Sexta e sábado

Ontem repeti o treino mas aumentei a severidade mantendo a distância. Foram 6km de corrida leve, sem andar. Ótimo treino, ótima sensação. Depois de muito tempo e muitos conselhos, resolvi comprar filtro solar. Aproveitei uma oferta (meio boba essa história de ofertas mas vá lá…) enquanto comprava os antibióticos. Pela falta de hábito, esqueci de passar. Lembrei quando já estava na rua. Para não ter que voltar, fui ao Bosque porque ali fico ao abrigo das árvores. O problema é que o trecho é mais pesado, com uma subida forte. Deveria iniciar só em trechos planos. Era escolher : sombra com subidas ou plano com sol forte. Fiquei com as subidas. E lá se foram 6km bem rodados, de olho no batimento cardíaco para não ultrapassar 150bpm. Tudo certo. Cumprimentei meus amigos e voltei feliz para casa.

Fiz várias lições de inglês no Duolingo para revisar toda a matéria. O início é bem básico mas é bom ouvir a pronúncia correta. Fiquei mais de três horas nessa atividade.

Depois das 15h fomos fazer uma visita a uma senhora que completava 94 anos. Conhecemos quando viemos para cá, família de um colega de trabalho. A amizade perdura até hoje, passados mais de 30 anos. Um cafezinho doce e morno, daqueles de dar azia. M disfarçou o que pôde e ajudei-a a terminar. Para ela é um veneno. Mas suporta bem as conversas. Já eu vou ficando inquieto com tantas descrições de doenças, dores, exames, remédios, tratamentos, quem morreu, quem está morrendo, quem vai morrer logo.

Às 17h30 consegui (como dizia em Samas) “me arrancar”.

Nova visita às 20h30 : meu treinador em despedida. Trouxe-me uma camiseta de corrida e flores para M.

Retribuimos com pão de queijo, strudel, suco e sorbet. Enquanto eu contava histórias ela ia assando, batendo, servindo. Sempre gostou dessas atividades : fazer e servir. Tudo certo. Apaguei às 23h, acordei às 6h, fiz café, tratei da gata, tirei e dobrei a roupa do varal.

Às 8h30 fui à marcenaria buscar os banquinhos que encomendei para nossas atividades de meditação. De lá, fui até nossa sede para guardá-los. Hoje às 9h30 tem retiro mensal : as pessoas ficam o dia todo recolhidas. Eu, não. Voltei para casa a tempo de ir fazer meu treino de sábado. Saí disposto a fazer 8km. E fiz. Cheguei cansado mas consegui correr todo o tempo. Sem andar, só correndo.

Quando chego em casa, M está se aprontando para sair. A menina vem buscá-la para compras de enfeites do aniversário do neto. Vamos levar tudo daqui. A mãe do aniversariante gosta dos materiais que a mais nova sugere, encontra e escolhe.

É por isso que aproveito para escrever com mais sossego.

É isso. À tarde, ainda vou à meditação. Chego na última parte, das 16 às 17h30.

Amanhã, descanso. O calor vai se afastando, a temperatura está mais agradável, venta muito por aqui o tempo todo.

Quando uma perna está inoperante a gente força mais a outra ao fazer atividades além da conta. Ao seguir as recomendações médicas no capricho, a recuperação é mais eficaz e rápida. Na teoria, porque na prática as moças não obedecem e saem tipo saci sem sossego a pular pela casa toda. Meu pai dizia : parece que está com bicho-carpinteiro.

Já viu alguma vez um bicho-carpinteiro? eu, não.

Texto de meu amigo Fábio Namiuti

Correr uma maratona é apostar quatro meses (ou mais) de sua vida em um único dia, uma única manhã… Que nunca se sabe como vai ser ou como você mesmo vai estar.

É abrir mão de muitas outras coisas para treinar, treinar… E treinar.

É conviver com a dor, com o cansaço, com a dúvida, com variações de ânimo e motivação.

É ser disciplinado com a planilha carrasca e com a boca nervosa.

É dar tiros, no bom sentido. É subir e descer morros, mesmo que o caminho a percorrer seja praticamente plano. É fortalecer corpo e mente, principalmente, para o desafio que virá.

É fazer longões intermináveis, quase literalmente dizendo. Treinos em geral solitários, bons para quem gosta de conversar consigo mesmo ou simplesmente do silêncio e da paz total.

É uma longa jornada de renúncias e sacrifícios. Mas não digna de pena ou mesmo de admiração exacerbada. É uma escolha, como tantas outras que se fazem na vida.

Mas vale a pena? Claro que sim! Pergunte a quem já fez pelo menos uma. Pergunte a mim, que já fiz treze. Pergunte a quem está no caminho da primeira. Pergunte a qualquer um.

Uma linha de chegada depois de 42195 metros percorridos é uma conquista inestimável. Um prazer que eu quero e vou voltar a sentir.

(eu já fiz 22 dessas e quero fazer mais mas não sei se consigo…)

Continuando

Saí às 8h30 uniformizado mas para uma caminhada. Andei firme durante 3km e fiz 2km correndo leve, na volta. Terminei andando mais 1km. Sentí-me ótimo, leve, descansado, aliviado, sossegado, vivo.

A recomendação é continuar com os 2 antibióticos até segunda-feira e sem treinos. Mas não aguento ficar só em casa e paradão. Amanhã vou na musculação e faço alguma coisa leve apenas para despertar a musculatura. Loucura controlada.

Ontem, quinta, só saí de casa para levar M na terapia. Deixei-a por uma hora enquanto conversava com meu treinador, que mora alí perto. Ficamos no Bosque de Barão, na sombra, contando histórias.

E chegou ao fim um ciclo com ele. Foram 13 anos me acompanhando. Agora, de mudança para Minas Gerais em novos empreendimentos, fiquei na mão. Vai me indicar outro. Já o conheço, é uma boa pessoa. Mas não sei se tenho paciência para recomeçar.

Vou interromper esta fase com a viagem para os EUA. Amanhã, dia 10, completa o mês do treinador. Pago-o e começo minhas atividades por conta própria, sem exagero e baseado nas minhas experiências.

 

Segunda, 06.

Amanheci com os mesmos sintomas : dor, inchaço, vermelhidão na face lado externo, apesar de ter tomado 5 comprimidos de Nisulid. Conforme combinado, liguei para o dentista às 8h30. Ele recomendou ir ao consultório às 10h para pegar uma receita de antibiótico. Pretendo também já marcar uma consulta na endodontista para examinar uma possível infecção num canal retratado por ela há 2 anos.

Treinos interrompidos, lidando só com esses assuntos.

Enquanto isso, vou recomeçar minhas aulas pela internet, no Babbel.

O lance é se manter ocupado, ativo. Chega de ai-ai-ais…