Dia da Fada

Descobri no Google que o Dia da Fada é uma tradição do povo italiano. Tenho origem em três partes: avô e avó paternos e avó materna. Daí a prática que minha mãe adotou para nós.

Na Itália, é a mesma tradição, porém com um nome diferente. No dia de hoje, a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Magos que foram adorar o Menino Jesus. Epifania, em grego, significa manifestação. Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra. É uma das festas mais importantes para a Igreja Católica.

Mas, o que uma bruxa tem a ver com toda essa história? Bem, a Befana, nada mais é que uma figura folclórica tipicamente italiana. Muito mais amada do que o Papai Noel, a simpática velhinha, de roupas remendadas, xale, lenço na cabeça e chapéu pontiagudo, botas e de vassoura na mão, aparece no dia 6 de janeiro para trazer doces e presentes para as crianças que se comportaram bem, e carvão para aquelas que foram malcriadas. Isso mesmo,  as crianças que fizeram travessuras ganham um pedaço de carvão!

Este trecho foi copiado do site “A simplicidade das coisas”, de A.Martini.

Quarta-feira, 6

Dia de Reis. No meu tempo de criança chamava-se Dia da Fada.

Pendurava-se um pé de meia na cabeceira da cama e amanhecia cheio de doces e uma nota de cinco cruzeiros.

Era uma tradição vinda não sei de onde, se do lado dos polacos ou dos italianos.

Continuei com meus filhos enquanto estiveram em casa conosco.

Era divertido e sempre animada o encontro logo cedo.

Mas tudo se acaba, tudo dá voltas, o que era novidade se acabou, o que não se usa mais vira novidade novamente.

Treino de hoje: fiz o de ontem, com 5km variando a “velocidade”, aqui no Parque.

Levei as duas comigo. Dona R faz um esforço hercúleo para andar um pouco. Já a irmã dela anda sonsamente, alheia a tudo, sem a menor alegria ou entusiasmo.

Parece querer se livrar de tudo e de todos. É difícil compreender mas penso que é a mente depressiva que funciona assim.

Vamos cuidando de acordo com nossas possibilidades.

Pelo menos tem quem olhe por ela e não a deixe só.

Terça-feira, 5

Sem treino hoje. Era para ser uma rodagem de 4km em ritmo mais forte mas não fiz nada.

Começou a mudar meu plano logo cedo às 7h, com a menina chegando sem avisar e com os dois gatos a bordo.

Veio passar o dia aqui, deixando o cônjuge quieto em casa, pois não dormiu bem com o alvoroço dos 🐈.

Além disso, está com um problema de saúde que vinha disfarçando há tempos. Precisa de uma dieta rigorosa e está nervoso demais, com os cuidados do trabalho em home office.

Uma situação comum a tantas famílias. Coisas do dia a dia, que vêm e que passam.

Ficamos conversando um bom tempo e precisei passar café duas vezes por isso.

Em seguida, levei a irmã ao banco para cadastrar o aplicativo e regularizar umas pendências.

Lá se foi a manhã toda mas rendeu bastante nesses dois assuntos.

Ainda saí, antes do almoço, para as compras costumeiras.

Descansei um pouco à tarde e dona G fez chá e assou umas bolotas de fubá. Preferi pão com manteiga. Estou há dois meses sem açúcar ou doces em geral.

Como já mencionei, não foi grande o progresso na redução de peso mas a circunferência abdominal melhorou bem.

O que não vai bem é a pressão, com um sobe e desce incessante. Não sinto nada diferente mas os números no medidor passeiam para lá e para cá.

Enfim, estou vivo e vai tudo bem, sem grandes alterações. Apenas o vaivém de todo santo dia.

Daqui a pouco, meditação em silêncio no quarto com a porta fechada: uma hora de sossego total.

Segunda-feira, 4

Rodagem de 7km na avenida, canteiro central, nesta manhã quente e seca.

Um dia bonito, lembrando à distância o aniversário de três anos de minha querida 🎂 neta.

À tarde, desci ao centro na tentativa de cortar cabelo mas perdi a viagem. Os dois lugares conhecidos estavam fechados.

Voltei encalorado, debaixo de um sol forte. Parei na lotérica para resgatar as apostas premiadas: total de R$ 18,75.

Não deu nem para pagar o conserto de mais um pneu furado, que encontrei hoje ao levar o lixo no subsolo.

Este carro vai completar 13 anos sem nunca ter usado o estepe.

Em duas semanas, furaram dois.

Fiquei duas horas com a irmã de dona B ajustando suas contas no banco. Consegui que acessasse o aplicativo no celular, que nomeasse os beneficiários de suas aplicações, pois não tem descendentes diretos.

Providenciei o cancelamento de uma antiga conta de e-mail desativada pela qual vinha pagando 30 reais mensais, sem usar e sem saber, há muitos anos.

Criei-lhe uma conta nova gratuita que, pelo jeito, vai permanecer virgem. Pelo menos não precisa pagar por ela.

Amanhã vou levá-la à agência para cadastrar o acesso virtual, para conseguirmos aplicar o que está mofando na conta-corrente.

Está assustada com todas estas mudanças, pois tem medo de usar a tecnologia. O máximo que conseguiu até hoje foi colocar algumas contas em débito automático.

Tem medo de usar o cartão de crédito, de questionar as taxas que o banco vai cobrando, tem medo de parcelar alguma compra. Guarda dinheiro em casa, paga tudo à vista.

Estou organizando suas contas, eliminando o que é possível.

Tem telefone pré-pago de uma operadora, o fixo de outra, a internet de uma terceira. Uma confusão total com várias contas sem usar nada.

Vamos levá-la ao médico e à nutricionista para salvar o que for possível. Está praticamente num processo de anorexia e depressão.

Sábado, 2

Um excelente treino de hoje: 8km de rodagem contínua, às 8h, com um resultado bom.

Após o treino, saí para compras: primeiro, no açougue a escolher um pernil de carneiro.

Segundo, no pet shop para comprar ração do gato.

E foi assim este sábado. Tudo simples e sem graça.

Descansei à tarde e ajudei as irmãs na tentativa de montar um quebra-cabeça de mil peças.

Pouco progresso. Não está fácil.

Agora, temos a meditação e em seguida vou assistir um filme Netflix antes de me acomodar.

Novidades, zero. Só rotina, o que é muito bom nesta nossa idade.

Bom domingo a todos, com muita chuva pelo jeito.

Sexta-feira, 1

Treino de hoje: 4km suavemente, saindo direto na chuva. Comecei tarde, às 10h, pois fui me acomodar um pouco antes da meia-noite.

Fizemos uma ceia frugal, com três pessoas e um 🐈.

As duas irmãs já estava bocejando antes das onze horas, de modo que fiquei assistindo um pouco de TV antes de começarem os estouros do tradicional foguetório.

Não ouvi nada. Comi demais, pesou, apaguei.

E vai ser um dia tranquilo aqui, sem mais movimentações.