Autor anônimo

      Al que desafió su propio cuerpo y mente.

        Al que se propuso conseguir una meta y otra después.

        Al que se animó.

        Al que un día se convirtió por un instante en Filipides.

        Al que llevó la palabra de paz a sí mismo.

        Al que transmitió fé, entusiasmo y voluntad para lograr lo aparentemente difícil.

        Al que sintió algúna vez la soledad y la fatiga de los treinta y cinco kilómetros.

        Al que corre sin importarle el premio material.

        Al que recordó algúna véz a Juan Carlos Zabala, Delfo Cabrera, Reynaldo Gorno y otros.

        Al que le hizo frente a un objetivo, no tan imposible.

        Al que mostro un espejo donde pueden mirarse sus hijos.

        Al que cree todavía que se puede hacer algo, sin tener que lograr un rédito económico.

        Al que admira a un discapacitado por hacer lo mismo que uno, pero…..”con más que uno”.

        Al que esta nervioso en la largada, y se entusiasma a los diez kilómetros.

        Al que disfruta los quince kilómetros y se siente capáz a los veinte kilómetros.

        Al que le duele a los veinticinco kilómetros.

        Al que casi se rinde a los treinta kilómetros.

        Al que dice “puedo” a los treinta y cinco kilómetros.

        Al que se emociona a los cuarenta kilómetros.

        …….y llora como un hombre a los 42,195 kilometros, la meta soñada.

        Al que agradece al ser supremo, por poder correr y sonrie mientras lo hace.

        A vos, corredor, por que siento lo que sentís…………..

        Gracias por tu felicidad, que es la mia.       

Quinta-feira, 17

Atividades do dia : ginástica às 7h30, seguida de rodagem leve de 3,5km na rua. Finalmente corri sem sentir nenhum desconforto. É verdade que fui devagar e o trecho foi curto. Mas era apenas um teste. Amanhã tentarei novamente na musculação, fazendo mais um pouco de esteira.

À tarde, levei-a para remover os pontos. Estava se queixando de dor forte na região e o dentista tranquilizou-a. Agora é “só sentar e aguardar”…

Quantas vezes ouvi esta frase em consultórios, para mim, para os filhos e, ultimamente, apenas para ela…

Fui duas vezes à farmácia, a primeira vez após a ginástica para comprar-lhe o corticoide e, à tarde, os medicamentos anti-inflamatórios e os da tireoide. Após, emendamos na quitanda para comprar os “vegetables”.

De volta para casa, terminar a correção dos textos e despachá-los.

Esqueci de comentar que ontem, após a segunda perícia, passamos numa confeitaria que visitáramos no sábado. Fui lá para, educadamente, cancelar a reserva ou ameaço de reserva que fizera na semana anterior. Os preços me assustaram quando me passaram pelo Whatsapp. Agora vou contratar outro lugar, melhor e menos caro, para doze pessoas. Será no sábado às 16h30 para comemorar meu aniversário.

Hoje recebi os cumprimentos dos meus amigos de Canoinhas, JVL e senhora. Temos uma amizade de 50 anos, sem nunca deixarmos de cumprimentar um ao outro pelo aniversário. O dele é em 11 de fevereiro e fez 73 anos.

Gatos

ODA AL GATO, de Pablo Neruda, in “Navegaciones y regresos, ed.Losada, Biblioteca Clásica e Contemporânea, Buenos Aires, AG, 1959.

 

Los animales fueron imperfectos, largos de cola, tristes de cabeza.

Poco a poco se fueron componiendo

Haciéndose paisaje, adquiriendo lunares, gracia, vuelo.

El gato, solo el gato apareció completo y orgulloso : nació completamente terminado, camina solo y sabe lo que quiere.

 

Eu hombre quiere ser pescado y pájaro, la serpiente quisiera tener alas, el perro es um León desorientado, el ingeniero quiere ser poeta, la mosca estudia para golondrina, el poeta trata de imitar la mosca,

Pero el gato

Quiere ser sólo gato

Y todo gato es gato desde bigote a cola

Desde presentimiento a rata viva, desde la noche hasta sus ojos de oro.

 

No hay unidad como él, no tiene la luna ni la flor tal contextura :

Es uma so cosa como el sol o el topacio,

Y la elástica linea em su contorno

Firme y sutil es como la linea de la proa de uma nave.

Sus ojos amarillos dejaron uma sola ranura

Para echar las monedas de la noche.

 

Oh pequeño emperador sin orbe,

Conquistador sin patria, mínimo tigre de salón, nupcial sultan del cielo

De las tejas eróticas, el viento del amor en la intemperie

Reclamas cuando pasas y posas cuatro pies delicados en el suelo, oliendo,

Desconfiando de todo terrestre,

Porque todo es inmundo

Para el inmaculado pie del gato.

 

Oh fiera independiente de la casa, arrogante vestigio de la noche,

Perezoso, gimnástico y ajeno,

Profundísimo gato,

Policia secreta de las habitaciones, insignia de um desaparecido terciopelo,

Seguramente no hay enigma em tu manera, tal vez no eres misterio,

Todo el mundo te sabe y perteneces al habitante menos misterioso,

Tal vez todos lo creen dueños, propietarios, tíos de gatos, compañeros, colegas,

Discipulos o amigos de su gato.

 

Yo no.

Yo no subscribo.

Yo no conozco al gato.

Todo lo sé, la vida y su archipíélago, el mar y la ciudad incalculable,

La botánica,

El gineceo com sus extravíos,

El por y el menos de la matemática,

Los embudos volcánicos del mundo,

La cáscara irreal del cocodrilo,

La bondad ignorada del bombero,

El atavismo azul del sacerdote,

Pero no puedo descifrar um gato.

Mi razón resbaló em su indiferencia,

Sus ojos tienen números de oro.

Quarta-feira, 16

Atividades de hoje : boas notícias; fiz um teste por conta, indo à musculação andando, sem sentir dores. Aí aproveitei e, cuidadosamente, fui na esteira para andar 1km. Foi indo tão bem que aumentei a velocidade, de 6kmh para até 8kmh, onde é obrigado a trotar. Ai fiquei trotando levemente para observar o comportamento do cambito esquerdo.

Para minha satisfação, rodei 2,5km sem sentir nada “pegando” na panturrilha esquerda. Mas não exagerei, parei por aí e fiz os exercícios adequados, de membros superiores, além de abdominais e pranchas. Tudo certo. Fiz uma hora e quinze minutos no total e me mandei para casa, com uma chuvinha leve no lombo. Tudo certo, tudo em paz. Fui!

Terça-feira, 15

De volta para casa, chegando às 10h50, direto no Pão de Açúcar para umas compras básicas. Hoje à tarde chega a cunhada, fazendo o sacrifício de vir para o meu aniversário. Durante quase esses cinquenta anos, nunca tive certeza de ter agradado. Sempre me pareceu que vinham, sem demonstrar má vontade, mas com o nível de animação próximo de zero. Enfim, mais uma vez terei a oportunidade de confirmar.

Dia nublado, friozinho, pegamos uma chuva violenta na região central do Estado; cada vez que vou ou volto de lá, passo um medo com a chuva forte. Mas após 145km e quatro pedágios, finalmente estou em casa nos meus assuntos.

À tarde farei um teste de rodagem para sentir como estão as canelas. Até agora não senti mais nenhuma dor ou desconforto. Vamos ver em movimento.

Tudo certo, tudo em paz. A estadia lá foi amistosa, o genro é sempre alegre e simpático, atencioso comigo. A menina estava feliz pois adotou dois gatinhos abandonados – um macho e uma fêmea – de três meses, brincalhões e divertidos. Estão todos felizes em casa.

 

Sábado, 12

Atividades do dia : fisioterapia, final das 10 sessões. Se adiantou ou não, não sei. Fí-las por iniciativa própria, sem indicação médica. As sessões são absolutamente tradicionais, sem a menor comprovação de eficiência. Além do quê, o fisioterapeuta – tal e qual um curandeiro – faz a prescrição de per si e nem acompanha os procedimentos, que ficam por conta de estagiários. É um verdadeiro charlatão.

Daí me perguntarão : por que vai lá?

Porque é perto de casa, ele consegue autorização do plano de saúde, os aparelhos servem para reduzir as dores e me mantêm afastado  dos treinos.

Ao andar na ida e volta, não senti desconforto – servindo para os primeiros testes. Na segunda-feira, andarei mais rápido e mais longe e, assim sucessivamente, até conseguir trotar levemente e novamente.

Depois dessa história, voltei para casa e fomos às compras de supermercado, além de passar no Japa aqui perto para pegar a feijoada do sábado, uma das minhas inúmeras loucuras. Ela ficou distante, preferiu legumes apenas. Já eu, me afundo com gosto a ponto de tirar um cochilo após lavar a louça. Eu lavei, ela encarregou-se da roupa a lavar.

Agora vou à meditação. Na volta, sessão de pão de queijo. E amanhã, passeio em São C para comemorar o Dia das Mães, junto da filha e genro.

Feliz Dia das Mães a todas vocês, que tiveram esse trabalhão todo. Nós, papitos, nem tanto. Tudo bem, nada é perfeito. Tudo certo, tudo em paz. Fui…