Segunda-feira, 10

Aniversário do irmão 1 completando 79 anos.

Comemoramos ontem.

Hoje acordei aborrecido, desanimado. Tentei sair para o treino, bastou por o nariz no portão e começou a chover.

Recusei. Tomei café. Medi a pressão, estava alta. Daí vem o mal estar.

Tomei o remédio, piorou.

Tomei mate, almocei pouquíssimo, deitei para descansar, acordei 1 hora depois e já mais animado. A pressão baixou.

Saímos às 14h15 pata a consulta no oculista para dona G.

Dilatação de pupila, está com mais perdas. Vai precisar nova tomografia, Já marcada para dia 22 sábado de manhã.

Passar na farmácia e gastar 358 reais com os medicamentos dela. Vai indo tudo bem por aqui…

Domingo, 9

Passeio em SP em comemoração do aniversário de dona S, hoje, e do irmão 01.

Reunião com os irmãos em almoço festivo.

A tarde toda em conversas e risadas, mate, bolo e café.

Ida e volta de carona com o genro e a filha.

O casal já escolheu o nome da futura filha, minha neta.

Será que vocês vão gostar?

Lilly perguntou como é em inglês o nome da priminha nova. Eu disse que em português é Luana e em inglês ficaria Moon Anna. Mohana, vovô?

Sexta-feira, 7

Dia de musculação e treino presenciais, às 8h30, escapando do frio, na academia do prédio.

Duas da tarde: barbeiro aparando geral barba, cabelo, bigode, sobrancelhas, buracos do nariz, pelos das orelhas.

Conta de 80 reais, acrescento 10 reais de gorjeta.

Ida e volta a pé, aproveito para comprar atemoias para dona G, gastando 30 reais.

Agora só quero sossego.

Quinta-feira, 6

Dia de zanzar com dona S à cata do marceneiro para as invenções dela.

Encontrei-o, trouxe-o cá em casa para tirar medidas, levei-o ao outro apartamento, novas medidas e devolvi-o à marcenaria, com a promessa de produzir as peças e instalá-las já na próxima semana sob o pagamento de mil reais.

Há quem escreva 1 mil reais mas está errado. Não existe um mil. Mil e mil, o número já contempla a quantia de 999 mais 1.

Não saí para treino nenhum. Estou ligado apenas na consulta de hoje, às 16h45, no urologista para o exame bianual.

Cá estou no consultório aguardando minha vez. Poupar-lhes-ei dos detalhes.

Quarta-feira, 5

Hoje não saio de casa. Está muito frio. Aproveito para finalizar as correções, onze textos longos.

Converso com meus amigos, continuo mas um capítulo de histórias de personagens reais de minha cidade natal.

A gata não saí do meu lado, onde quer que eu esteja. Está incomodada com alguma coisa, que não sei o que é.

Terça-feira, 4 de julho

Que manhã gelada! Dona S está padecendo horrores com essa friagem. Vinda de um calor de 36 graus, agora neste frio de 8 a 10 sente muitas dores articulares devido ao reumatismo.

Anda e se move com dificuldade, tem limitação motora e prênsil (para segurar objetos com mãos deformadas).

Passa o dia tentando executar suas tarefas mas pouco se aproveita.

Fui ao treino de manhã e cortinas 5km com dificuldade, todo agasalhado, e passei o resto do dia em casa, exceção feita às compras de mercearia e supermercado.

Segunda-feira, 3

Lidando a manhã inteira com o marceneiro para reformar a mesa da cozinha, um armário de banheiro e outro da área de serviço.

Desisti dos treinos novamente: este frio me tira o prazer de qualquer atividade.

Fui ao correio despachei uma encomenda para uns conhecidos, trazida dos EUA.

Pelo jeito perdi 55 reais do Sedex, que não se prontificaram a me ressarcir.

Encomendei quatro exemplares de livros de autoria do irmão 4, com histórias de Samas, para presentear meus antigos parceiros do conjunto dos anos 1960.

Converso diariamente com eles, recuperando a amizade de 50 anos.

Entretanto o mais novo, baterista, acaba de descobrir uma grave doença tendo saído recentemente de uma intervenção cardíaca séria e perder a mãe, de 80 anos, há poucos dias.

Uns vão, outros surgem, uns morrem, outros nascem. Assim é o ciclo impermanente da vida.

Quando chegará nossa vez?

Que não seja antes de eu recuperar a grande perda de 1968, sem perder jamais a esperança.