Sexta-feira, 30

Impossível fazer alguma coisa que preste, hoje, com todo esse frio.

Até a musculação caseira foi difícil de encarar com tanta roupa.

Passei o dia encorujado, embrulhado em casacos antigos.

Saí agora apenas para trazer a paciente para a terapia.

Terminada essa tarefa, só quero é me acomodar debaixo das cobertas e nada mais.

Quinta-feira, 29

Frio. Muito frio. Muito frio mesmo.

Compras de supermercado. Para evitar aquela infinidade de sacolas plásticas, sempre pego uma caixa de papelão. Mas ficou muito pesada como sempre e a recomendação é não erguer peso.

Fui abrir o carro e atrás de mim aparece a moça do caixa carregando todo aquele peso. Senti-me um verdadeiro ancião.

Em casa, tive que erguer sozinho, colocar no carrinho. Toquei a campainha de casa mas quem diz que uma das duas atendeu?

Sem ajuda novamente, descarreguei tudo devagar. Uma não ouviu, a outra achou não sei o quê; acho que não ouviu também.

Não está fácil: um fracote e duas surdas.

Levei dona D para a vacina. Para sorte dela, recebeu a Coronavac, devendo voltar em 23 de agosto.

Agora é possível planejar a visita ao guri.

Quatro da tarde, venho até o centro para o retorno da consulta no urologista. Tudo certo. A região masculina está, nas palavras dele, para um homem de 20 anos.

Pelo menos no pensamento. Agradeci o elogio.

Recomendou parar de tomar o tal remédio para o trato urinário, nos seguintes termos ” vai jogar dinheiro fora e ficar brocha”.

Não quero nem uma coisa nem outra.

Quarta-feira, 28

Finalmente choveu. Começou na madrugada, levemente, sem barulho. Mesmo assim acordei e fiquei curtindo aquele ruído agradável.

Chuva aqui é coisa rara e, por isso, abençoada. Nem me incomodei de perder a lavada do carro de dias atrás, mesmo porque estava já inteiramente empoeirado.

Fui à sessão 9, com os exercícios de costume. Vou renovar mais dez sessões porque não sai disso: se parar, começo a correr e vai agravar a lesão.

A esperança é curar para reiniciar minhas atividades. Se não, vou definhar física e psicologicamente. O peso já está alterado, estacionado em 77kg depois de ter conseguido equilibrar em 73,5kg.

Saí da clínica, passei no Cartório mas não consegui nada. Nem teria onde parar e estava lotado. Deixo para outra hora.

Preferi passar na loja Casa e Construção, onde comprei um reparo de torneira para trocar a danificada. Lá se foram 47 reais enquanto a vendedora tentava me empurrar um tal de kit por 120,00.

Não, senhora, ainda sei consertar essas miudezas.

De lá, na farmácia mais uma vez, para refazer o estoque de dona A, e lá se foram mais 682 reais.

Em casa, já faço o pedido de reembolso: voltarão 230,00 no próximo mês.

Saio novamente, precisamos de ovos e queijo meia-cura. É aqui perto mas vou de carro devido à chuva.

Quatro da tarde: começo a musculação on-line e me esforço durante uma hora firmemente.

Às 18h encerro minhas atividades. Preparo um mate e ligo para a irmã. A conversa dura uma hora e muitas risadas.

Agora é hora da sopa de ervilha e cuque, esperando a ligação dos meus netos.

Mais terça-feira

Dentista para dona W às 15h30. O doutor apresentou o plano de recuperação: reforma geral no pavimento superior, tudo particular, por 15 mil reais, em dez suaves prestações.

No piso inferior, vai tentar um encaixe no Plano de Saúde. Disse tentar. Se não der certo, lá se vão mais 5 mil.

Mas esta parte é para daqui três meses, aguardando cicatrização completa.

Vamos rever o plano de passeio de agosto, de acordo com esse cronograma e comportamento pós-vacina.

Nada certo por enquanto. Apenas as prestações que começam a vencer daqui dez dias.

Tudo certo, nada que não estivesse previsto, nada a lamentar.

Pau na mula!

Terça-feira, 27

Liguei para cumprimentar o último tio, em aniversário. Não estava. A empregada atendeu. Contou que ele foi viajar, a passeio, com a filha.

Viúvo com a filha única. Esta, divorciada ao descobrir que o marido tinha amante. Masculino, por sinal. A vida como ela é, cheia de surpresas.

Saí para andar um pouco, aproveitando que o frio foi embora por enquanto. Foram só 3km, suficientes para sentir o incômodo na virilha direita. Zero progresso.

Onze e meia. Na sala de espera, tomando um chá de cadeira, onde trouxe a irmã de dona R para a terapia.

Chegou o livro novo que comprei: um manual de redação de língua portuguesa. Quero aprimorar meus parcos conhecimentos e escrever com mais capricho.

Segunda-feira, 26

Sessão 8, com muita dor no lombo. Dez minutos de agulhas e massagem ajudaram bastante. Em seguida, exercícios fortes durante 50 minutos. Saí tonto.

Cheguei no pet shop para as compras felinas. Fiquei mais tempo conversando com o gerente, que conheço há anos, do que comprando.

Em casa, reorganizar a renovação do seguro do carro vendido para a menina. Ajustei o nome dela mas continuo pagando em troca de que ela cuide da gata e da casa na minha próxima ausência.

Fiz o sistema de troca para não constranger o genro. Mesmo assim e me ligou agradecendo a gentileza. Tudo certo.

Fui ao cartório e gastei 18 reais nos documentos para prosseguir o inventário. Só não aceitaram a certidão de casamento, alegando estar vencida, apesar de renovada em 2012 a original de 1977.

O casamento continua mas a certidão já era…

Devo ir a um Cartório de Registro Civil e solicitar a renovação. Mais trabalho e despesa. É disso que esse povo vive: papelada inútil. Ninguém confia em nós.

O que consegui aprontar já passei no Correio e despachei. Três folhas de papel e um envelope custaram mais 60 reais para despachar.

À noite, as crianças ligaram agradecendo o presente mensal, um para cada um. A alegria deles é a nossa em dobro.

Domingo, 25

Dia tranquilo, sem sair de casa. Apenas meditação duas vezes e ficar de papo pro ar.

Amanhã será mais agitado. Preciso ir ao cartório e preparar uns documentos, que serão enviados ao advogado de Samas, com vistas ao inventário da tia recém-falecida.

A sobrinha-neta, filha 2 ou 3 – não sei ao certo – de Nancy estará cuidando deste assunto e nos pediu a documentação.

Dos treze sobrinhos diretos, há três falecidos. Um estava no segundo casamento, portanto a primeira viúva é desquitada e está fora. A segunda perde o direito pelo regime de comunhão parcial. A terceira viúva também contraiu novas núpcias e fica de fora .

Prevejo uma longa encrenca.

Sexta-feira, 23

Só saí de casa hoje às 16h30 para trazer a irmã de dona F à consulta.

Cá estou, em chá de cadeira durante uma hora e tanto. Tudo bem, aproveito para escrever e descansar os ouvidos.

Passei o dia todo em casa, cuidando das revisões, sob o barulho infernal das marteladas da reforma de tubulação no prédio.

Esse tormento se associa ao vizinho de cima ouvindo música em volume alto junto com dona R sem parar de falar o dia inteiro.

Fiz a musculação caseira no intervalo entre uma tese e outra e isso ajuda a despressurizar o stress.