Segunda-feira, 19

Treino de hoje: continua curto, apenas 4km com dois subindo e dois descendo, tudo em 25 minutos.

Amanhã às
8h vou à nutricionista, a mesma que me atende há 15anos.

Dia silencioso, querendo chover mas sem sucesso.

Dona W queria uma TV só para ela. Há tempos vinha insistindo nisso mas eu conseguia me livrar devido às viagens e tantos outros pretextos.

Hoje resolvi encerrar esta pendência e depois de horas de pesquisa e de.me informar com amigos que entendem desses assuntos, escolhi a Samsung Qled 4k 55″.

Levei-a ao Extra para escolher mas aceitou meu palpite. Resultado: abaixei os bancos do carro para que coubesse.

Amanhã vem o técnico especial para instalar e explicar o funcionamento. A atual vai para o “quartinho” (biblioteca – escritório – zendô – academia caseira – quarto de hóspede)

Nem vou contar quanto gastei nessa parada mas pechinchei até tirar 10% e ganhar a instalação.

Domingo, 18

Dia de não-treino. Saí com dona G e andamos 850 metros em 33 minutos.

Fazendo as contas, até um jabuti nos ultrapassaria. Mas é o que ela conseguiu fazer. Para encerrar, tomar sol nos bancos do jardim em frente do edifício.

Surge meu conhecido, Sr.Siqueira, morador vizinho, 91 anos. Conversamos durante meia hora, repetindo histórias de sempre. Mas ele parece contente em me ver pois dou-lhe atenção.

Reclama que a filha impede-o de sair à rua, onde certamente iria à Banquinha do Zé, na esquina, e tomaria seus tragos, como sempre fez desde que enviuvou há oito anos.

Todo mundo, principalmente os idosos, sempre estão a reclamar de alguma coisa.

Observando bem, quem pode ou costuma se exercitar apresenta bom humor e alegria de viver.

Tenho o exemplo da cunhada, às voltas com momentos de tristeza, medo, insegurança, remoendo o passado. Estamos preocupados com a solidão dela, episódios de choro e desânimo.

Com as dificuldades impostas por esta pandemia, interrompemos as visitas por segurança. Afinal, todo mundo anda mais recluso e está padecendo igual.

O melhor antídoto para a negatividade é mexer-se, movimentar-se, fazer academia, praticar qualquer esporte, andar, ler, estudar, meditar, orar, treinar um instrumento musical.

São tantas as opções que falta tempo para fazer tudo o que é possível. Mas basta escolher uma ou duas.

A tristeza não resiste ao suor.

Sábado, 17

Treino curto de 4km no gramado plano. Um tantinho de subida ao final, para chegar em casa. Tomei uns pingos no lombo, uma chuva desanimada, suficiente apenas molhar levemente as ruas.

Passei o resto do dia em casa, aguardando o horário da meditação, às 16h30.

Entre outras peripécias, devo registrar que passei cuidadosamente minhas camisas. Atualmente, lavo toda a roupa usada cada vez que retorno de alguma saída, atendendo os protocolos de combate ao Covid-19.

Chegou hoje a máscara especial para esportes, que comprei na Velocitta SP. É um conjunto de máscara lavável e 30 filtros descartáveis.

Mas vou usar apenas nos treinos. Em outras condições vou de máscara comum.

Estou relendo Batismo de Fogo, de Mário Vargas Llosa. Lendo e anotando algumas passagens mais dolorosas e os termos novos com que me deparo, para futuro emprego em algum relato.

Por falar nisso, terminei a correção do texto grande pela segunda vez. E haverá ainda uma terceira para refinar o texto. Idiossincrasia minha, quase um TOC.

Sexta-feira, 16

Sarei. Acho que sarei, a dor no lombo diminuiu para próximo de zero. Finalmente. Deve ter sido a ausência da droga rosuvastatina que parei de ingerir.

Fui buscar o resultado dos exames e, sem surpresa, estão todos enquadrados, principalmente o LDL, que despencou de 186 para 64. Uma beleza. Mas não vou continuar com a droga até a próxima consulta na semana que vem.

Vou explicar minha estratégia e contar as dúvidas para a cardiologista e, a partir daí, verei o que faço.

Treino de hoje: 5km com subidas, num ritmo um pouco mais rápido. Tudo certo, com peso bom de 74,2kg.

Semana que vem tenho consulta com a nutricionista. Vamos calcular a composição corporal e outras medidas.

Hoje comemorei o Dia do Professor e Dia da Criança enviando uma contribuição para cada sobrinho-professor e para cada sobrinho-neto criança.

Recebi os agradecimentos de todos. Foi uma boa surpresa para os dois lados.

Tive que comprar areia para a gata pois ela não aceitou a anterior. Tinha comprado um pacote de 10kg de outra marca, de resíduo de madeira, para substituir a areia mineral, que faz bastante estrepolia.

Mas ela refugou. Aproximou-se, cheirou, afastou-se, voltou, cheirou novamente e saiu para urinar no chão, em sinal de protesto.

Gatos e idosos são todos assim, não gostam de mudanças.

Quinta-feira, 15

Hoje é aniversário de minha filha número 1, completando 39 anos, com saúde e alegria, sempre ativa e bem disposta, plena de projetos futuros, com um marido dedicado e trabalhador e dois filhos ativíssimos.

Desta vez estamos longe e tudo indica que será difícil o próximo reencontro.

Treino de hoje: apenas 3km rápidos, debaixo de uma garoa ótima.

Choveu firme a manhã toda mas refluiu às 10h e pude ir ao parque, neste horário deserto devido ao clima.

Terminei a longuíssima tese e já devolvi. Mas será preciso nova leitura para finalizar bem este trabalho.

São 15h30 e vou enfrentar mais uma sessão de fisioterapia, que espero ser a final porque hoje estou bem mais seguro e confiante.

Ontem à tarde, a filha 3 e eu instalamos as novas cortinas blecaute na sala, contra o sol, para amenizar o calor incrível que tem feito por aqui.

Mas amanheceu com chuva e temperatura agradável de 21graus. Melhor assim.

Quarta-feira, 14

Voltou a esquentar muito por aqui. Estava ótima a temperatura tanto para esporte ou ficar em casa, trabalhar, dormir.

Agora, não. Voltam a preguiça e o desânimo.

Mas fui às 8h para rodar 5km em parcelas de 500m andando x 1.000m correndo.

Na parte mais baixa há um lago cercado, com animais. Hoje as quatro antas nadavam juntas. Não vi o filhote Tonico, nascido há poucos dias.

Dentro do parque, com subidas e descidas, encontrei vários conhecidos. Alguns, por conta da máscara, não nos reconhecem. Outros, sim.

O leão Lineu morreu há pouco tempo. Morador há 15 anos, foi-se de causas naturais. Nascido em cativeiro, nunca saiu da jaula nem seria possível.

Mas muita gente, nas redes sociais, critica sem conhecer a verdade. Aqui todos são bem tratados. Se moram reclusos é porque foram resgatados de circos, de tráfico, de abandono, de acidentes.