Segunda-feira, 12

Treino de hoje : 11km de rodagem leve, às 8h30, numa manhã já quente. Treino bom, normal, sem dificuldade.

Antes, às 7h30, deixei o carro na oficina para terminar a manutenção. Agora foi a troca da correia dentada, por prevenção. Custo total da revisão : 983 reais. Está com 70 mil km rodados em 10 anos. Carro de véio mesmo.

Fiz café, comprei pão, lavei a louça, lavei minha roupa, arrumei a casa, conversei um tempão com a menina. Fiz o mate às 11h30 enquanto ela fazia o almoço.

Lavei a louça e fui buscar o carro, passando no PetCamp para comprar areia e 18 sachês para Milu. Gastei 60 reais.

Calor forte da tarde. O genro convidou para um açaí. Lá fomos nós, por conta dele.

De volta, às 20h, conversa com M, a filha e os netos.

Saudades de todo mundo.

Agora, 21h49, vou ler até o sono chegar. Espero sempre por bons sonhos.

Domingo de carnaval, 11

O melhor carnaval de minha vida foi em 1966. Ou seria 1967, não tenho tanta certeza. Se  em 1966, o domingo era 20 de fevereiro, uma data memorável. Se 1967, o carnaval aconteceu em 5,6 e 7 de fevereiro. Durou pouquíssimo. O prazer, não o carnaval. Explico : estava borocochô, encostado no balcãozinho defronte a orquestra a tocar furiosamente do Clube Ideal Sãomateuense, espiando o movimento e alegria do pessoal, enquanto  Lamartine, Percival, Gerôncio, Zeca sopravam aquelas antigas marchinhas.

Lá pelas tantas, do meio da multidão sou puxado pela mão e entro a rodar também no grupo. O costume era dos casais abraçados ou de mãos dadas ficarem dando voltas no ritmo da música, sentido anti-horário. Visto de fora, parece sem graça. Mas para que está sendo convidado, vou te contar…o coração a mil por hora. Foram apenas duas voltas e fui largado ali. Mas está valendo até hoje, nunca mais esqueci a deliciosa sensação de ficar de mãos dadas naquela ocasião.

Hoje, domingo, cá estou em casa, recordando lembranças felizes de minha juventude durante os anos de 1966, 1967 e 1968. Os outros foram bons, mas iguais a esses três jamais.

 

Sábado, 10

Treino de hoje : 14km moderados, feitos em 1h36min. Fui de casa ao Parque Taquaral, fiz uma volta e meia interna e voltei.  Encontrei e cumprimentei alguns conhecidos. Tudo certo.

Lavei minha roupa, troquei a roupa de cama, coloquei-a na lavadora, passei o aspirador no meu quarto e arrumei o que estava fora de lugar. Encomendei o almoço para mim, a filha e o genro, que tinham chegado ontem. Estiveram às voltas com as arrumações do apartamento e vieram aqui depois do meio-dia, a tempo de tomar um mate, almoçar e conversar.

Antes disso ainda passei na agência Lirabus para pedir minha passagem de idoso para Guarulhos, às 9h15 de quinta-feira. Tudo certo.

Pensei em descansar à tarde mas a conversa prolongou-se com os planos e ponderações e lá se foi o resto do dia. Agora eles saíram para ver outro assunto e aproveito para lavar a louça, remover a roupa do varal, ajeitar o quarto para eles, tratar da gata e escrever um pouco aqui.

M ligou me contando que Lucas olhou a cafeteira e disse : Vovô babau…

E continua me procurando pelos quartos, garagem, pela casa toda.

Sexta-feira, 9

Atividades do dia : pulei da cama às 6h30 com os miados de Milu. Não me deixa nunca passar desse horário. Se insisto em permanecer deitado, à espera de um sonho bom, ela mia cada vez mais desesperada. Se nada disso adiantar, começa a morder minha mão ou pé, dependendo do que está aparecendo debaixo da coberta. Sim, coberta, porque apesar do calor constante nessa terra, não fico desguarnecido. E não é de hoje. Já vem do tempo do cobertor de penas. Que não existe mais, suponho.

Limpei seu espaço, troquei a água da tigela, dei-lhe comida. Fiz café. Saí às 7h25 para deixar o carro na oficina. Voltando a pé, parei no dentista para pedir um horário, a fim de restaurar uma obturação antiga, caída há alguns dias. Mas ele me atendeu direto, fez o restauro, queixou-se mais uma vez da AMS, marcamos para quarta-feira, 21, às 9h para completar o serviço. Este dentista é filho do anterior, que nos atendeu desde que chegamos aqui em 1983. Era um “piá lambaio” na época. Agora, um senhor muito educado e atencioso igual ao pai. Este, com 90 anos, passa o dia todo em casa velando a esposa na cama, que não se move nem fala há 5 anos depois de um AVC. Visito-o de vez em quando pois mora aqui perto. Vejo a casa dele da minha janela.

Completei meu café da manhã e saí para a musculação. Caminhada de 2km. Mesmo preço, 10 reais. Cumprimentei os amigos que não via desde dezembro passado.

Treino forte, longo, caprichado. Volto andando mais 2km. Banho e mate, encomendo o almoço na birosca aqui perto de casa. Muito chique, mandam-me o cardápio pelo WhatsApp, apesar de ser um feijão com arroz meio jaguarinha. Igual ao preço : 14,90.

Agora descanso e aguardo o aviso da oficina para buscar o calhambeque.

Tudo certo, tudo em paz.

Quinta-feira, 8

Atividades do dia : muitas atividades, todas rotineiras mas importantes para mim, e que relato a seguir : comecei acordando cedo, às 6h, já disposto a resolver tudo que imaginara antes de vir. Fiz um café forte e já desci pegar o carro para levá-lo para a revisão. Mas não ficou, não havia vaga. Ficou para amanhã cedo.

Voltei para desmarcar e remarcar as várias consultas de M, resolvidas em poucos minutos.

Recomecei a guardar meus pertences, ao mesmo tempo que varria a casa, passava o aspirador, passava pano úmido no chão. Com o que ajuntei de pelos daria para fazer mais um gato.

Liguei para o barbeiro, marquei para 10h30. Saí às 9h30 para passar na imobiliária e verificar a renovação do aluguel da inquilina atual. De lá, ao banco para pagar a primeira parcela do IPTU dos apartamentos.  Cortado o cabelo por 40 reais mais a conversa, dou-lhe a tradicional gorjeta após aparar-me o bigode. Volto para casa a tempo de tomar meu mate enquanto ligo para os irmãos, uma hora de conversa.

Mais meia hora ao telefone, com a Claro, que me mandou uma conta beirando os 400 reais, sob a alegação de uso de roaming internacional. O raio de Iphone de M, sem que ninguém solicitasse, entrava em 4G a cada vez que saia de casa levando o telefone. São 30 reais por dia. Quando veio o aviso já era tarde. Mas consegui agora bloquear esta “facilidade”, ótima para eles.

Ao meio-dia e meio, saio para comprar meu almoço aqui perto, mais uma bandeja com 20 ovos e queijo meia-cura, além de sopa de mandioquinha (batata-salsa) para o jantar. Lá se foram 72 reais.

Almoço e termino a limpeza da casa, mais a lavagem de roupas. A menina de São Carlos me liga, contando as aventuras e desventuras de procurar imóvel para alugar. Estão no hotel; enquanto ele trabalha em Descalvado ela cuida dos outros assuntos.

Amanhã, sexta-feira, eles vêm para cá, aproveitando os feriados para ajeitar o apartamento e demais assuntos.

Comprei, ainda hoje, passagens para Curitiba, de 15 a 19 de fevereiro, para visitar os irmãos. O resto da tarde passei descansando. Agora às 20h, enquanto terminava de arrumar meu guarda-roupa, liguei para M via WhatsApp. Logo o neto chegou e começou a brincar comigo ao telefone. Quando vi, já estávamos em 21h e pretendia escrever meu relato aqui. Termino-o e vou descansar. Amanhã cedo levo o carro à revisão e vou à musculação. Esse é o plano. Vamos ver se durmo bem, com essa gata no pé da cama.

Em casa

Desci no aeroporto à 18h10, pontualmente, numa viagem tranquila, sem incidentes. Vim num banco duplo, sossegado, pessoal quieto, sem crianças gritando. Assisti um filme, li um pedação de Grande Sertão, Veredas e cochilei um pouco. Comida ruim, comi de má vontade, espirrando molho na minha camisa favorita. Fora isso, tudo certo.

A bagagem e imigração não demoraram tanto quanto da vez anterior. Uma das malas foi aberta para inspeção; tinha um aviso quando abri em casa. Mas não sumiu nada.

Chamei o Uber (37 reais) e logo estava em casa, recebido por Milu. Tirei uma foto e mandei para M junto com os avisos tradicionais de fim de viagem.

Agora vou fazer um mate apesar do horário, tomar banho e me acomodar. Amanhã guardo toda a bagagem. Tudo certo, tudo em paz.

Quarta, 7

Agora são 6h49 e estou na sala de embarque do aeroporto de Fort Lauderdale. Acordei às 3h mas já tinha dormido tudo pois consigo adormecer antes das 21h. Troquei de roupa, fiz café, acordei M, tomamos café com muffins (um treco esquisito mas que gosto muito). Às 4h chamei o Uber e logo apareceu após dois minutos. De casa ao aeroporto, neste horário, são 30 minutos e 37 dólares, mais 7 de gorjeta. Sempre é meio tenso esses carros de madrugada, fico de olho esticado com medo que o motorista cochile. A rodovia é ampla, várias pistas, tudo em reta, tudo plano, propício para cochilar. Mas cheguei  bem, com bastante antecedência para o check-in e revista, RX, tirar sapato, cinto, notebook…

Sem incidentes, mas já ia esquecendo meu notebook na bandeja. E da fila gritaram “hey, sir, is’t yours?

Voltei para buscar e aqui me acomodei para escrever e avisar em casa que estava tudo certo.

Se partir na hora certa, 8h20, devo descer em Viracopos às 19h30. Espero chegar bem casa e amanhã recomeçar minha rotina.