Sábado, 12

Dia sossegado em casa, com telefonemas a alguns amigos, irmãos e filhos.

Dia chuvoso, entremeado com períodos de sol. Tudo bem.

Terminei e despachei os textos corrigidos, saí novamente para compras. Todo santo dia preciso buscar alguma coisa no supermercado ou quitanda.

Fui antes do mate para poder tomá-lo sossegado às 11 horas.

Dona F e irmã andaram um pouco lá fora. O tratamento caseiro já está dando os primeiros frutos: a pressão subiu um tantinho, tem dormido sem interrupção, conversa um pouco mais, subiu de 36 para 38kg, já aceitou cortar e pintar o cabelo em solução caseira.

Eu também ganhei peso nesses dias. Não que quisesse ou merecesse mas já cheguei novamente aos 77kg.

Hoje completam-se cinco dias da cirurgia. Esses remédios têm me causado retenção de líquido, visivelmente pelos edemas nas mãos e tornozelos.

Não vejo a hora de voltar aos meus treinos e afinar o rosto e a pança.

Amanhã vou andar, e se possível trotar um pouco, na distância de 5km devido à inscrição que já tinha feito há tempos para uma prova virtual nos Estados Unidos.

A gente corre e manda uma foto do cronômetro e do GPS para confirmar.

Esta prova é organizada por uma ONG de resgate de animais, presidida por uma parente de dona H, e com o apoio da Academia da filha.

A arrecadação é destinada ao custeio desses animais de rua.

Liguei para o irmão 2 e este, mesmo com dificuldade, contou-me uma história divertida dos seus tempos de professor no litoral do Paraná.

Estava ao lado de um colega professor, já meio surdo, durante a inauguração do busto de um figurão da escola.

Uma professora discursava e eles dois ali próximos, até meio próximos demais do microfone.

Quando assim do nada o surdo falou alto, olhando a tal professora “nossa, como o tempo fode as pessoas…”

Sendo impossível disfarçar o constrangimento em razão do palavrão e da sinceridade, as risadas explodiram…

Quinta-feira, 10

Hoje é aniversário de meu primo médico, recém saído do hospital e ainda em recuperação em SP.

Escrevi para a filha dele cumprimentando-o e desejando uma excelente recuperação.

Logo em seguida recebi uma mensagem de áudio, gravada por ele, com voz rouca e vacilante mas perceptivelmente emocionada, em agradecimento.

Salvo após cinco meses hospitalizado, só pode ter sido um milagre. Ele é um católico fervoroso igual ao próprio pai.

Passei muito bem hoje, dormi um sono só, tomei todos os remédios, a pressão manteve-se em 13 x 8, adiantei a correção dos textos, fiz compras.

Tudo certo, tudo em paz.

É assim mesmo

Cortella nos fazendo refletir…

“Tu vais andando com tua xícara de café…. E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado.
– Por que tu derramaste o café?
Porque alguém me empurrou!
– Resposta errada!
Derramaste o café porque tinhas café na caneca. Se tu tivesses chá… Tu terias derramado chá. O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar.
Portanto… Quando a vida te sacode o que tiveres dentro de ti… Tu vais derramar.
Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior. Sempre sai a verdade à luz.
Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha caneca? Quando a vida ficar difícil… O que eu vou derramar?
Alegria… Agradecimento… Paz… Bondade… Humildade? Ou raiva… Amargura… Palavras ou reações duras? Tu escolhes!
Agora… Trabalha em encher a tua caneca com gratidão… Perdão… Alegria… Palavras positivas e amáveis… Generosidade… E amor para os outros.
O que estiver na tua caneca, tu és o responsável.
E olha que a vida sacode.
Às vezes sacode forte.
Sacode mais vezes do que podemos imaginar…”

Uma ótima reflexão: O que vamos derramar?
Mário Sérgio Cortella

Quarta-feira, 9

Atividades do dia: pensei que ia ficar de molho vários dias até cicatrizar os rombos feitos na arcada superior mas me enganei.

Incrível. Não tive inchaço, deformação do rosto igual às vezes anteriores, nem dores prolongadas.

Apenas estou tomando a medicação indicada mas dormi bem, estou me alimentando normalmente e até saí agora à tarde para compras de supermercado e farmácia.

Dos seis textos novos já concluí três. Vou descansar vendo TV e continuo amanhã.

Altos e baixos nas conversas com a irmã dela. Esquece e repete coisas simples. Teremos que ter muita paciência. Não vai ser fácil. Vai ser um longo tempo aqui.

Valha-me, Santo Expedito.

A netinha trocou dez chupetas por dez pirulitos. Entregou ao Papai Noel.

Ligou hoje à tarde, toda arrumadinha porque o frio chegou lá, aproximando-se o inverno. Ela diz para a mamãe: vovó and vovô are too far away…