Quarta-feira, 30

Treino de hoje : sem treino. Estou arrumando os pertences para voltar para casa.

Treino de ontem : 6km variando o ritmo, no Passeio.

Ontem, na clínica, do meio-dia às duas. Uma receita fitoterápica imensa, inúmeras recomendações. Vai começar uma nova novela, que me obrigará a vir a cada um ou dois meses para cá. A despesa dispara porque são medicamentos e consultas não cobertos pela AMS.

Após a consulta, fiz o treino sob um calor e sol diferentes. Muito bom. Tudo certo.

A dona do Dom Leopoldo, entre outros assuntos pois não pára de falar e não dá sossego para os hóspedes, diz que ajuda nos cuidados de Dona Fidalma e que o neto dela é uma maravilha. Elogios para ele e ela própria. Sei não…

Relato da viagem

Às vezes sinto que sou meio xarope ao detalhar todos os meus movimentos. Mas pode ser que agrade um relato minucioso. Portanto, aproveito a folga que as duas me dão indo ao Mueller e assim posso escrever com paciência. Vamos lá…ou vamulá :

Saí de casa em Cps às 9h, via Uber, até o aeroporto com bastante antecedência pois M move-se devagarinho. Já tinha feito o check-in, bastando despachar a bagagem de 18kg, a 30 reais. Usei meus 24.000 pontos da Azul para viajar de graça, pagando a bagagem e taxa de embarque. Mesmo assim, lá se foram 120 reais. Previsão de saída às 10h50 que se transformaram em 11h30, atraso da conexão. Chegada em Ct às 12h15, pedindo a cadeira de rodas, que agora a gente mesmo empurra até a saída. Nas últimas vezes algum atendente fazia isso, sendo que dava-lhe uma gorjeta de 10 reais. Assim sendo, economizei R$ 20,00 da partida e chegada. É preciso sempre ver o lado positivo das situações : esta foi mais uma delas.

Não chamei o Uber, preferindo o táxi porque em aeroportos é um pouco tensa esta questão. Lá se foram então 75 reais até em casa. Um mate e almocinho pra lá de simples, a tempo de logo sair para ir ao barbeiro. Meu costume é na Galeria Ritz, onde vou desde 1969, onde evidentemente já trocaram de atendentes várias vezes. Atualmente corto com Jair e seu irmão Ezequiel. Lá estava só um deles. Motivo? o outro morreu há alguns meses. A última vez foi em janeiro e estava todo mundo vivo. Agora, mudou. Coisas da vida. Lá se vão 40 reais mas entrego uma nota de 50 e nunca pego o troco. Meu costume é esse : sempre gratifico, com pouco que seja, quem me serve.

Saí de lá, fui até a Praça Rui Barbosa e, pelo Expresso, desço na Estação D.Pedro, em visita a João. Paro nas Americanas para comprar chocolate, waffles e pão de mel para ele e sua cuidadora. Encontro-o, como sempre, alquebrado, com a voz lá no fundo, uma judiação. Meia de hora de conversa, repetindo as mesmas histórias e volto para casa.

Bate-me uma vontade de comer hambúrguer porque a comidinha da tia Cleci  consegue ser mais sem graça que a de um hospital. Desço, portanto, no Shopping Estação e encomendo quatro Big-Burguers para levar.

Acomodo-me cedo. Dia seguinte, saio às 8h via Expresso até Bento Vianna e vou a pé à Localiza. Contrato um HB20 e volto buscar as duas, partindo em seguida para Samas. São 10h da manhã e sigo até entre Palmeira e Triunfo, parando às 11h30 para almoçar no Gawlak, a 16 reais por pessoa, uma comida ótima. Simples e caprichada.

Chego em Samas às 13h30, indo direto ao cemitério. Converso com uma atendente , na frente daquele pórtico. Ela me fornece o telefone do administrador e alguns pedreiros. E por alí fico até perto das 16h, negociando. Paradinha no Yujo para um cafezinho com cuque. Vai que aparece algum conhecido…

Vamos ao Hotel Dom Leopoldo. Bonito, chique, preço normal, instalamo-nos e descanso antes de ir ao hospital e na casa de tia Célia ao encontro de Vanja Maciel para tratar dos assuntos do cemitério, que dizem respeito a ela e seus irmãos, pois são primos das minhas duas acompanhantes.

No hospital, uma visita difícil, vendo a tia naquele finalzinho dos 94 anos. Convido tia Rita para jantar no hotel conosco e depois levo-a para casa, sempre passando pela rua do meu avô, onde as janelas iluminadas sorriem para mim.

Acomodo-me cedo porque a quinta-feira vai ser longa. E começa logo às 9h no arquivo do cemitério, folheando antigos livros empoeirados em busca dos nomes de sepultados neste jazigo, objeto de nossa visita e reforma. Dou uma volta por ali, vamos ao Cartório de Registro de Imóveis para desvendar as atribulações de Cleci com o IPTU que lhe é cobrado indevidamente. De lá, na Prefeitura pelo mesmo motivo. De lá, no Tabelionato Schramm. Pouco progresso mas bem atendidos.

Almoço no Banach. Encontro meu amigo Gauchinho – Dagoberto Schaeffer Hertzog.  Convidado para visitar o Sindicato, damos uma volta na Avenida, uma parada na Igreja, um giro nas Pernambucanas, um pit-stop na Praça do Colégio, uma visita na Casa da Memória.

Enquanto elas ficam na Panificadora em frente do Toppel, vou ao Sindicato tomar um chimarrão com Pedro Hilmo Heffko e Paulo Reissinho de Paula.

De lá, novamente ao Cemitério, uma visita nos antigos vizinhos da Altino Pereira Lima, conversa com João Alfredo Hoepers e esposa.

Mais idas e vindas do hospital, trocar de roupa e jantar no Bambini, onde encontro OJ e Tereza, HSakurai e esposa.

A pizza é por minha conta, comemorando os 66 anos de Cleci. Durmo em paz.

Sexta-feira a mesma rotina, passando na Marmoraria São Mateus e na tia Eta. O melhor e mais curto momento da viagem. Uma visita a Noeli e Renato, apenas meia-hora, a tempo de voltar ao hotel para o check-out.

Almoço novamente no Banach mas desta vez não vi nenhum conhecido. Vamos ao Supermercado 70, mais uma vez ao hospital, onde o quadro é o mesmo. Dali, iniciamos a viagem de retorno, chegando em Curitiba às 17h30. Deixo as duas em casa e vou devolver o carro lá na Av.Bispo Dom José, perto do Colégio Nilson Ribas, onde estudei em 1965, antes de voltar para Samas onde comecei novamente minha história. Bons tempos, boas lembranças.

Volto dali, a pé, até a casa de LA para tomar um mate e conversar um pouco. Mais tarde, pego o Expresso e vou para o Passeio Público. Estou muito cansado de tudo, do calor da tarde, da viagem, de tudo um pouco.

Sábado acordo bem disposto e enfrento a cerração e friozinho às 8h30, rodando 6km lá pelos lados do Parque João Paulo. Vou sempre nos mesmos lugares que me trazem boas lembranças.

À tarde, missa e reunião dos familiares. Estivemos todos os irmãos na missa e, depois, novamente todos juntos tomando café em casa de João. Na sequência, LA nos traz para casa e combinamos o almoço de domingo, todos juntos novamente.

À noite, cismado ainda com os hambúrgueres porque há tempos tenho vontade de experimentar os do Madero, fiz a encomenda para delivery. Caro mas bom. Excelente. Matei a vontade de hambúrguer, fritas e coca-cola. Meio infantil mas não resisto.

E fico por aqui. Se me lembrar de mais alguma coisa curiosa, vou descrever ainda.

Segunda-feira, 28

Comecei o dia acordando tarde, às 8h. Nenhum problema. Saí às 9h para o treino de 5km e parei logo. Após algumas tentativas via Claro, acabaram-se os créditos. Passei para a Tim que, para variar, é instável. Primeiro aparece o sinal “apenas emergência”. Descobri a manha : desligo, apago, religo, o sinal volta. Ligo, sou atendido, cai a ligação. Começo tudo outra vez. Aí funciona normal e converso animadamente.

Continuo a rodar pela canaleta do Expresso e desço para ao Centro Cívico e daí para o Parque JP, faço a volta e retorno para casa. Calorzinho, sol, nublado, tudo bem.

Após o mate combino o almoço no Sorella, entre a Iguaçu e Silva Jardim, perto da Rápida. Levo as duas mais tia Gra. Conversas compridas até perto das 14h. Vamos e voltamos de Uber. Conversa vai, conversa vem, M fica sabendo do osteopata que trata dos três meus irmãos, cada um com um dodói diferente. Então ficamos assim : amanhã ao meio-dia na rua Itupava ficarei 200 reais mais leve. Espero que ajude-a em alguma coisa. Sei não…já vi de tudo, desde alopatia até remédios espirituais, benzimentos e alternativos. Mas…vamulá. Antes, farei meu treino de 6km no Passeio. Esse sim é sagrado e o melhor remédio para tudo, além de ser de graça.

Domingo, 27

Treino de hoje : 10km, com ida e volta ao Jardim Botânico

Almoço em Santa Felicidade, na Casa dos Arcos. Volto para casa com um quilo a mais. Muita comida, duas Sprites, três sobremesas. LA nos levou, tendo tomado mate aqui em casa das 11h ao meio-dia. Trouxe-nos de volta. Na sequência, de Uber, até o Jardim das Américas em visita a uma sobrinha. Dou uma nota de 50,00 para cada um dos sobrinhos-netos. Sempre faço assim; antes uma brincadeira, em seguida um dinheirinho para cada criança, de 9 e 6 anos.

Volto de Uber, trazendo o irmão João até a casa dele na Travessa Rafael Greca. Tomar café com a outra filha dele, que nos esperava ali.

Outro Uber para casa. Agora escrevendo aqui. Vou ficar em Curitiba até quarta ao meio-dia.

Na pizzaria encontrei Osvaldo e Teresa. Cumprimentei-os e também Helio Sakurai e esposa. Hoje passei o dia no cemitério, Registro de Imóveis, Cartório da Terezinha, Prefeitura, Hospital, andanças pra lá e pra cá, Igreja, Sindicato, Pernambucanas, pizzaria e agora no hotel. Amanhã cedo no Cemitério, depois tia Antonieta. À tarde vou embora.

 

Prova de ontem

Neste domingo, concluida mais uma meia maratona. Desta vez com um tempo alto, com as desculpas de uma gripe na semana anterior e uma viagem conturbada, de ônibus, em excursão com o CUCA – Corredores Unidos de Campinas. Viagem à noite na sexta-feira, 22h30, com o sono alterado, chegando ao Rio de Janeiro às 7h, quando o busão envolveu-se num acidente ao bater o teto violentamente num limitador de altura, na região da Linha Amarela. Um susto muito grande, arrebentando com o teto do ônibus. Ficamos parados na rodovia das 7h às 13h para substituir o busão. Até chegar no hotel já eram duas da tarde, atrapalhando as refeições, o descanso da manhã e o treino da tarde. Ficamos no Hotel Novo Mndo, bem acomodado e com boas refeições. E no domingo deu tudo certo, com um dia muito bonito de sol e calor e milhares de pessoas. Ao final, saldo positivo, com uma ótima organização, excelente participação do público, kit bom, abastecimento ótimo de água e gatorade em saquinhos, fruta, lanche bom, medalha bonita, camiseta legal. Viagem de volta sem incidentes e estamos prontos para a próxima. Marquei o tempo nos 21,1km – 02:11:14 – que, obviamente está diferente da marcação sempre a maior da oficial da prova. Encontrei vários amigos e fiquei satisfeito com mais uma prova concluida sem lesão, chegando em bom estado ao final. Salve, pessoas!

Segunda-feira, 21

Cheguei em casa já na segunda-feira, à 00:15, sob chuva e frio. Peguei um táxi porque estava cansado e chovendo. Normalmente venho andando este trecho do Largo do Pará, onde o busão estacionou. Mas já era muito fora de hora, com o peso da mochila, chuva, frio e pernas cansadas. Para perceber como é perto de casa, a corrida custou R$ 9,00.

M estava me esperando com o tradicional pudim de leite, com que me agrada a cada corrida longa. Se fosse a maratona – 42km – seria um pudim duplo. Como a prova foi de 21km, fez um normal. Tradicionalmente delicioso, desta vez não foi diferente. Mesmo à uma da manhã não deixei de degustar três fatias grandes.

Ainda guardei e organizei todos os meus pertences, tomei banho, separei toda a roupa a ser lavada. Contei-lhe todos os detalhes dos três dias e acomodei-me para descansar. Muito frio, vento e chuva, até Milu subiu na cama.

Acordei bem, às 6h30, com as tradicionais dores por todo o corpo, que sumirão daqui um ou dois dias.

Complementando o relato de ontem, saímos do hotel às 14h em direção a uma churrascaria na Barra, caminho de saída. Um almoção daqueles, por conta da organização. Lugar chique, lotado, mas tudo muito bom. Saímos às 16h30 e comecei a escrever o relato mas a tela do smartphone é miúda e fica difícil escrever, além do Wi-Fi do ônibus variar bastante. Perdi alguns parágrafos já escritos e desisti de concluir.

Todo mundo logo apagou e fiquei ouvindo música no MP3 e lendo no Kindle durante algum tempo. Resolvi cochilar e descansar. Acordei em Guaratinguetá, onde descemos para lanche. Só comprei dois pacotes de biscoito para M. Não gosto de chegar sem alguma lembrança pois ela é igual criança : fica sempre esperando um agrado. O que não  me custa nada fazer.

É isso. No balanço geral, apesar do susto e alterações de horário, deu tudo certo e cá estou, vivo e tranquilo, aguardando as novidades.