Quinta-feira, 29

Um dia gelado. Dormi mal. Barulho do vento forte sem cessar a noite toda.

Enjoo de estômago, achei que estava contaminado, igual aos outros aqui em casa.

Mas não passou de um mal-estar contínuo, sempre com.a labirintos enquanto me movo mais rápido.

Zero café da manhã.

Saímos, de carro, às 8h45 para entrevista com a nova cuidadora. Conversas de cunho geral, protelando para o próximo mês.

De volta para casa, sonolência após uma pequena refeição.

Desisti de almoçar e fui deitar. Cochilo agitado.

A menina ligou três vezes para saber de nossa situação.

14h – uma fruta, água e o remédio do dia.

Tentei ver TV, só me causou sonolência.

Leitura, escrita, descanso.

Zazen às 5h30 e 19h30.

Vou deitar cedo e continuar a ler.

Quarta-feira, 28

Musculação com 15min de esteira.

Ir ao centro da cidade para consertar os óculos de dona S, por 25 reais, devido à queda causando espanamento da rosca e perda do parafuso da haste.

Não é a primeira vez. Volta e meia isso acontece por deixar largado em qualquer canto.

A 02 contaminou-se com rotavirus e passou o dia a vomitar.

Tive que ir à farmácia, sair do meu sossego.

Não há um dia de paz aqui.

Passei o dia ocupado com essa turma.

Foi das 6h às 18h, doze horas de atividade.

Agora, finalmente, ver um pouco de TV e fazer zazen duas vezes.

O clima mudou para frio e chuva, melhorando a qualidade do ar extremamente seco.

Terça-feira, 27

Retorno aos treinos de rua, com 6,5km leves mesclados com caminhada.

É pouco mas seguro para voltar após 15 dias de afastamento.

Amanhã pretendo aumentar essa cota.

Hoje foi dia de concluir uma parte do tratamento ao finalizar duas próteses sobre implantes.

Segunda atividade: visita à nutricionista às 15h, com as recomendações usuais.

17h – revisão de texto concluída.

19h30 – zazen

Segunda-feira, 26

Depois de dois dias de sossego, já amanheci no pique. Às 7h a filha liga pedindo ajuda, passou mal à noite, o bebê não vai à escolinha, o pai no trabalho.

Larguei o café, passei na panificadora e peguei pão, queijo, frutas, suco de laranja, agia de coco.

Fiquei com elas até meio-dia, fui buscar as 01 e 02 para providenciar o almoço e cuidar delas.

Fui almoçar no Vila gastei 53,00 e comprei almoço para elas, mais 53,00.

Mais um tempinho com o bebê, ajudei na arrumação da casa e voltei para casa.

Musculação, 10min de esteira, lavar a roupa, fazer compras por 235 reais.

Sábado, 24

O dia todo em casa. Não saí para nada, não fiz treino, dia frio, ainda meio tonto.

Apenas levei as duas irmãs fazer compras. Gastaram 650 reais em material de aniversário mais 70 de sachês do gato.

Voltei devagar ainda zonzo.

Deve ter sido reação dos remédios, principalmente da acetilcisteína para desobstrução nasal, causando-lhe desequilíbrio do labirinto.

Sexta-feira, 23

Dia de pagamento. Uma surpresa boa: o adiantamento do 13o. salário que serviu para fa,er umas aplicações extras.

Dia de treino presencial: fui animado, aquecimento 20min na esteira, fiz todas as séries mas na última “colapsei”.

Uma,queda de pressão e uma crise de labirintos me deixaram prostrado, tonto, zonzo, suando frio.

Demorei para me recuperar.

Precisei levar as duas irmãs ao apartamento, fui guiando lentamente, cuidadosamente para não perceberem e não fazer alguma burrada no trânsito.

Deu tudo certo. Passei o dia em casa, de resguardo, tomando chá de espinheira santa, lendo, escrevendo, assistindo TV.

Zazen, leitura, jejum, dormir cedo.

Histórias de rua

Primeira história: Armando, um homem enorme, meu amigo de academia, cara feia mas uma simpatia sem fim.

Encontro-o pela rua, na academia, no café da manhã do Hihon. Apenas cumprimento e faço sempre a mesma pergunta, que o diverte: – já fez o treino hoje?

Ele, invariavelmente, responde: daqui a pouco.

E fica nisso.

Desta vez encontrei-o às 8 da manhã, sentado na escada do consultório dentário, que não sabia que frequentava.

Salve, Armando!

Pô, meu, estou sentado aqui desde as 7 horas, meu horário, e ninguém chegou ainda.

Nesse instante aparece S. a secretária, já perguntando “Armando, por que não veio ontem às 7h, que era seu horário?”

“- Ontem? achei que era hoje”

Fim da história. Armando e seu corpanzil embarcam no táxi, para voltar semana que vem.

Segunda história: eu estava terminando o treino de rua de 6km, me aproximando de um catador de reciclável, na avenida Princesa e logo vi a situação curiosa – o cão caramelo na carrocinha, de óculos escuros, ar “solene” (na verdade, com a cara de sempre de um cachorro). Cheguei mais perto para tirar uma foto. Alcancei o carrinheiro e puxei conversa. Perguntou meu nome, perguntei o dele. “William, e o cachorro é Sansão. Ele já tomou café da manhã. Eu, não, só uma “branquinha”” . Entendi, claro.

Esse povo tradicionalmente tem um companheiro canino. Elogiou-o, pegou quando filhote, “é meu filho”, abraçou-o e Sansão lambeu-lhe o pescoço.

Conversamos amenidades e despedi-me. Ele estendeu o cotovelo substituindo o aperto de mão.

“Aprendi com a presidente Dilma’, explicou-me. Sansão continuou imperturbável. Não me pediu nada e continuaram seu caminho.

Quinta-feira, 22

Novamente uma noite de sono ruim. Acordei várias vezes para tossir e excretar muco nasal e pulmonar.

Apesar disso, levantei cedo, às 5h, participei do zazen às 5h30, organizei as tarefas matinais – café, arrumar a mesa, tratar da gata, recolher a roupa do varal, várias coisinhas.

Às 7h30 iniciei, finalmente, um treino de rua.

Foi ótimo, completei 6 5km sem me esfalfar.

Em casa, descansei ao deitar durante 1 hora.

Tudo certo nesta quinta-feira, sem a presença da filha e bebê.

Um dia mais quieto e sossegado.