Quarta e quinta.

Atividades do dia.

Compra do jantar na Padaria Luzitana. Levar resultado do exame para o ortopedista Dr.Ricardo. Emprestar o carro para Bel. Marcar e cancelar consulta com fisioterapeuta. Comprar serra de azulejo. Verificar antena da TV, conserto do telhado. Terminar de secar o carpete do carro. Almoçar no restaurante Itu. Resolver questão da fisioterapia com Bruno e treinador JV.

Ótima notícia do dia : o menino avisa que “saiu a bolsa de pós-doutorado na ufsc de nov 2016 a nov 2017. a bolsa vem junto com o furacão que chega entre amanhã de manhã até sexta.. jaáestamos preparados.”

Hoje meu irmão João faz 69 anos. Está judiado, magrinho, envelhecido, triste com a viuvez, maltratado pelo Mal de Parkinson.

Desmarquei o fisioterapeuta novo, marquei com o antigo. Iniciarei as sessões amanhã cedo. Assisti dois filmes no Netflix. Compra de jantar na Luzitana, uma sopa pavorosa, muito salgada, amanheço com as mãos inchadas. A atendente é imigrante haitiana, aproveito para falar em francês com ela. Comentei do furacão Matthew, que promete devastar a Flórida nesta quinta. Já passou no Haiti deixando muito prejuízo e sofrimento. Minha filha está assustada, o marido foi para a Califórnia a trabalho. Ainda bem que Maurício está com ela. O neto está comendo muito. Daqui 20 dias estará aqui.

Hoje, quinta, fiz a primeira sessão convencional de fisioterapia. É aqui perto mas tenho que ir de carro. Estou impedido até de andar pela rua sob pena de agravar a lesão. Passei pelo gelo, choque, ultrassom e alongamentos. Depois, fui na academia e fiz uma sessão longa somente para superior, com três séries de 28 repetições. Mate e almoço no restaurante; esta reforma na cozinha não tem fim. Passar na médica de M e pegar receitas e exames e amostras grátis, tudo inútil, já que não observa as prescrições. Dane-se.

 Agora à tarde, vem o fisioterapeuta domiciliar. Já é quase um cuidador de idosos…

Minha terça não teve graça nenhuma.

Ao contrário de meus amigos, que se movimentam o dia todo, minha terça foi desastrosa. Tentei ir às 9h à musculação, andando 10 quadras, mas não cheguei na quinta, logo sentindo a panturrilha inchar e repuxar, parecendo que ia ter câimbras. Parei, descansei e voltei para casa mancando. Saída apenas para almoço, de carro, e passar o dia todo de molho, com gelo e paradão. Algo não vai bem nessa recuperação. Tenho me cuidado mas o progresso é pouco. Hoje vou ao médico às 14h30. Sei não…

Um domingo animado.

Também fui votar ao meio-dia. Rápido. Depois, almoço comunitário com o pessoal amigo da filha e genro. Eles costumam comemorar o aniversário pelo signo, ou seja, reúnem vários librianos e convidam cada qual seu círculo de amigos, cada um contribuindo com bebida, comida ou ajudando a preparar e servir. Todos jovens, menos o casal aqui. Mas a contribuição de M é sempre esperada com entusiasmo, pelo bolo e doces miúdos, sempre fazendo sucesso. De modos que chegamos às 11h e saímos às 6 da tarde, enquanto a maioria ainda estava festejando. Voltamos para o mate e descanso.

 

Revisão do texto e complementação.

Hoje amanheci no modo pintor. Pintei o teto do banheiro agora, das 9h às 9h50, primeira demão. Sem treino, estou sem paciência para ir à academia pois vai me atrasar a programação da tarde. Vou à meditação às 16h, onde teremos a visita de um mestre Zen, Fará uma palestra e, em seguida, terá o lançamento de seu livro, conforme esta divulgação que fizemos :

” Caros amigos e parceiros do Caminho. Segue um convite e um pedido de apoio na divulgação do primeiro livro do Monge Alcio Brás,( discípulo de Tokuda Sensei e Diretor do Templo Zen Eininji de Copacabana-RJ), O Grande Silêncio, no dia 01 de outubro (sábado) às 19hs no Piso Térreo da Livraria Cultura- Shopping Iguatemi Campinas.”

Ontem foi tenso. Fui buscar o resultado do exame da canela. Prometido para 14h, às 13h eu já estava lá. Pronto, liguei para o consultório, marquei para 14h45 e às 15h o médico já estava lendo e me explicando que não houve ruptura, não houve estiramento, eu não rompi fibras etc. e tal. O que aconteceu foi o seguinte : uma “separação” dos dois gêmeos (gastrocnêmio), um afastamento do invólucro que cobre estes músculos. Sabe aquele fio de luz duplo, que a gente precisa puxar um fio de cada lado para separar e prender na tomada? mais ou menos isso. A diferença é que eles devem ficar unidos e o meu, sabe-se lá por qual razão, abriu 12cm, causando dor forte e me impedindo de correr. Consigo andar sem problema mas ao correr eles se “esfregam” um no outro. Pelo jeito vai demorar mais umas semanas até a união estável novamente. Até lá, continuamos com acupuntura semanal, fisioterapia domiciliar, musculação e bicicleta ergométrica. Então, tá. Vamos nessa, devagar e sempre.

O carro ficou pronto logo cedo, enquanto tinha ido na dermatologista às 9h. Fui de ônibus, levei duas cauterizadas no nariz e mais nada. Saiu com o nariz branco e ardendo. Andei pela cidade com esses dois enfeites pois sumiram só à tarde.

Fui à farmácia à noitinha comprar um remédio de controle de glicemia para M.diagnosticada como pré-diabética. Esse pelo  menos diz que vai tomar direitinho. Veremos.

Hoje embarcam para a Itália três irmãos, um a trabalho e os dois mais novos aproveitam a companhia para passear.

Sexta e sábado.

Hoje amanheci no modo pintor. Pintei o teto do banheiro agora, das 9h às 9h50, primeira demão. Sem treino, estou sem paciência para ir à academia pois vai me atrasar a programação da tarde. Vou à meditação às 16h, onde teremos a visita de um mestre Zen, Fará uma palestra e, em seguida, terá o lançamento de seu livro, conforme esta divulgação que fizemos :

” Caros amigos e parceiros do Caminho. Segue um convite e um pedido de apoio na divulgação do primeiro livro do Monge Alcio Brás,( discípulo de Tokuda Sensei e Diretor do Templo Zen Eininji de Copacabana-RJ), O Grande Silêncio, no dia 01 de outubro (sábado) às 19hs no Piso Térreo da Livraria Cultura- Shopping Iguatemi Campinas.”

 

Quinta-feira.

Quarta e quinta, 28 e 29 de setembro.

Pouca coisa a contar. A mesma lengalenga. Alguns exercícios, compras de material, hidroginástica, andar na esteira sem dores durante 25 minutos, musculação. Orçamentos, poeira, barulho de quebra de piso, marteladas, casa virada.

Chegaram quatro livros de John Fante. Gosto dessas histórias dos anos 20 e 30 nos Estados Unidos : tempo de miséria, tempo do pessoal se virar com pouca coisa. Mas não consigo ler com esse estrondo.

Preciso ver o que ocorre com o carro : está com água debaixo dos tapetes. Aqui dificilmente chove e quando acontece aí é que não saio mesmo. A menina abasteceu e lavou os vidros. Amanhã vai usar novamente. Irei a pé ao dentista às 7h30, aqui perto. De lá, pegou o ônibus e vou à dermatologista para fazer uma revisão. E às 13h30 busco o resultado da ressonância e levo ao ortopedista. Vou me movimentar muito amanhã.

O fisioterapeuta acaba de chegar. São 13h52. Vamos a mais uma sessão de reorganização.

Quatro horas. Vou levar o carro na oficina. Diagnóstico : radiador furado. A água que molhou internamente vem do radiador de ar-condicionado. Troca : 450 reais. Deixar lá e pegar amanhã à tarde. Aviso a menina que o empréstimo será cancelado. Vai ter que ir de Uber. E eu, a pé e de busão.

Em casa, começo a lixar o teto do banheiro. Depois, vou pintar.

Recebo um vídeo do netinho comendo, ou melhor, raspando o prato fundo com papinha de frutas. Já apareceu o primeiro dentinho. Cada dia mais esperto. É uma imensa alegria para nós.

Terça.

Terça, dia 27, atividades deste dia.

Às 7h30 fui a RCC para meu exame. Preenchi o questionário de saúde, aguardei para o chamado de 8h30 mas veio antes já às 8h. Estava em jejum conforme solicitado. Levaram-me para um vestiário, com a instrução de ficar só de cueca e vestir uma camisola. Tirar os óculos. Isso é sempre tenso porque fico com a vista enevoada. Deitado na maca, com abafador de ruídos nos ouvidos, uma campainha de pânico e vamos para dentro do forno. Barulhão de pancadas, apitos de trem, trombadas, uma barulheira imensa. Fecho os olhos e medito. Fico meia hora nesse lance. Terminado o exame, o aviso é que o resultado fica pronto na sexta às 14h. Aviso o médico e recebo outra instrução : de levar para ele imediatamente ao ter o envelope em mãos. Volto para casa para o café. Já tenho outro compromisso : compras de supermercado, com M e filha. Terminada essa parte, preparo-me para o mate. Eis que senão quando o pedreiro avisa que as peças de banheiro estão fora da medida. O prédio é antigo e a reforma é nova. Lá vamos nós fazer a troca. Conversa vai, conversa vem, consigo trocar gastando mais 200 reais. Fazer força para carregar no carro, descarregar em casa. O mate começa às 12h45 e o almoço às 13h30. Agora vou descansar porque ainda preciso substituir as tomadas danificadas.

Busão.

Busão hoje cedo.

Peço licença para sentar no lugar vago de idoso. O sujeito jovem, pesadão, vermelho,  abre espaço. Agradeço. Ele começa :

– Eu devia ter pegado o outro.

– É?

– Ia chegar antes.

-?

-Em Minas os bancos estão funcionando.

– Minas?

-É, tá normal. Aqui o Itaú tá normal.

?

– Depois do almoço dá preguiça de trabalhar.

-?

A conversa, ou tentativa de, pára por aí. Levanta-se e troca de lugar. Chega de prosa. Chego em silêncio ao meu ponto.