agora às 15h, levo-a com a vizinha de andar à casa de uma amiga comum, convalescente de uma cirurgia : caiu da cama ao levantar à noite, fraturando o maxilar. Ficar velho dá nisso : aumentam os acidentes caseiros.

Doem–me miseravelmente as costas o tempo todo. Não adiantam as pomadas, fricções, compressas quentes, relaxante muscular. Dói em tempo integral e nem ao menos sei o motivo. Falou-se em contratura do quadrado lombar, inflamação nos paravertebrais, pinçamento dos discos, tudo com nomes complicados mas que não ajudam em nada. Simplesmente dói sem parar. E não há jeito que se ajeite. Aguardemos o passar do tempo.

Terça-feira

Dia de ginástica e mais uma rodagem minúscula de 3km. Tudo certo. Menos a dor no lombo que não desaparece.

Ontem, de tanto fazer alongamento e exercícios, fiquei pior de quando comecei.

Mesmo assim fiz os exercícios normalmente. Devagar mas fiz.

Amanhã será a sessão final. Espero sair inteiro e bom da clínica.

Agora é pensar nos próximos desafios.

Segunda-feira, 21

São 8h e estou na sala de espera da fisioterapia. Hoje é a sessão 19. Estamos chegando ao fim deste ciclo, espero.

Estou bem fisicamente, sem dificuldade, apenas fadiga e um tantinho de dor lombar ainda.

Ontem foi muito bem. Concluí a prova em boas condições, cansado e feliz.

Estava muito quente, sofrendo com muitas subidas íngremes mas que fazem parte do conjunto. E elas são para todos.

Saímos de casa às 6h e um pedágio e meia hora após já estávamos estacionados em frente da arena.

Muita gente animada, vários conhecidos.

Era para começar às 7 mas passou para 7 e meia e atrasou para 7h45 já com as vaias do povo.

Não me perturbo com essas pequenas alterações, fico tranquilo e deixo dona T tirar várias fotos.

E partimos para mais um desafio de 21,5 km que consegui completar em 2 horas e 18 minutos, um tempo alto mas perfeito pela minha condição de seis meses sem provas e alguns contratempos.

Assim foi tudo bem e pretendo ainda participar de outros pequenos desafios.

Sábado, 19

Um dia extremamente quente, agravado pelo mormaço. Choveu um pouco na madrugada e agora, com o sol forte, virou um abafo só.

Saí com dona R às 8h30 para andar. Ida ao supermercado e comprar gatorade limão.

Ao lado, no banco, sacar o valor do aluguel de nossa associação. Hoje é dia de meditação e de pagar o mês, a meu cargo.

Sou responsável pela arrecadação das contribuições, da prestação de contas e dos pagamentos.

Ainda saí novamente para comprar o material do almoço, a fim de proporcionar a folga à cozinheira.

Agora descansando, escrevo aqui. Sairei às 15h30 e, na volta, vou deixar tudo organizado para sair amanhã às 6h rumo à Jaguariúna para a prova de 21km.

Um sonho engraçado de noites atrás : estava assistindo um desfile de aniversário de minha cidade natal ao lado do amigo Benê.

E vinha vindo uma colega da Normal.

Quando nos viu, acenou. O braço erguido mostrava uma mancha azul, muito azul.

Benê disse : lá vem a menina com quem nós vamos casar.

Nós?

É, nós vamos casar com ela, repetiu.

Pois é, nem um nem outro. Foi sonho mesmo.

Sexta-feira, 18

Apesar dos emplastros, continuo sofrendo com dores no lombo. O nome correto é quadrado lombar mas para mim é lombo mesmo.

Sem treino na planilha, liguei logo cedo para a fisioterapeuta e marquei para agora às 14h.

Estou aguardando ser chamado para uma sessão de “descarrego”.

Depois, às 16h, pretendo buscar o kit da corrida de domingo de 21km aqui perto. Preciso estar em forma e descansado para este retorno.

Afinal, a última que participei foi em abril. De lá para cá só fisioterapia e treinos.

Mas acho que dou conta dessa parada novamente. Se não der, paciência.