Terça-feira, 26

Treino de hoje : 5km de rodagem com subidas. Treino simples e eficiente, cansei e suei o suficiente.

Hoje é dia do aniversário de meu genro, pai do Lucas. Está completando 33 anos. Ela fará 36 no próximo dia 15. Cumprimentei-o logo cedo. Hoje ele passa o dia em casa com a mulher e o filho. Ela está reclamando do tamanho da barriga. Realmente, está enorme. Mas muito bonita. Também está com a saúde perfeita, sem grandes complicações na gravidez. Passou a temporada dos enjoos, agora o mais difícil é dormir com os pontapés da princesinha.

Segunda-feira, 25

Segunda-feira, 25

Treino do dia : musculação. Fui às 9h, sob um sol forte logo cedo. Ontem ventou muito, derrubando a temperatura mas hoje voltou à mesma condição.

Encontro no caminho um amigo de longa data, de corridas, gerente aposentado da Caixa. Feliz da vida, saiu há poucos anos através de um PDV, com indenizações, FGTS, outras vantagens e que tais.

Conta, entusiasmado, que mudou-se para uma chácara mais para o interior, comprou mais um apartamento, e que as filhas estão formadas e indo muito bem. Numa segunda-feira de manhã nem todo mundo está sorrindo feliz com o bolso cheio.

Fiquei pensando cá comigo  – diante de tanta animação – na conta enorme que a Petros está nos cobrando. Tenho consultado alguns antigos colegas e todos bufam, preocupados com a dentada.

De minha parte, não estou preocupado. O que tenho e o que deverá continuar vindo com o desconto não me deixam nem mais pobre nem mais rico. Sempre economizei e acostumei-me a ter uma vida simples. Atualmente o único luxo tem sido essas viagens para ver a filha, o genro e o neto. Se conseguir manter isso pelo menos uma vez por ano já está bom.

Nossa despesa pessoal se limita ao condomínio, telefone, supermercado. A parte da farmácia – que era pesada – tem sido devolvida normalmente pela AMS. Meus filhos não me geram mais despesas, cada qual cuida de seus encargos e resta-me os pequenos prazeres de M.

Hoje, por exemplo, levei-a para comprar cachepôs (eu nem sabia para que servia isso) para acomodar suas flores. Sábado quis trocar a cesta de frutas que mantém sobre a mesa. Agora quer uma luminária nova para sua mesa de desenho.

Então, segue o baile assim, assim, com música lenta.

Daqui a pouco ela começa a se movimentar para espiar o que estou fazendo. Significa que paro de escrever e fico matutando nas histórias de infância que pretendo contar. Em breve, neste espaço.

Histórias da infância

Gosto muito. Das minhas e dos outros. A memória é seletiva, consegue diluir as recordações mais tristes e realçar as agradáveis. Contudo, não esqueço das tristonhas, sempre lembro de todas. O que não permito é que elas me deprimam. Uso o artifício do humor e, se não der certo, parto para a direção zen : o sofrimento e o gozo são duas metades iguais e ambos constituem a vida. Não há como se livrar de um ou de outro, é a nossa essência.

Comecei aqui a descrever alguns fatos marcantes de minha vida; acho que dei muita ênfase à tal “precocidade”. Na verdade, queria mesmo é divertir meus leitores. A julgar pela falta de comentários, não atingi o objetivo ou não agradei. Tudo bem. Quem escreve – sem pretensão de ser escritor – expõe-se e não julga as reações. Escreveu, já era…

 

Domingo, 24

Comemorando a 34a. Corrida Integração de Campinas. Desta fez, fiquei sem inscrição. Deixei para a última hora e quando fui me inscrever elas já tinham sido encerradas. Em assim sendo, saí às 7h30 e fui correndo até a largada. Encontrei alguns amigos ( Leandro, Jabá, Mauro) para um papo rápido. Quando o bonde partiu, embarafustei-me no meio da multidão e vim correndo até a confluência da Orozimbo Maia, onde deixei o grupo e voltei para casa, completando os 10km em 1h e em homenagem à prova.

Sábado, 23

Hoje acordei mais tarde. Esse é meu costume : uma vez por semana, geralmente no sábado ou no domingo, fico mais tempo deitado modorrando. Só pulo da cama (agora não pulo mais, saio devagarinho pois a tontura teima em voltar) quando sinto o aroma de café passado. M percebe e levanta mais cedo pois nos outros dias sempre sou eu a preparar o café, arrumar a mesa e remover as roupas do varal, além de tratar de Milu e cuidar da higiene dela.

Pois bem, estava contando que acordei mais tarde. Hoje sem treino, preparei-me para o convite do genro, para me levar a cortar o cabelo no salão que ele frequenta há anos, no bairro onde mora desde a infância.

O convite incluia uma taça de açaí após, com tudo pago. Como recusar? nada disso, aceitei a gentileza e preparei-me, barbeei-me (apesar de ir ao barbeiro, nunca utilizei esta especialidade) e fiquei à espera, às 10h. Pontual, chegou às 9h50.

Depois dos devidos “caminhos de rato” estabelecidos, fomos à sorveteria ali perto. Perto da barbearia, distante 15km da nossa casa.

Um copo gigante de 700ml com cinco acompanhamentos, que traçamos num instante. Muito bom. Já era meio-dia, de modos que fiquei sem o almoço e o mate. Mas valeu a pena o convite, a brincadeira, a longa conversa de quase quatro horas – das 10h às 13h50 – quando me deixou em casa.

Contei histórias de minha infância, da família, do passado, do presente e dos planos do futuro. Um sábado muito agradável em excelente companhia.

Às 15h, levei M a uma loja chamada Multicoisas, onde ela se diverte sempre a comprar bugigangas variadas. Com toda paciência, esperei o quanto ela quis, carreguei o quanto ela comprou. Ainda passamos no Pão de Açúcar para compras básicas e de lá para casa, chegando às 17h. Aí, para compensar, café com leite e pão com manteiga, do jeito que aprecio.

Agora, finalizando este relato, vou iniciar a correção de um longo texto. E amanhã cedo farei uma rodagem de 10km. É isso. Ao deitar, levo comigo “O amor nos tempos de cólera”, para rever algumas páginas e expressões importantes.