Votar

Votei hoje às 10h.

Nunca fui nesse horário;  preferi sempre o fim da tarde. Mas resolvi ir mais cedo, apesar da expectativa de uma fila enorme, visto que são seis votos a serem digitados.

Mas foi rápido. Muito rápido. Em menos de uma hora fomos e voltamos do bairro onde está nossa seção.

Tudo certo. Ontem comemoramos o aniversário da filha mais nova, aqui em casa, acompanhada do marido e alguns amigos do casal.

Hoje, dia frio e brusco, com as eleições e almoço japonês, por conta do genro, com a sobremesa e cafezinho na volta, em casa.

Agora, descanso e telefonemas para os irmãos.

Daqui a pouco, juntam as mochilas e gatos a voltar para casa.

Tudo certo, tudo em paz.

Acredito que meu candidato não chega ao segundo turno. Assusta-me o resultado, lembrando da funesta eleição em outubro de 1989.

No dia da posse do tal eleito, morreu meu pai e, devido ao bloqueio das contas bancárias, fiquei sem dinheiro para ir ao enterro.

Socorrido por um colega, viajei a noite toda, de ônibus, para chegar na madrugada no cemitério da Água Verde. Nesse dia voltei a fumar, abatido com os acontecimentos.

Tristes lembranças. Mas quem não as tem?

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