Sábado, 16

Com meus hóspedes habituais de fim de semana em casa, abstenho-me de levantar cedo e preparar o café. Deixo para ela fazer, porque arruma a mesa grande, desloca tudo para a sala e organiza a seu alvedrio. Prefiro a mesa pequena da cozinha, com simplicidade.

Logo eles saem para seus compromissos. Detenho-me a ver o jogo das 7h, tomo meu café simples e saio para a caminhada habitual, agora que estou proibido de correr devido aos meus aiaiais sem fim.

Já na esquina de casa deparo-me com mais um sujeito a dormir na calçada, completamente embrulhado. Não dá para saber se vivo ou morto. A vizinha comenta que é um homem, deitado ali desde as três da tarde de ontem. Passou a noite nesse frio…

Já avisou o SOS mas deram-lhe umas explicações vagas e ficou por isso mesmo.

Continuo meu caminho, fazendo 2,5km andando firme. Na volta, observo um sujeito atravessando a avenida com cobertores e uma espuma de colchão debaixo dos braços. Trajando camisa xadrez de manga comprida, calça limpa e sapatos, cabelo cortado rente, sem desleixo.

Encontro novamente a vizinha, varrendo a calçada e espiando o cidadão que anda rapidamente embora. Contou-me que deu-lhe café, pão, ovo frito e ofereceu pagamento para que cortasse os matinhos da calçada. O sujeito nem agradeceu, tratou de guardar os pertences e se mandar, não sem antes justificar que, às voltas com drogas, padecia de depressão e outros problemas.

Ela retorquiu que o trabalho ajuda a espantar a depressão e bla, blá, blá… mas só conseguiu que ele passasse a mão nos bachêros e “puxasse o carro”.

É isso, cada um sabe de si. Quem vive nas ruas tem outras regras e percepções. Cada um com a sua e a “comadre co’a dela”, já dizia meu finado pai.

No mais, assistir aos jogos na TV e lá se vai o sábado…

Sexta-feira, 15

Cá estou, no consultório do ortopedista, aguardando ser chamado para a consulta de retorno, marcada para 9h40.

A sala de espera está lotada. Pelo jeito vou assistir ao segundo tempo inteiro de Uruguai x Egito.

Assim sendo, a musculação ficará para a tarde. Tudo bem. Terminei a fisioterapia, tendo levado um pote de 1kg de paçoquinha para o pessoal. Agradeceram-me.

Costumo fazer um pequeno agrado para pessoas que me prestam algum serviço.

Quinta-feira, 14

Pela manhã, fisioterapia número 29. Falta apenas uma, amanhã. Espero ficar livre desse assunto. De lá, fui à musculação, agora com também exercícios para os membros inferiores. Foi uma hora e meia de trabalho duro e forte. Terminado, desci a avenida, fiz compras de mercearia e voltei sobraçando alguns pacotes, a pé sempre.

Tomo mate e almoço, enquanto se desenrola o jogo Rússia 5 x 0 Arábia Saudita. Sem graça. Vamos ver os próximos. Agora, terminando este relato, saio a terminar minhas compras, enquanto o educador físico atende X durante uma hora. Fui…

Copa do Mundo

Que coisa mais bizarra essa abertura. Não sou eu quem diz, são os comentários nas redes e em alguns blogs. Também achei mixuruca, sem som, um artista arrogante, fantasias tipo escola de samba. Para mim, um xarope total. Para completar, um jogo pavoroso, com erros grosseiros, deixando os anfitriões passearem à vontade e entrochando cinco gols, coisa nunca vista.

Parece comentário de velho mas já vi coisa melhor. Tomara que nossa seleção não faça feio, pelo menos. Ainda assim, vou tentar assistir ao máximo possível de jogos.

Mudando de saco pra mala, fui cedo ao Lian Gong. Hoje esteve sensacional : fizemos a primeira e terceira partes e, surpreendentemente, o sensei apresentou “Os oito brocados de seda” para praticarmos :

Quarta-feira, 13

Vou começar o chororô : após a fisioterapia, lá fui eu animadamente  para a esteira da academia; comecei feliz meu teste de 4km. Não cheguei no 3,3km novamente. Detalhes? comecei bonitinho andando durante 10 minutos até completar o primeiro quilômetro, indo tudo bem. Passei o segundo com 7,5kmh no visor. Comecei a reduzir com vistas a fazer o terceiro a 7kmh. Ao terminá-lo já percebi que começariam as “mordidas”.

Dito e feito, já baixei para 6kmh mas já estava doendo geral. Parei, alonguei, fui embora disfarçando e mancando. Até agora (entre 10h50 e 16h40) ainda não passou a dorzinha.

Mesmo assim, saí após o almoço para comprar duas lâmpadas para o forno do fogão novo. E agora estou aqui no sofá, com a perna sobre um saco de gelo, pensando nos próximos passos (passos?) para amanhã.

Espero que seja a ginástica das 7h30 – se não chover – seguida da fisioterapia número 29 (para que serve, my god?) e a sessão de musculação. Sem esteira, sem andar, sem correr. Vou virar estátua…

Hoje dia 13 de junho, dia de Santo Antônio. Me ajuda aí, Santo Antônio!

Anedota do dia : recebi um aviso da minha corretora para fazer uma alteração numa das aplicações. Dentre as justificativas, aparece lá …”à fim de”. Respondi confirmando, agradeci a dica mas não resisti a corrigir essa tal crase indevida, dizendo que o texto ficaria mais bonito.

A atendente agradeceu a correção. Repliquei me desculpando deter bancado o intrometido e recebi a resposta novamente : “Magina, tudo bem!”. (magina? credo!)

Cruzes, a resposta ficou pior que o erro inicial. E segue o baile. Amanhã escrevo mais. Agora vou continuar a corrigir mais uma tese. Fui…

Domingo, segunda e terça

Hoje, terça : ginástica às 7h30, fisioterapia, musculação. Às 11h, fui buscar almoço porque X estava sendo atendida pelo treinador, das 11 ao meio-dia.

Não sou muito chegado a novidades mas para mim peguei apenas comida japonesa, aquelas coisinhas enroladas que nem sei o nome. Ainda lavei a louça, pois deveria levá-la ao neurologista para consulta semestral.

De olho no relógio pois minha sessão de acupuntura seria às 17h, fiquei no controle. O médico chamou às 15h40 para as conversas de sempre, saindo com as mesmas receitas.

Às 16h50 já estava eu na minha sessão, levando o resultado do exame a indicar cicatrização total e tudo certo. Muito bem. Com essa, fico livre das agulhas até uma próxima ocorrência e 200 reais mais leve.

Amanhã recomeço meus treinos com cautela. Tomara que dê tudo certo. Hoje apenas andei 10 minutos na esteira para experimentar e foi tudo certo. Faltam-me três sessões de fisioterapia mais o retorno ao ortopedista na sexta-feira às 9h40. Tudo certo.

Ontem, segunda-feira, pouca novidade : apenas a fisioterapia e musculação, já com alguns exercícios para as pernas. Foi tudo bem.

No domingo, fui apreciar um pouco a Meia Maratona, que passa aqui pertinho de casa. Esta é a edição número 8 e já fui em cinco delas. Este ano novamente não deu. Tudo certo. Escrevi assim no Garmin :

“Fui apreciar a Meia Maratona de Campinas ao seu final, na avenida A x rua CQ. Encontrei alguns amigos participando. Andei e trotei levemente para mais um mini-teste depois do ultrassom de sexta-feira. Este indica a cicatrização completa da rotura mas há, lógico, um espessamento e fibrose que me fazem mancar. O médico disse para eu insistir sempre, todo dia, para diferenciar dor de incômodo. Hoje foi só o incômodo. Pudera, foram apenas 3,4km dos quais a metade andando. Mas amanhã vou tentar mais um pouco.”

No resto do dia fiquei em casa, nem na meditação fui, um tanto desanimado. Vi o futebol das 11h, o das 16h e em seguida assistimos um longo documentário no Netflix sobre Usain Bolt e acomodei-me cedo para minhas leituras. A casa continua meio virada, com a filha e genro e seus dois gatos, com tudo mais fora do lugar. Mas eles se entendem e vai tudo bem. Quando me enche a paciência de alguma coisa, vou para meu quarto e leio.

No mais tudo bem, tudo em paz. Quando aparece algum comentário, fica melhor ainda.