Segunda, 26 de setembro.

Segunda-feira

Hoje é aniversário do meu genro americano. Faz 32 anos.

Parti cedo para a clínica, às 7h30, de busão. Peguei o primeiro que passou, que me levasse próximo do destino. Desci em frente ao Extra, restando 8 quadras a pé. Cheguei às 8h05. Aguardei o médico que, pontualmente, apareceu às 8h15. Chamou-me às 8h30. Conversa vai, conversa vem, exame protocolar na maca, teste de apertões, contei meus últimos movimentos, desde sexta-feira até hoje cedo. Orientado a continuar com gelo (20min,  2 a 3x ao dia), fazer a ressonância na terça cedo, aguardar o resultado, cancelar as sessões de acupuntura até sair o resultado. Entrementes, posso fazer a hidroginástica (segundas e quartas) e musculação superior nas terças, quintas e sábados. Tudo certo. Despedi-me e peguei o busão de volta, ali perto. Desci no centro, andei até o laboratório (caminho de casa) para pegar os resultados de M. Ali perto mesmo comprei abacates na carriola, passei na banca apanhar dois livros novos – O americano tranquilo, de Graham Greene e A cartuxa de Parma, de Stendhal além de Coquetel Topázio – Desafio Difícil (palavras cruzadas).  Gastei 52 reais aí, mais 5 reais de fruta, mais 2 reais para o sem-teto com cachorro. Sempre que vejo algum morador de rua com cachorro, paro, converso e ofereço um troco parabenizando por ter um animal bem cuidado. Andei lentamente até em casa, parei um instante para pegar grama para Milu. Ao chegar, encontro o pessoal do gesso subindo com as ferramentas e material. Me mando para a academia, musculação até as 11h30. Ao voltar, enquanto tomo mate, ouço as pancadas no teto e observo a poeira branca voando pela casa toda. Tudo bem. Almoço e vou para a hidro. Converso com Vagner, violoncelista da Sinfônica. Converso com Ozil, 80 anos, conselheiro da Ponte Preta. Estou de volta às 15h40. Encontro Marly limpando, varrendo, passando pano… Agora vou fazer café.

Livros comprados ontem.

– ESPERE A PRIMAVERA, BANDINI
– O VINHO DA JUVENTUDE
– 1933 FOI UM ANO RUIM
– SONHOS DE BUNKER HILL
– A IRMANDADE DA UVA
– A GRANDE FOME

Todos de John Fante. Estou lendo toda sua obra. Comecei com “Pergunte ao pó”. Há um filme interessante baseado nesta obra. Chama-se também “Pergunte ao pó” ou, em inglês, Ask the Dust, com Salma Hayek e Colin Farrell.

Estou achando que aquele segundo “i” em “iis” sou eu. Acertei? fiquei muito orgulhoso mesmo sem ter me assegurado disso. Apenas não passou despercebido. Será?

Contando histórias no domingo.

Home

Toque em “home” para abrir.

Esta atividade é produção de Jatobá Cultural, a micro-empresa de minha filha mais nova e seu marido.

Hoje é domingo, pé de cachimbo…

Fui à meditação hoje cedo, às 10h, e não ontem como previsto. Encontrei pessoas que há tempos eu não via pois vamos em horários diferentes. Conversei com Seiko, com quem fundamos a Associação em 1997.

Ontem,  visitou-me o treinador. Trouxe-me café de Minas Gerais. Traçamos os planos para o futuro próximo. Só falta eu melhorar e voltar às atividades. Amanhã vou buscar a requisição e já na terça farei uma ressonância magnética. Quem sabe com este exame possamos adiantar e progredir no tratamento. Certamente terei de fazer uma sequência de fisioterapia convencional. Tudo bem, melhor que ficar parado.

Enquanto fico em casa, assisto no youtube concertos de piano e violino. Uma pianista fenomenal (esteve em SP há pouco tempo) é Yuja Wang. Apesar do nome de polaco, é chinesa.

Revisão deste texto.

Quarta-feira, 21 de setembro.

Dia de São Mateus, aniversário de minha terra natal. Há tempos não a vejo. Saí cedo hoje, buscar o material da marmoraria, prometido para as 9h. Não estava pronto. Saí para andar pela redondeza, fazendo meu exercício matinal. Doloroso, sentindo umas agulhadas na musculatura. Estou desconfiado dos diagnósticos, dos tratamentos, dos acontecidos. Começo a pensar em coisas piores que uma simples distensão. Talvez tenha algum reflexo da contusão anterior, do tornozelo do mesmo lado, ano passado. Conversei sobre isso com o médico ontem mas ele garantiu que não. Terminado o trabalho da oficina, trouxe o material para casa e fui até o centro para cortar o cabelo. Tenho usado um pouco mais arrepiado. Atualmente a moda é undercut, raspado nos lados. Não chego a tanto. Fico ainda no estilo “caminho-de-rato”. Gastei 40 reais, pagando em cheque, as agências continuam fechadas, impossibilitando saques. Liguei ainda para a Cardiologia e, mais uma vez, cancelei os exames por falta de condição física : não posso pedalar nem correr na esteira. Vamos aguardando. Enquanto isso, vou tomando a sinvastatina para reduzir o LDL e farei novo exame em vinte dias. Agora, 14h06, vou à hidroginástica.

De mal a pior.

Ontem, sexta-feira, piorou tudo para mim. Fui à academia para 20min de esteira. Já fui apreensivo. Comecei cuidadoso, andando. Passei a trotar levemente mas não cheguei aos 14min e senti já uma dor forte se aproximando do tendões do calcâneo em direção à “batata da perna”. Parei, descansei, alonguei, andei. Nada da dor passar. Comecei meus exercícios de peso mas, aborrecido, larguei  tudo e fui embora mancando. Como tinha combinado com o médico de avisar sobre o resultado do teste, escrevi e ele imediatamente respondeu : venha segunda na clínica, vamos fazer uma ressonância e coloque gelo durante todo o fim de semana. Tudo bem.

Como tinha marcado uma consulta com o ortopedista convencional, que me trata há mais de vinte anos, aqui perto de casa, lá fui eu mancandinho cinco quadras (o carro tinha emprestado para a menina, como sempre). Sempre espero mais de uma hora para ser atendido mas desta vez foi rápido. Marcado para 11h40, atendeu-me ao meio-dia. Conversa vai, conversa vem, pediu também o exame e recomendou fortalecimento e bicicleta. Tudo certo. Voltei tranquilo mas ainda chateado.

Depois do almoço levei M para finalizar algumas compras da reforma. Fiquei duas horas sentado, aguardando ela zanzar pela imensa loja e escolhendo os finalmentes. Em casa, gelo nas canelas, descanso e me acomodar.

Hoje amanheci do mesmo jeito. Dói tudo ainda. Mesmo assim vou na academia para treino de pesos, à tarde vou buscar  o kit da corrida de amanhã, mais uma perdida. Às 13h vou com M à missa e às 16h na meditação. E segue o baile. Devagar mas segue.

Continuando…

Daí que a médica insistiu em que se continue o tratamento com a medicação adequada. Para não continuar o constrangimento, aceitou-se. Inclusive uma amostra grátis do remédio em questão, na opção genérico. Aí piorou. Conversa vai, conversa vem, termina a consulta, cumprimentos e que tais e tudo bem. Mas foi só entrar no carro : “Não vou tomar isso, ainda mais genérico!” Tudo bem, acrescento.O original, além de custar 400 por mês, e é difícil encontrar pois ninguém compra, e ninguém comprando as farmácias não têm estoque. Pois para mim…tudo bem, cada um sabe onde lhe aperta o calo.

Uma história lamentável.

Uma história lamentável.

Este é o título de um célebre e divertido conto de Dostoievski. Mas serve para uma história que passarei aqui a contar. Não com o talento do escritor russo. Com o meu jeito. É o seguinte : levei M hoje cedo para uma consulta de rotina com a reumatologista, que a atende há seis anos. Vivem a discutir pois ela não cumpre as recomendações, preferindo se automedicar ou alterar as porções determinadas. Os resultados são óbvios e conhecidos : prejuízo, retrocesso, discussões, reprimendas de lado a lado.

Simplificando – apresentados os exames, vários pioraram. Motivo? difícil descobrir quando se sabe que o paciente não cumpre as determinações. O tratamento é para toda vida, afinal é uma condição autoimune, passível de ser tratada com medicação para sempre, pelo menos para ficar na mesma. Se não, vai para trás. Mas o paciente acha que os remédios vão abreviar sua vida, interferindo nos órgãos vitais. Para isso, peço os exames, retruca a médica. Mas é impossível trocar a medicação ou obter resultados bons se você não segue a orientação. Desculpe-me, mas isso é ser ignorante. Uau!

Foi assim que ela se expressou…continua daqui a pouco.