Quinta-feira, 22

Passei a manhã toda às voltas com cinco longos textos para correção.

Parei às 11h e fui levar a menina para se vacinar contra a Covid-19.

Agora bateu uma lombeira daquelas. Como dizem no Paraná “estou com uns dez quatis no lombo”.

Deve ser por ter almoçado fora de hora e ficar sem o mate, visto que cheguei de volta quando já era uma da tarde.

Agora estou escutando, de longe, a conversinha do treinador, na sala, com as duas irmãs.

Hoje não vou sair mais. Continuarei com a correção até quatro e meia e aí vou me dedicar aos exercícios caseiros de musculação.

Terça-feira, 20

São 9h e estou na sala de espera da neurologista, ao trazer a irmã de dona H para a segunda consulta. Está muito frio por aqui. Nada comparável ao lugar de onde vim mas ainda assim está de lascar.

Surpresa mesmo é dona W dizer logo cedo que resolveu tomar a vacina.

Até que enfim resolveu-se. Elogiei a atitude e espero que não seja fogo-de-palha.

O que deve ter pesado na decisão: ver o filho antes que este se mude em definitivo para o exterior, fazer o tratamento dentário (a primeira consulta é daqui a pouco, às 11h) para substituir os pinos balouçantes, a expectativa de viajar ou, ao menos, poder ir aos lugares básicos com mais confiança.

Resta agora fazer o agendamento quando houver vagas. Hoje, por exemplo, não há.

O genro já vacinou-se (38 anos) e a filha vai quinta-feira, tendo 34 anos.

A vacina nos proporciona um pouco de desafogo e esperança pois esta situação de resguardo não tem data para acabar.

Meio-dia: já de volta do dentista, com dona B, dois “desimplantes” e 200 reais pagos pelo serviço de remoção.

Próximos planos: vacinar-se, remover os pontos daqui uma semana, planejar um extenso enxerto na parte inteira superior.

Segunda-feira, 19

Muito, muito frio aqui. Fui à sessão 6 de fisioterapia. Cheio de roupas fui removendo à medida que os exercícios se sucediam.

Passei o dia sentindo frio. Nem adiantou fazer a musculação da tarde. Continua tudo gelado aqui.

Dona R fez quentão de suco de uva, chamado de crentão, acompanhado de moganga em calda. Muito bom, bom para ganhar peso.

Sábado, 17

Pouco a narrar hoje. Amanheci com a pressão alterada, em 14 x 8,5 e bpm 70 quando normalmente é de 54.

Não há sensação diferente quando está mais baixa. Não tenho tomado o controlador há quase um mês, com o pretexto de estar usando o anti-inflamatório para a lombar.

Ainda tenho 3 comprimidos para terminar a prescrição e, junto com eles, uso o vasodilatador para melhorar a drenagem.

Está muito confusa essa história, usando remédios, ganhando peso, sem atividade física aeróbia.

Hoje andei 3km e já foi muito. Espero poder voltar às corridinhas diárias para me sentir melhor.

Sexta-feira, 16

Assuntos de hoje: levar as duas à horta, onde colheram algumas folhas. De lá, à loja de aviamentos para comprar mais fios e lãs.

De volta para casa, quase meio-dia, mas ainda em tempo de tomar um mate antes de almoçar.

Ajudei na arrumação e saí novamente para compras de supermercado. Geralmente faço isso rapidamente mas hoje, sei lá o porquê, andei lentamente pelos corredores, espiando e escolhendo vagarosamente.

Sempre trago alguma coisa especial – mesmo que seja a de sempre e digo “lembrei de você” . Hoje foi um vidro de azeitonas. Para a irmã, duas laranjas Bahia, daquelas enormes.

E pensando no conjunto, comprei dois pacotes de café especial, 250g cada, 28 reais os dois.

Quatro da tarde, treino de musculação caseira. E agora, sossego total.

Fim de semana: para quem for viajar, drive safe.