Quinta-feira, 15

Uma ótima caminhada hoje cedo, de 6km, culminando com um giro no supermercado, onde comprei duas bandejas de Activia Zero-açúcar para os enjôos de dona F.

Com a prescrição do antibiótico, começam-lhe as tonturas e náuseas. Às vezes o probiótico ajuda a confortá-la. Espero que funcione outra vez.

Em frente à geladeira dos iogurtes, demorei-me espiando a conversa divertida de uma menina de três anos a escolher os copinhos pela cor. A mãe, paciente, ia explicando o que “podia ou não podia”.

Fico intrigado com a desenvoltura e o vocabulário das crianças atualmente, uma esperteza só.

Após o almoço, fui ao centro da cidade visitar o barbeiro. Lá se foram 50 reais para dar uma ajeitada na aparência. Desta vez saí mais satisfeito com o resultado porque vez que outra fica mesmo é uma porcaria.

Quarta-feira, 14 de julho de 2021

Hoje comemora-se o aniversário desta cidade, lugar que venero porque acolheu a mim e minha família, e onde nasceu minha terceira filha. Salve, C, parabéns pelos seus 247 anos de existência.

De manhã, retirar o exame de PSA e, de lá, à sessão  de fisioterapia, hoje com exercícios pesados e discriminação do Teste de Força feito na sessão anterior. Enquanto esperava minha vez, fora do prédio (entra-se de um em um), dei uma espiada numa das lojas do térreo, de pisos e laminados.

Estou com plano de reformar o piso deste apartamento, já com quase 20 anos e alguns arranhões da cachorrinha, que conosco conviveu 15 anos e que frequentemente se atrapalhava com o xixi.

Fiz alguns cálculos mentais e contei em casa para animar dona W, às voltas com suas dores, agora incluindo um implante cai-não-cai.

Era para já ter resolvido este assunto não sei quantas vezes mas a indecisão, teimosia e outros substantivos que não vou aqui declinar, levaram-na a não se vacinar, a não enfrentar este enguiço que está a se anunciar.

E ontem percebeu a seriedade do caso, levando-a a ligar para o dentista e pedir urgência. É evidente que, sendo mês de julho, esse pessoal viaja em férias. Mas como ele sabe da situação, indicou uma semana de antibióticos, sinal de que vai remover o pino e começar tudo de novo.

Lá fui eu no consultório buscar a receita e passar na farmácia. Pelo menos já começou a seguir a prescrição.

Agora vou me preparar para a despesa que virá dessa encrenca, visto que o plano de saúde só autoriza uma vez. Em qualquer outra situação, a conta passa a ser particular.

Tudo certo, é para isso que economizo desde que comecei a trabalhar. Às vezes, ou muitas vezes, “fiquei no vermelho” mas sempre me safei e tenho uma reserva.

Mas essa é outra história e o baile não para nunca.

Mudando de saco para mala, à tarde fiz a sessão de musculação outdoor com o treinador, ficando mais cansado ainda devido aos exercícios da manhã.

P.S.: o resultado de PSA está ótimo, como sempre. Desse mal não morro.

Mudando novamente de assunto, ontem fizeram uma tentativa de aplicar o “golpe do whatsapp” no irmão 4, como se fosse eu a pedir uma grana a ser depositada com urgência.

Terça-feira, 13

Acordei tarde e bem disposto, sem dores no lombo nem o incômodo do aperto tradicional. Para não tirar um dez, estava meio zonzo, provavelmente por ter iniciado o remédio novo. Se, por um lado, não me acordei nenhuma vez à noite para o tradicional passeio no escuro, em compensação amanheci com essa tontura.

Mas tão logo me movimentei já sumiu o desconforto. Aproveitei para fazer minha caminhada e fui até o Sebo Lojão à procura do livro Lendas Brasileiras, de Luiz da Câmara Cascudo. Comprei por R$ 9,90 um exemplar bem cuidado.

Demorou um pouco para ser atendido pois a jovem vendedora estava às voltas com uma senhorinha oriental sobraçando uma dúzia de gibis antigos, fazendo um escambo. A loja receberia cada um por 1,50 e revenderia por 3,00 – uma conta natural.

A demora foi para convencer a tal velhota da naturalidade desta operação, simples para quem frequenta essas biroscas mas complicada para os neófitos.

Aguardei pacientemente minha vez, fiz minha compra e voltei para casa. Lá se foram 6km e uma hora de movimento.

Voltei pelo centro velho, relembrando de dona H, fã desses passeios pelas lojas de bugigangas, há tempos sem esse pequeno prazer.

Atualmente é temerário levá-la a tais compras porque a multidão que circula diariamente aqui é constante. Para dona T há vários perigos: de contaminação, de uma queda pois se move com dificuldade, de danificar ainda mais as articulações já detonadas.

Lamento bastante este prejuízo acumulado e irreparável. Não há retorno, não há progresso. A cada dia, uma nova perda. Além do mais, a convivência com a irmã, abúlica e lentamente se distanciando mentalmente, deixa-a ora triste, ora revoltada. Temos um ambiente familiar harmônico mas instável entre elas.

Pessoalmente refugio-me nos meus exercícios, na meditação, nas leituras, nos escritos, tudo que mantém minha mente equilibrada. Pelo menos, me considero assim.

Mas segue o baile. Tal e qual andar de bicicleta: parou, caiu.

Hoje, ainda

Consulta com o nefrologista, dr. Flávio Frias, às 16h de hoje, segunda-feira, dia 12 de julho de 2021.
Mostrei-lhe todos os exames, começando pelo ultrassom do reto-abdominal, as ressonâncias magnéticas da bacia e da coluna vertebral e, por fim, o ultrassom da bexiga.
Perguntou-me qual era a queixa principal e expliquei sobre a premência e alta frequência da necessidade de micção.
Ouviu com paciência, perguntou dos meus pais e com qual idade e do que faleceram.
Perguntou dos hábitos alimentares, das atividades físicas, da atividade profissional.
Ficou intrigado com a situação da lombar mostrada no laudo de RM.
Concluiu: as inflamações, desgastes e situação geral da coluna podem alterar os sinais elétricos do sistema neurológico, alterando as informações enviadas ao cérebro. Daí advêm os comandos alterados a causar esse transtorno.
Solução: iniciar com o anti-hipertensivo mesilato de doxazosina (Duomo, 2mg) com 1 comprimido à noite durante 30 dias, passando ao de 4mg por mais 30 dias, anotando as ocorrências (frequência, volume, sensações).
Voltar em 45 dias, ou antes em caso de qualquer alteração.
Se não houver progresso período, vai pedir um exame chamado avaliação urodinâmica.
Outras recomendações: atenção com a pressão arterial que pode baixar porque o medicamento tem efeito vasodilatador.



Segunda-feira, 12

Atividades: sessão 4, hoje diferente, com teste de força dos membros inferiores. Vão ser avaliadas as diferenças de força entre os lados direito e esquerdo e entre grupos musculares agônicos e antagônicos.

Lá se foi uma hora e meia espremendo a máquina.

Agora, 15h30, esperando minha vez no médico nefrologista para contar meus mimimis.

Sábado, 10

Aniversário do irmão 1 completando 77 anos, saudável, esperto, ativo.

Saí para caminhar às 9h, completei 5km mas atormentado pelo incômodo e premência nos assuntos inferiores.

Espero desvendar este mistério na segunda-feira, em consulta com o nefrologista.

Enquanto não chega a hora, vou corrigindo uns textos áridos, fazendo a musculação e alongamento em casa, diariamente.

Dia de sol e calor por aqui, prenúncio de uma tarde sossegada porque não pretendo sair mais de casa hoje.

A todos os meus inúmeros leitores desejo um ótimo fim de semana.

Sexta-feira, 9

Feriado estadual, aniversário de dona Z.

Saí para caminhar 4km e, na volta, passei na confeitaria e comprei-lhe um bolo bem enfeitado, além de um buquê de rosas. Foi um sucesso.

À tarde, a convite da filha, o café foi no endereço dela. Com a mesa caprichosamente arrumada, presentes, flores, doces, salgadinhos, outro bolo, chamadas de vídeo dos filhos e netos, não segurou as lágrimas.

A reunião foi das quatro às dez da noite e aproveitei para por a conversa em dia com o genro 2.

Foi um dia feliz, de bom humor, recebendo os cumprimentos de parentes e amigos. Tudo certo.

Quinta-feira, 8

Fui cedo para o exame de PSA, às 7h pois acordei antes das seis da manhã.

Tratei da gata, preparei café e deixei a mesa arrumada. Dona R nem percebeu minha saída mas tinha-lhe avisado ontem. 

Fui e voltei andando, total de 5km, espiando o movimento de muita gente pelas ruas.

Comprei pão, encontrei a vizinha que cuida de nossa gata quando estamos em viagem. Dá dó de vê-la tão abatida: marido no hospital, já no oxigênio, a única filha – casada e com uma menina especial, em depressão profunda, daquelas de não sair da cama.

Converso um pouco para dar um ânimo mas fica-se sem saber bem o que dizer.

Sempre coloco-me à disposição para o que precisar, tipo uma carona ou fazer compra ou ir à farmácia.

Agradece emocionada. O marido é diabético, praticamente cego, seis stents, uma penúria só.

Liguei para o retorno no médico, só no fim do mês.

Tentei marcar um nefrologista e ficaram de me retornar mas até agora nada.

Acho que vou no barbeiro para não desperdiçar a tarde.

Quatro da tarde: desisti do barbeiro por enquanto, fiquei com preguiça.

Mas consegui marcar nova consulta, desta vez com o nefrologista para desvendar esta crise com o incômodo de dores na bexiga. Vai ser na segunda-feira, dia 12 às 14h30.

Este mês está sendo pródigo em consultas, exames, remédios, tratamentos especiais. Somente a gata, senhorinha de 17 anos, está livre dessas paradas.

Mas nós três aqui estamos em constante reforma. Até quando, só Deus sabe.

Valha-me, Santo Expedito!