Sábado e domingo

Treino de sábado : 7km de rodagem moderada, bem à tarde, às 17h, sob um frio danado. Tenho sofrido com esse frio de 14 a 17oC. Para mim é muito, para M então nem se fala. Ela padece horrores pois tem que aumentar os remédios para aguentar.

Passei o dia em casa. Houve visita dos avós paternos, das 11h às 14h. Depois, fui comprar um pernil de carneiro. O genro gosta muito e resolvemos fazer um jantar mais caprichado. Ficou pronto para depois que as crianças se acomodaram. A pequena está muito “assada”, ainda são se sabe do quê. Mesmo assim ela fica quietinha e nunca chora. Dorme o tempo todo e mama direitinho mas pouco e sem pressa. Comparado com o anterior, que precisava de 2 em 2 horas, nos dois lados e mais uma mamadeira para acalmá-lo. Essa é diferente, contenta-se com pouco e a intervalos bem maiores.

Domingo : o frio continua. Saí às 8h para ir ao Walmart a pedido da filha. Finalmente consegui ir sozinho e comprar rapidamente o que ela pediu. Quando M vai, gasta-se três a quatro vezes mais tempo para que ela se movimente, ainda que com aqueles carrinhos elétricos.

Na volta, tendo saído o sol, levei o guri a andar aqui na frente. Faz-se uma volta inteira no condomínio, com 750m. Ele foi até 600m andando e empurrando um carrinho, parando algumas vezes. No final, vieram ele e o carrinho no meu lombo.

Foi brincar com o pai e a irmãzinha, quando aproveitei para esquentar e preparar o mate e ir tomar lá fora com M enquanto a família fica toda junta. Percebe-se que o menino está estranhando a irmãzinha, no sentido de ciúme da mãe porque está manhoso, come menos e às vezes começa a arremessar os brinquedos e fazer uns berreiros. Enfim, tudo muito natural e nada de novidade. Quem tem filhos e netos entende perfeitamente e vai “tocando bola no meio de campo”.

Então é isso. Estou apostando no fim desse frio e a volta do calor mediano. Essa é a expectativa minha e de milhares de aposentados e turistas que vêm do norte do país fugindo das nevascas.

Sexta-feira, 5

Treino de hoje : finalmente consegui fazer minha rodagem de 6km hoje, à tarde, depois de vários compromissos familiares.

Começou assim : acordar às 6h30, fazer café, soltar o cão, trocar a água e comida (por três noites tem dormido dentro de casa devido ao frio), tratar dele e do gato. Este não solto mas na verdade recolho-o pois toda noite ele sai e retorna às 6h30. Aí precisa trocar a água, colocar ração e limpar a areia.

Às 7 em ponto o menino acorda e M troca-o e prepara sua refeição : omelete, abacate, suco. Na noite anterior ela prepara a refeição que ele vai levar, as roupas para trocar, chupeta, mochila, casaco, lanche…

Às 7h30 saímos para levá-lo. De lá, vamos ao hospital, uma pequena viagem num trânsito pesado. Deixo M no lobby e vou estacionar lá onde o Judas perdeu as botas. É muito carro por toda parte. Quando volto, fazemos check-in, passaporte, foto, crachá, folha com código de barras para passar numa outra porta…tudo muito complicado e muitas normas de segurança. Enfim, chegamos para ver o nenê dormindo e mamando e dormindo e mamando. Ela é muito quietinha, mansa, passou a noite toda quietinha. Minha filha está muito feliz porque acha que não vai ter trabalho; ao contrário do guri que é sem sossego desde que nasceu. Ele não para um instante mas é esperto e ativo. Hoje aprendeu a falar “gato” de tanto correr atrás dele.

Durante a visita, chegou a pediatra para fazer uns testes e explicar uns procedimentos. Achei interessante o nome dela : Dra. Staves.

Terminada a visita, trouxe de volta uma parte da bagagem e passamos no Publix Supermarket para compras. M anda naqueles carrinhos elétricos. Levo cada susto pelas “finas” que ela tira das prateleiras e das pessoas. Ela acha que vai bem mas não ouve direito (ando quase gritando já) nem enxerga bem. Percebo que suas pupilas estão sem brilho. Mas ela não acredita nem aceita. Então, deixa pra lá.

Ao meio-dia em casa, guardo as compras pois ela chegou com muitas dores e, finalmente, tomou os remédios. Fiz um mate para acompanhar; vai que ajuda, né?

Almocei, escrevi, ajustei minhas planilhas, respondi os emails, programei os pagamentos da semana no internet banking. Varri as calçadas da frente e fundo, limpei o material do cachorro, preparei os dois contêineres de lixo (orgânico e reciclável) e levei-os à frente da casa (o recolhimento é às quartas e sábados).

Aí, sim, saí para minha rodagem de 5 a 6km, aproveitando o sol e a temperatura de 16oC (ontem estava 12oC, saí de agasalho para andar com o cão).

Terminado o treino, lavei meus pertences, saí para buscar o guri na escolinha. Estava me aprontando para sair quando o casal chegou com o nenê. Êba! que alegria ver aquele anjinho cor-de-rosa chegando em casa, um dia apenas após ter nascido. Veio dormindo e permaneceu quietinha.

Trouxe o menino, ele vem “de arrasto”, cada vez que alguém vai buscá-lo ele arma um berreiro porque não quer vir para casa. Mas ao chegar e ver “mom and daddy and baby”, ficou muito feliz. O pai deu-lhe banho e a vó deu-lhe o jantar. Antes das 7 da noite, já estava dormindo.

Fiquei lá fora tomando um mate comprido até escurecer. Agora jantei e aproveito para escrever pois todos já se acomodaram. É isso. Vai indo tudo muito bem e até o frio está diminuindo.

Até amanhã, com mais histórias, cada vez mais caseiras…

 

Quarta, 3

Dia de expectativa. A menina foi ao médico às 13h e de lá saiu com início de dilatação e aviso para internar-se hoje no fim da tarde. Saiu agora, com o marido, às 18h para aguardar os procedimentos. Situação : pouco líquido amniótico, exigindo por segurança a indução do parto. Não deve mais esperar o “aviso” do cérebro para iniciar os procedimentos, com o risco de causar sofrimento ao nenê.

Portanto, cá estamos nós no aguardo para as próximas horas, que não deve passar de hoje. Não sou o pai, não sou a mãe, não sou o médico, mas estou tenso o suficiente.

Fui buscar o menino na escola e aqui ficamos com ele até que venha a boa notícia do dia. Escolheu o dia mais frio dos últimos anos. Todo mundo está surpreso com o frio que faz desde ontem. Tomara que seja um bom presságio. Cruzo os dedos e invoco o Anjo da Guarda para atender essa criança que vem vindo aí, espero que com ótima saúde.

Terça-feira, 2 de janeiro

Treino de hoje : sem treino. Inicia-se hoje o período conhecido como destreinamento, ou seja, um mês de descanso, recuperação, mudança de atividades, fazendo um pouco de tudo ou de menos, exceto correr.

Nesta próxima quinta-feira farei ainda uma rodagem leve de 5km e, em seguida, esta série com bicicleta, bicicleta ergométrica, caminhada, descanso, erguer pesos, qualquer coisa menos correr.

Já em fevereiro, inicia-se o período básico com elevação de quilometragem, lembrando que tenho já uma prova de 21km no começo de março. Dali para frente é pauleira pura até conseguir chegar à maratona do Rio, em junho.

Estou confiante que chego lá. Devagar mas chego. Se concluir a maratona, fico satisfeito e pretendo refazer todo o calendário, provavelmente com provas mais curtas.

Ontem, dia primeiro, fiquei o dia todo em casa, descansando, lendo, assistindo provas no Youtube. Fiz alguns pequenos reparos : numa porta que estava emperrando, no relógio do Fit que travou depois que troquei a bateria, e mais alguns pequenos ajustes. Mas no geral foi só descanso e leitura.

Li um livro inteiro do Vargas Llosa, em e-book, chamado Cinco Esquinas. Ainda escrevi, respondi e-mails, conferi as notícias do Brasil, o clima, as encrencas do revéillon.

Hoje amanheceu chovendo e frio. Acordei cedo, antes das 7h, porque poderia ser solicitado a levar o menino à escolinha. Mas não foi necessário porque a menina logo arranjou um pretexto para ir ela mesma. Como a conheço bem e não é de hoje, já sabia que isso iria ocorrer. A gente conhece o jeito de cada filho, não precisam nem falar. Conheço só pelo olhar. Digo isso porque não gosto de avançar nos assuntos deles, só interfiro quando solicitado. Assim funciona bem.

Enfim, está tudo certo e lá vamos nós para o que der e vier.

Hoje me dedico apenas às minhas contas, orçamentos, anotações, considerações e outros ões.

É isso. Assisto agora (15:14) à gravação da São Silvestre. Já faz dois anos que não tenho ido, não se ajeitou. Talvez esse ano dê certo. Como o nenê ainda não nasceu, o primeiro aniversário será em janeiro e não preciso vir exatamente no Natal.

Mas estas são considerações muito adiantadas. Foi apenas uma divagação. Como diz meu dentista, já velhote como eu, “na nossa idade tudo pode acontecer”. Lá isso é verdade. Cada dia é um dia, vivendo um de cada vez, agradecendo por estar vivo e entendendo o que acontece.