Sexta-feira, 22

Treino de hoje : capturar uma foto e guardar aqui.

Segundo treino de hoje : 5km de rodagem leve para recuperação do treino de ontem. Só consegui fazer esta rodagem agora há pouco, às 16h30, porque gastei a manhã toda no banco a resolver uma parada do guri, para receber uma grana do exterior, oriunda de trabalhos anteriores. Temos conta conjunta para simplificar mas nem sempre acelera os procedimentos.

De modos que…lá se foi a manhã toda. Após o almoço, levei M ao Shopping D.Pedro, um trambolho gigantesco daqui, para que ela comprasse mais um raio de um sofá-cama para trocar pelo anterior, com o qual vinha implicando.

Lá se foi a tarde toda entre ir, estacionar, escolher, aguardar o fechamento das notas, combinar a entrega, comprar mais duas poltronas a pronta entrega, enfiá-las dentro do Peugeot e voltar para casa, encher o elevador, desmontar os pacotes e, finalmente, deixá-la curtindo a novidade, enquanto ia ao Bosque fazer minha rodagem.

Agora, cansado e descansado, tomo mate e escrevo as novidades aqui.

Tudo muito bonito, todas as ótimas lembranças, a foto maravilhosa. Gosto de tudo sempre.

Quinta-feira, 21

Dia 21, dia de S., minha terra natal. Sempre gostei muito daí, principalmente na infância. Tive bons momentos, não muitos. Pais severos e exigentes, invernos rigorosos, pouco dinheiro, família encrenqueira entre materna e paterna. Enchentes e ruas com barro são minhas piores lembranças. O Grupo Escolar e o Jardim da Infância com a professora Marilena A. e Julieta R. T.  estão no quesito lembranças médias para boas.

No primeiro ano – devo confessar que sempre fui precoce em matérias amorosas – apaixonei-me aos 7 anos pela colega de classe LWR. Durou pouco. No segundo ano, já me desinteressei talvez por falta de ser correspondido. Afinal, ela nunca ficou sabendo disso.

Lembrança ótima : minha segunda paixão – a professora LFM, do 4o.ano, irmã da L. Durou pouco, logo me desinteressei pois também não fui correspondido. Afinal, ela era casada e não tive oportunidade nem coragem de me declarar.

Vivi em S. até os 13 anos quando fui mandado para o S. em Curitiba. Mandado é modo de dizer. Eu queria mesmo ir. Depois percebi que era a saudade imensa que sentia de meu irmão mais velho, que tinha ido para lá alguns anos antes.

Não deu certo minha experiência eclesiástica. Iniciando a adolescência, as tentações liquidaram com minhas notas boas e minha fama de estudioso. Fui despachado para casa no final de 1964.

No início do ano seguinte, voltei a morar em Curitiba, no S. mesmo mas na condição de empregado da portaria, aos 15 anos, a pretexto de continuar o estudo no Científico, no Colégio Estadual Rio Branco, na avenida Bispo Dom José, a poucas quadras do S., onde vivia e trabalhava. Não consegui acompanhar aqueles estudos, voltados às exatas, eu que sempre estudei “humanas” até então.

Não suportei mais aquele lugar. Meu irmão arranjou-me um trabalho no laboratório do Hospital Nossa Senhora das Graças, das Mercês, onde fiquei instalado para dormir num quartinho nos fundos da igreja dos frades, ali perto na Avenida Manoel Ribas.

Desisti mais uma vez e voltei para Samas, onde em 1966 entrei na Escola Normal e Colégio Comercial. Aí começou tudo a ficar interessante. Mudou minha vida para sempre.

Tenho outras histórias mais escabrosas de minha infância. Não sei se as transcrevo aqui. Então, a quem vai interessar essas confidências?

Treino de hoje : 5 tiros de 300m x 100m de trote leve. Total do treino, entre aquecimento e finalização, 7km.

Perdi o prazo para me inscrever na Corrida Integração, agora no domingo. Participei a primeira vez em 1998, minha segunda experiência. Resolvi na última hora porque M já tinha avisado que não queria ir, dependendo de ficar sozinha, com medo de algum encontrão ou pequeno acidente.

Mas hoje me bateu a vontade de ir. Infelizmente, as inscrições encerraram-se ontem. Tudo bem, faço o mesmo trajeto por conta e fica por isso.

Meus próximos planos serão a Meia Maratona de Londrina em 12 de novembro ou em Sorocaba em 19 de novembro. Não tenho condições de me preparar bem para a Maratona de Curitiba  nessa mesma data de 19 de novembro.

Semana que vem, dia 5, será o aniversário de meu irmão J, completando 70 anos. Não vai ser possível ir pois no dia 7 é aniversário de minha filha aqui. Desta vez, ele estará sem nenhum dos 4 irmãos por perto : JG em SP, eu aqui, G e LA na Itália. Ele ficará sem os irmãos , sem os pais, sem a esposa. Terá a companhia dos três filhos e três netos. Assim é a vida, feita de ausências e mortes.

Quarta-feira, 20

Treino de hoje : 5km de rodagem com subidas. Tudo certo. Distância curta mas compatível com as últimas ocorrências.

Não estou mais zonzo. Parece que foi mesmo consequência da virose anterior tipo sinusite. De qualquer forma, estou zerado.

Agora vou ao dentista novamente para consertar uns quebrados.

Está muito calor aqui : 32oC e ar super seco.

Terça-feira, 19

Então estou em casa novamente. Cheguei às 12h30 no aeroporto. Chamei o Uber, 25 reais. Em casa, tudo certo. Um café para espertar, logo saí para a musculação. De lá, fiz algumas comprinhas, a pé mesmo, porque a menina está com o carro desde cedo e só vai me devolver amanhã.

Agora descanso, escrevo, leio e penso. Tudo em ordem, tudo na certeza.

Segunda-feira, 18

Passeando logo cedo. Saímos às 10h para o centro da cidade. Lentamente caminhando no Mercado Municipal, rua Filipe Schimidt, visita à igreja, à tradicional figueira. Almoço ali perto, no restaurante de sempre.

Depois, sorvete e café. Compras de quitanda e volta para casa. Ida e volta de Uber, 25 reais cada. M andou bastante : devagarinho e de bengala mas ficou feliz.

Retorno às 15h. Saio para meu treino de 7km, rodagem tranquila pelas redondezas.

Agora, mate e descanso, na espera do filho para as conversas finais. Amanhã vamos embora.

Domingo, 17

Frio, garoa. Saí para rodar 6km até o Campeche, ida e volta, tranquilo, sem dificuldade, sem ficar tonto. Mas continuo com uns momentos zonzo, conforme os movimentos de olhos ou cabeça principalmente. Fora isso, tudo bem.

Fizemos fogo no fogão para aquecer a casa e a comida. Fiquei cheirando picumã mas a temperatura melhorou. Aos domingos, o guri costuma passar o dia em casa, faz comida para a semana, descansa, mexe na horta, olha para o nada.

Ficou brabo com o gato que caçou um passarinho.

À tarde, mesmo com vento e frio, foi andar com a mãe nas dunas. Sai pelo fundo da casa e já está em frente ao mar.

Diz que aqui é o seu lugar.