Sábado, 4

Saí cedo, deixando o café pronto e um aviso para dona D, que não tinha se acordado.

Fui animado, sentindo-me bem e confiante para rodar 8 ou mais km até o cansaço exigir que andasse.

Mas no km1 levei um tombo – como dizia meu pai “de todo comprimento “

Escorreguei no barro acumulado no passeio, pisei firme e deslizes. Protegendo com as mãos, ralei os antebraços, as duas palmas e o joelho direito.

Esse sangrou um pouco, ardeu forte. Lavei-me nas poças de água da chuva da madrugada e segui adiante sem dificuldade.

Em casa, entrei disfarçado aproveitando que dona S estava dando mais um sermão na irmã. Esta, com cara de prestando muita atenção, me viu e já largou um “olha, ele se machucou…”

Ou seja, não estava nem aí para a bronca da outra, tipo essas crianças que, do nada, mudam o assunto quando estão sendo repreendidas.

Três da tarde: descansei mas levantei pior, com dores pelo corpo todo. Poucos ferimentos mas dói tudo o tempo todo.

Sexta-feira, 4

Tempo fechado, nublado, cinzento, chuvoso.

Dia de treino externo, presencial, no Parque. Só que não. O recurso foi online mas é também eficiente.

Fiz compras para levar no domingo nesta próxima viagem a Curitiba.

Renovei o estoque de alimentos da gata.

À tarde saiu um sol tímido, suficiente para me animar a uma caminhada. Voltei ao Parque e fiz cinco voltas de 1km.

Quinta-feira, 3

Lá se foi a manhã inteira no dentista, eu na sala de espera. Fiquei me distraindo no YouTube, depois comeceu a ler o livro que tinha levado comigo.

Mas aquela TV ligada num programa de músicas “my love, my broken heart” foi me atormentando.

Desisti de ler e passei a escutar a conversa animada das duas senhoras ao lado.

A tortura durou até 11h10 e, finalmente, voltamos para casa e para o mate fora de hora.

Desisti também do treino de rua com o tempo ameaçador. Mas resolvi andar e fui até o Sebo Lojão à procura de um título desejado.

Encontrei O escândalo dos Wapshot, de John Cheever, que tinha procurado na Estante Virtual e marquei como encomendado no post de dias atrás. Paguei 9,90 e voltei, completando 7km.

No centro da cidade, entrei nas Livrarias Paulinas e comprei por 16 reais a Folhinha do Sagrado Coração.

Em casa, pela Estante Virtual, encomendei “Histoire de la pensée chinoise”, de Anne Cheng.

Este é o livro que procurava há tempos. Agora, sim, tenho várias novidades para ler.

Quarta-feira, 2

Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, uma das melhores lembranças de minha terra natal.

13h: sem energia elétrica aqui, desde 9 da noite de ontem. A queda de uma árvore do parque aqui em nossa rua, bloqueou o trânsito, moeu o telhado da casa em frente, queimou dois transformadores e derrubou a fiação elétrica.

Os trabalhos de recuperação começaram às 8 da manhã com a remoção do tronco e troca dos transformadores mas até agora nada de energia.

Treino de hoje: caseiro porque não tive ânimo de sair na chuva, ir e voltar pela escada. Cancelamos também a ida ao dentista porque dona B não tem condições físicas de descer e subir escadas, que dirá nove andares para cima e para baixo.

Passamos o dia dentro de casa, espiando a chuva e o trabalho das equipes de manutenção removendo troncos e galhos e subindo e descendo dos postes.

Finalmente às quatro da tarde voltou a energia. Mas agora não saio mais de casa. Amanhã recomeço as atividades e obrigações.

Domingo, 30

Dia de comprar livros na Estante Virtual:

1- O escândalo dos Wapshot, de John Cheever

2- Tudo vai ficar da cor que você quiser, de Rodrigo de Souza Leão

3- Carbono pautado, de Rodrigo de Souza Leão

4- Todos os cachorros são azuis, de Rodrigo de Souza Leão

Sábado, 29

Chove sem parar aqui, forte ou fraca a chuva não para.

Não me intimidei e fiz minha rodagem hoje cedo no Parque. Apenas 5km mas bem vigorosos.

Já o resto do dia não saí mais. Hoje será assim: descanso, leitura e meditação. Depois, deitar cedo.

Sexta-feira, 28

Às 7h20, treino virtual e não presencial porque choveu muito na madrugada e o Parque estava inundado.

Fazer compras de supermercado. Lá vou eu novamente porque essas duas aqui não resolvem nada nessa área. Volto carregado e espantado com os preços cada vez mais altos.

Escrevi um longo texto que envio regularmente aos filhos contando as ocorrências que envolvem as irmãs.

A filha 1 sugere que eu vá passar quinze dias por lá, no exterior. As crianças perguntam de nós todos os dias. A pequena gravou um vídeo fazendo o convite e dona S foi às lágrimas.

Mas não está fácil de resolver assim. A 02 ontem, novamente, teve um desarranjo após tomar o remédio, que voltou mais rápido que entrou.

E a novela passou da meia-noite, atrapalhando o sono e o sossego de todos. Simplesmente ela não consegue aceitar e engolir o tal remédio, que os três médicos já alertaram: sem ele a atividade cerebral vai regredindo e estará pavimentando o caminho do sucesso para a demência.

Falta de aviso, de orientação e de cuidados nossos não serão os culpados. Mas como convencer alguém da necessidade de se tratar?