Esqueci de contar

Que o resultado do exame deu : ruptura do sóleo, um rasgo de 1,5cm x 1,5cm. Portanto nada a ver com as lesões anteriores, que foram : rompimento de tendão do calcâneo (2016) e ruptura do gastrocnêmio (2017). Em comum, apenas que foram todos na perna esquerda.

Continuo em repouso ativo, completando um mês e dois dias. Mas logo volto aos meus treinos. É isso : tudo certo, tudo em paz.

A mãozinha do nenê já está maior, mais gordinha. No total já pesa 8,5kg e não vai ficar por aí.

Sexta, 11

Atividades do dia : logo cedo, às 6h30, pagar umas contas esquecidas de ontem. Tive um dia atribulado e acabei esquecendo. Nada grave, são os pagamentos dos dois treinadores; apenas transferir via web seguidos de um recadinho no Whatsapp. As contas oficiais não preocupam pois deixo-as no débito automático sempre.

Explicada essa parte, vou à fisioterapia no.9, seguida de uma caminhada curta e lenta de 2km, para teste ortopédico. Nota dez, sem dores, sem repuxar os tendões, sem sofrimento.

Aproveitei para comprar uma capa de celular (15 reais), uma película protetora (10 reais) e um suporte para o para-brisa (15 reais), quando usar um aplicativo de trânsito. Troquei o chip da Claro (agora chamado nano) especial para aparelhos novos. Lá se foram 30 reais, e saio do pré para o pós. Vai que volto a usar o 6162… Assim, fico preparado. O oficial é Tim 5884 para o dia a dia.

Agora à tarde, fui à musculação. Estou fazendo exercícios somente dos membros superiores. A recomendação é não fazer alongamento nem treinos para os cambitos por enquanto.

Agora, corrijo um texto. Foi um dia bem proveitoso.

Quinta, 10

Atividades do dia : ginástica às 7h30, passar no banco para configurar o smartphone, entrar no Dia para comprar banana e encontrar uma amiga da musculação (75 anos), sempre divertida – ficamos contando história na esquina e rindo alto quase meia hora.

Dali passei no “1,99” e comprei uma peneira grande de plástico para coar o kefir. Subi até a fisioterapia, sessão no.6, onde conversei com um antigo colega de trabalho e outras pessoas. Onde vou, paro e converso. X odeia esta minha mania. Mas eu continuo a conversar com conhecidos e desconhecidos. A duras penas consegui superar esse costume antipático do meu lugar de origem, onde pouca gente conversa despretensiosamente nas filas, nos ônibus, nos lugares públicos. Aqui, não. Você pode puxar conversa em qualquer lugar que logo está-se falando como velhos conhecidos.

Voltei às 10h30 para o sagrado mate de cada dia, o Estadão. o almoço simplesinho. Ela come pouco, com as bochechas inchadas e doloridas. Mas fiz-lhe café cedo e deixei a mesa arrumada antes de sair. Removo o lixo, guardo as roupas lavadas e secas, varro o chão, lavo-lhe a louça, levo-lhe água gelada, pergunto se precisa de mais alguma coisa.

E segue o baile, cada vez mais animado. Fui…

Quarta, 9

Fiquei enrolando em casa até perto de 10h, quando partimos para o dentista. Chegada no horário – 10h – com atendimento às 10h40. Procedimento finalinado às 11h30, passar na farmácia para comprar analgésico, chegar em casa para tomar mate ao meio-dia.

Almocei sozinho perto das 13h e logo saí para despachar as cópias de documentos para o advogado. Andar para lá e para cá, imprimir, xerocar, despachar.

De lá, para a fisio no.6 e, finalmente, em casa. Tinha chegado minha encomenda – um smartphone MotoZ, tela grande. O véinho que herdei já estava abrindo o bico, sem chance de rodar uns apps de banco, agora sem volta. Pois é, rendi-me às evidências e comprei um modelo moderno. Beleza : rápido e eficiente.

E cá estou, novamente descrevendo minhas atividades diárias. Não deu tempo de fazer musculação. Em todo caso, as dores estão desaparecendo lentamente. Amanhã pego o resultado do exame e levo ao médico. Aguardemos as novidades.

 

 

Terça, 8

Atividades do dia : ginástica chinesa, seguida de fisioterapia no.6, voltando a pé para casa, meio mancando, às 10h.

Não daria mais tempo de enfrentar a musculação. Fiz alguns pequenos consertos num rodapé, guardei malas no maleiro (precisa organizar colocando uma dentro da outra, subir escada etc.)

Após o almoço, descansei e li, organizei minhas contas, aguardei o final da “aula” de X com o treinador, para irmos dar um rolê numas confeitarias. A preparação do aniversário, como comentei em posts anteriores, deve ser fora de casa, para 15 pessoas.

Fui num lugar mais longe, arrumadinho, mas não deram bola nenhuma para nós ao chegar. Simplesmente virei as costas e me mandei, sob os protestos de X.

Meu argumento definitivo e que encerrou o papo : o aniversário é meu, eu que pago a conta, eu escolho o que bem entendo. Com esta demonstração de afeto e carinho, fomos para outro endereço, novo e perto de casa. Preço médio, instalações improvisadas, cardápio sofrível. Pela cara dela já vi não não iria rolar. Mas o gerente atencioso fez render uma conversa boa. Mas saí dali sabendo que já era.

Fomos para a terceira, conhecido endereço num bairro nobre, frequentado pela “elite”. Na verdade  quem frequenta mesmo  são jogadores dos times da cidade, moçoilas  gordotas sem ter o que fazer, velhotas no chá da tarde, essa fauna improdutiva que faz farol com pouco dinheiro.

Cínico, eu? que nada, conheço essa parada e não é de hoje.

Enfim, é o melhor lugar com o melhor cardápio com o melhor preço. O xarope é o barulhão pois está sempre lotado. Mas vai ser melhor que gastar a mesma coisa para fazer em casa, com o trabalhão para ela sem condições e só de pensar naquela montanha de louça após …deuzolivreme…

O escritório do advogado das nossas causas manda mais um email pedindo, pela centésima vez, cópias dos docs e procurações e papéis outros. Matéria para amanhã imprimir toda essa xaropada.

Em casa, fiz a sessão de musculação adaptada, com abdominais e uns pesinhos para ganhar o dia. É isso. Vou me trocar e descansar. São 18h53 e quero mesmo é sossego. Fui!

Soneto 29

Sete anos de pastor Jacó servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

Mas não servia ao pai, servia a ela,

E a ela só por prêmio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,

Passava, contentando-se com vê-la;

Porém o pai, usando de cautela,

Em lugar de Raquel lhe deu a Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos

Assim lhe era negada a sua pastora,

Como se não a tivera merecida;

Começou a servir outros sete anos,

Dizendo : mais serviria, se não fora,

Para tão longo amor, tão curta a vida.   (Soneto XXIX, Luís de Camões, 1524-1580)

Segunda, 7

Atividades do dia : pular cedo, pegar o busão, chegar às 8h30 na clínica, fazer exame, pegar busão de volta. Resultado sai na quinta, antes da consulta das 16h.

Voltarei lá de busão, pego o resultado, pego o busão e chego na clínica. Volto a pé.

Depois do almoço fui para a 5a. sessão de fisioterapia. Voltei às 15h, levei X ao perito (estacionamento durante 15 min por 5 reais), volta ao dentista para entregar a documentação, passar com ela no supermercado, chegar em casa e guardar tudo.

Agora, depois do café, descanso, leio o Estadão e escrevo aqui, enquanto a gata fica me espiando. Essa danadinha não sai do meu lado.

Amanhã pretendo ir à ginástica cedo, passar na fisioterapia e, de lá, ir à musculação.

Tenho também que passar na EMDEC para retirar minha credencial de idoso para estacionamento : todo ano é preciso essa renovação. Renovação não seria a palavra certa. Prefiro revelhação. Afinal, nós não nos renovamos mas envelhecemos a cada dia que passa. Pelo menos eu sou assim.

Domingo, 6

Atividades passadas : na sexta à tarde, apesar do calor forte, saí para resolver umas pendências. A primeira, depois de cancelar a reserva do hotel no RJ, foi a de preparar os formulários para que um amigo retirasse meu kit do dia 3 de junho. Assim, baixei os documentos no pendrive e fui a uma lan-house para imprimir. Então, duas folhas : 3 reais.

De lá, comprar água mineral. A tia sem troco, voltei com o galão vazio. Mais adiante, encontrei minha amiga K que me forneceria a “muda” do kefir. Passei no prédio dela e ganhei o vidrinho. Volta para casa. De casa, ir ao consultório do doutor das agulhas pegar a requisição para uma ressonância dos cambitos. Ele convenceu-se de que não estava adiantando apenas as espetadas. Vou fazer o exame para ver o tamanho do estrago.

Do consultório, tocar para a clínica. Vaga só para daqui duas semanas. Fui em outro : só daqui três semanas. Aviso o doutor. Ele recomenda outro lugar. Ligo lá, já ressabiado de ter que fazer particular, assunto de 1.000 reais, mas tenho sorte desta vez.

Além de atender meu plano, ainda tem horário para esta segunda-feira às 9h da manhã. Muito bem, fiquei mais animado. Só que X tem perícia no mesmo horário e mesma data.

Tento falar com o perito. Necas de atender. Tudo bem, fica para resolver na segunda-feira às 8h. De duas coisas tenho certeza : primeiro, não perco meu exame de jeito nenhum; segundo, X não vai sozinha de jeito nenhum. Logo, temos que dar um jeito nessa perícia porque os furos estão marcados para quarta-feira às 10h.

E sem perícia, necas de furos. Assunto para ela resolver sozinha na segunda, porque saio cedo de busão ao encontro do meu exame. Fui..

A todas essas, fui me acomodar quase às 6 da tarde, de tanto rodar de carro pra lá e pra cá.

Atividades de sábado : fui à sessão de fisioterapia número 4. De lá, já com o material pronto, iria à musculação. Mas desisti. Perdi a vontade de andar mais um tanto, fazer força, sentir dor na canela. Voltei lentamente para casa, peguei o carro e fui fazer compras de “frutinhas”, como costuma dizer X.

Não gosto dessa expressão, fiz de conta que não ouvi, comprei tudo que achei necessário.

Às 16h, meditação e X foi junto. Comportou-se melhor, sem resmungar muito, as pessoas ficaram felizes em vê-la. Saímos às 17h30 para ficar bloqueados no trânsito durante uma hora. Tinha começado uma corrida feminina ali perto e, consequentemente, as ruas estavam interditadas. O recurso foi estacionar e esperar o desbloqueio.

Depois do mate, perdi a fome. Jantei “frutinhas” e assisti um filme. Quase não entendi nada devido ao estrondo das torcidas de Ponte x Guarani, que se estendeu até perto da meia-noite. Nem a gata conseguiu se acomodar, assustada com os foguetes e helicópteros.

Hoje, domingo, atendendo a um pedido de X fomos a uma confeitaria para espiar os preços e cardápio, com vistas ao meu aniversário daqui a alguns dias. Mas estava fechada e abriria às 11h.

Para passar o tempo, fui comprar água mineral Ibirá – aquela de ph super alto – para os churrilhos de X.

Mais uma parada no Petshop, 29 reais, para os petiscos da safadinha.

Volta à confeitaria. Lugar pequeno, preços enormes. Muita conversa, muito blábláblá, X quis experimentar o espresso (odeio essa desgraça) mais um quiche e um doce. Tudo vezes dois, pela bagatela de 40 reais. Tudo bem. Vão me passar o orçamento na próxima semana.

Serão poucos convidados : irmãos, cunhada, filha, genro e agregados, total de 12 pessoas. Prefiro em casa, mas X não tem mais condição física, nem ânimo, nem paciência de repetir as dezenas de aniversários caseiros. Nem eu tenho vontade de reunir muita gente.

Depois daquele lá em casa em maio de 1967, nunca mais foi o mesmo. Aquele, sim, valeu a pena só pela presença de tantas pessoas queridas.

De qualquer modo, todo mundo continua convidado para esse e outros até eu morrer. Vai que numa dessas dá certo. Nunca se sabe…

Almoço de hoje, já que estava na rua, foi no restaurante de sempre novamente. Encontrei alguns amigos, cumprimentei-os, almocei, paguei, voltamos embora. Agora, numa tarde de muito calor – são 13h53 – vou descansar, ler o jornal e assistir o futebol.

Sempre a mesma coisa, sempre na esperança, sempre em paz e que o Senhor nos acompanhe, como diz o padre no fim da missa.

É isso, bom domingo para todos e uma ótima semana com muita alegria e disposição. Dincuia, panhe…