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Sexta e sábado, 15 e 16
Ontem, sexta-feira, deveria fazer meu novo treino de 4km, seguido daqueles 3km do dia anterior que foi tudo bem. Entretanto, não acordei bem. Logo cedo, ao abrir os olhos, percebi que estava tonto. Tentei levantar e quase caí, completamente zonzo. Parei, pensei, e fui me movendo devagarinho ao banheiro. M não percebeu, continuou dormindo.
Náuseas, tontura, vista embaralhada. Consegui entrar no chuveiro frio e me reorganizei. Voltei a deitar e permaneci quieto, meio adormecido. Não quis assustar os dois.
Quando perceberam, veio o chá de boldo, água e recomendações. Fiquei deitado e dormi novamente até perto de 10h, quando resolvi levantar e, mais ou menos, me ajeitei. Daí para frente fui melhorando mas cancelei o treino. O guri foi para seus cuidos, 15km de bicicleta, e passei a tarde toda em casa. Mas às 16h resolvi andar um pouco e fui comprar pão. Andei 2km entre ida e volta e me senti bem melhor. Daí para frente, ainda percebo estar um pouco zonzo, mas consigo fazer minhas atividades, escrever, conversar, tomar mate e tudo mais.
Agora, sábado, 9h30, vou até a feira com o guri e depois tencionamos andar até a praia. O dia está nublado mas não frio. Está tudo bem. Quando voltar a Campinas, tenho consulta no dentista no dia seguinte. Pode ser algum foco infeccioso dessas obturações antigas com infiltração. Já tive essas ocorrências mas não com sintoma de labirintite.
Enquanto escrevo, eles estão assando pão e bolo de milho. Esse guri cozinha muito bem, faz sua própria comida diariamente, leva para o trabalho, cozinha à noite para o dia seguinte. Suas receitas dão de 10 x 0 em M, que já está deixando de fazer muita coisa, devido à idade, cansaço, esquecimento, falta de força, falta de ânimo. É assim mesmo, os mais novos vão tomando o lugar dos mais velhos, a antiga lei da vida que se repete sempre. Vamos perdendo nosso lugar, tomado pelos que vêm atrás.
Quinta-feira, 14
Que linda notícia da Petros me avisando que eu e milhares de participantes vamos pagar pelo prejuízo dela. Serão 18 anos (nem sei se viverei tudo isso) pagando mais de 2 mil por mês. Muitos amigos meus receberam mal o aviso. Já parei há tempos de me preocupar com o futuro. Só quero curtir minhas manias e está tudo bem.
Hoje, por exemplo, saí às 9h para o primeiro teste pós-fisioterapia e fiquei muito contente porque não tive nenhum problema.
Ficamos só M e eu em casa. Depois do mate, ela quis também testar as canelas e fomos até um restaurante-quilo, distante 1,4km daqui, sob o sol do meio-dia (recomendação do médico). Devagarinho, é claro, gastamos 45 minutos para percorrer esta distância. Ela ficou muito contente por vencer a parada.
Retornamos 300 metros até um mercadinho para as compras do jantar, com volta na kombi de entrega, junto com os engradados. Tudo certo.
Após um café e muita água (que comida salgada!), a filha ligou de Coral Springs pois tinha acabado de chegar em casa depois de 15 horas guiando, com o menino tossindo, escorrendo o nariz, resmungando.
Com os hotéis lotados, conseguiram um quartinho naqueles motéis, diz ela “de filme onde se matam, usam droga, levam as p…”. Como não aceitavam animais, o genro teve que dormir no carro abraçado com o cachorro.
Enfim, chegaram em casa. Esta não sofreu nenhum dano aparente. Mas a cidade está com aparência devastada, árvores tombadas, energia e internet falhando, semáforos apagados.
Conta ela que os conhecidos que ficaram relatam os momentos de pavor com a violência dos ventos e da chuva. Apesar dos pesares, foi uma boa decisão ter saído da cidade. Pensa ela que a criança poderia ficar traumatizada. Assim, tudo aos poucos volta ao normal. Até a academia já está funcionando.
Como disse o presidente Trump em visita aos estragos “este é um povo que trabalha”. Pura verdade. Em vez de se lamentar, todo mundo está se virando para reconstruir e voltar à normalidade.
Quanto a mim, estou aqui numa boa, com temperatura agradável, uma casa grande e tranquila, silêncio, brisa do mar, sol, árvores e passarinhos. Está tudo ótimo. E desejo o mesmo para todos. Sempre. Na certeza.
Email de chegada em Fpolis
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Terça-feira, 12
Fisioterapia final. Fui às 8h30, no pior horário. Está sempre lotado. Para não ficar esperando 20 minutos até vagar o “turbilhão”, fui em direção ao Largo do Pará comprar as passagens de ônibus para amanhã. Fiquei sabendo que, com antecedência mínima de 5 dias, é possível reservar para idosos sem pagar nada. Mas já estavam comprometidas; parece que são apenas 2 lugares por viagem. Fiquei sabendo ao pedir as poltronas 3 e 4 para simplificar o movimento de M, não para ganhar isenção. Tudo bem, fica para a próxima.
Voltei à clínica, fiz os procedimentos, fui à musculação. Tudo andando. De casa à clinica são 6 quadras; dali ao ônibus mais 4 (ida e volta, oito); da clínica à musculação são 5 e desta para casa mais 8. Total : 27 ou 2,7km mais 2km na esteira. Além dos pesos, 3 x 15 x 8.
Voltei para o mate mas no caminho volto bebendo uma garrafada de whey protein.
Às 11h a menina liga : pai, o carro está fazendo barulho na direção e roda da frente. O que faço?
Vamulá…ligo para onde fiz a manutenção semana passada, pessoal que conheço há muito tempo. Atenciosos, resolvem já o assunto de alguns parafusos que afrouxaram.
Fica pronto a tempo de ela almoçar e continuar as andanças a tarde toda, nos seus assuntos profissionais.
A americana liga contando que o menino está com febre e rouco. É a primeira vez na vida. Não sei como vão resolver. Este guri não foi vacinado de nada, nem batizado, nunca tomou remédio. M fica sem sossego. Está agitada, fica difícil de lidar. Depois passa. Tudo certo.
Aproveito para escrever em paz. O treinador está agindo, das 14h às 15h.
Sempre, para sempre. Nunca é demais repetir.
Segunda-feira, 11
Dia de pagar contas : condomínio, treinador 1, treinador 2, consultor financeiro, cartão VISA. Tudo pela manhã, bem cedinho, via internet banking.
Dia de levar M ao médico. Esse é o pior : a ginecologista, que marca para as 10h30 e vai atender às 11h35. Fico num chá de cadeira, pagando duas horas de estacionamento e no meio das senhôras, de várias idades e circunferências, com os assuntos da cintura para baixo. Mas não há como me livrar dessa parada porque ela não consegue ir e ficar sozinha em lugar nenhum.
Volto para casa para mais de meio-dia mas, mesmo assim, esquento a água e tomo mate. Às 14h, sob um solão africano, vou a pé à sessão 9 de fisioterapia e ainda, de lá, à musculação. Apesar de todo dolorido dos exercícios de sábado (avanço e agachamento), fiz toda a sequência direitinho.
Agora, em casa, descanso e escrevo. Amanhã termino essa fisioterapia, não senti mais nenhuma dor e pretendo voltar aos treinos normais na quinta-feira pois na quarta saimos de casa às 7h30 de busão Campinas – Guarulhos para embarque às 11h30.
A situação na Flórida está se acalmando e meu pessoal se prepara para a volta.
Torço para o Coritiba desde criança pois aprendi com meu pai. Eu e LA. Já Gra e JG são atleticanos.
Gostei muito de conversar com T e OJ, sempre gentis e educados.

