Sábado, 26

Dormi pouco, dormi mal. Muitas entradas de enfermeira aqui, o tempo todo.

É do tratamento, é normal, está tudo certo. Mas ninguém dorme que preste num.lugar desses.

Foram uns dois ou três intervalos de hora ou hora e meia.

Às 6h já estava me movimentando aqui, com medições, remédios, banho, café, exercícios respiratórios.

Uma pausa para espiar o noticiário, responder o WhatsApp e checar os aplicativos.

Agora vou andar no corredor e esperar a filha me fazer companhia.

Conversa por vídeo com o filho e nora no RJ.

Novas medições, visita da médica de plantão.

Meio-dia : médico pneumologista assinou minha alta, com receitas, recomendações, retorno de consulta no próximo mês.

Última dose de antibiótico injetável, queimando meu braço e, finalmente, remover o acesso.

Almoço final com a filha. Em seguida, ela foi à farmácia.

14h30 – saída, finalmente, para casa.

15h – café sossegado, reencontro com a família, organizar medicação, a filha saiu para compras para nós, a vida volta ao normal.

22h – dormi em paz.

Sexta-feira, 25

Amanheci fora da UTI , já bem acomodado num excelente apartamento, livre dos penduricalhos que me prendiam ao leito.

Pude dormir bem, tomar banho sossegado, pois é “suite”, com telefone, TV, banheiro privativo, frigobar, cofre…

O médico apareceu cedo, auscultou, mediu, explicou e me liberou para alta amanhã.

Ainda apareceram a fisioterapeuta e enfermeiras com injeção, inalação, antibiótico, omeprazol, medições, remédios.

Mandaram andar no corredor, fazer alongamento e exercício respiratórios.

Almoço com a filha, conversas compridas, mensagens para amigos.

Pagar 4.200 reais para o dentista.

Passar a tarde entre almoço, cochilo, andar novamente, ler, antibióticos, remédios vários, jantar.

Quarta e quinta, 22 e 23

Escrevendo agora às 4 da manhã, pois estou acordado desde ontem. Sem sono, com esse monitor apitando a noite toda.

Levantei 4 vezes para urinar. Nesta última nem chamei o enfermeiro.

A ordem é chamar a cada vez e ele acompanhar na ida e na volta, desconectando os aparelhos e religando na volta.

Foi bem até trocar o turno. O primeiro muito exigente no cumprimento das regras.

Já o segundo, após a meia-noite, já me liberou para ir sozinho e não voltou para religar o monitor.

Agora me atacou a rinite alérgica, coriza braba e olho esquerdo lacrimejando, típico sinal de conjuntivite

Tô lascado. Só mijando e tomando água.

8h – começa a aparecer gente de todo lado.

Primeiro uns manés serrando, pregando, montando algum móvel, fazendo muito barulho. Que loucura, aqui é uma UTI, carai!

Eu já puto e cansado e iniciam o entra e sai aqui no quarto quase ao.mesmo tempo.

É nutricionista, enfermeira, fonoaudióloga, fisioterapeuta, três médicos, café da manhã, tudo ao mesmo tempo, como é que vai está se sentindo bem passou bem precisa de alguma coisa é só chamar …

Um café ruim, já fui urinar, já tive que andar pra lá e pra cá no corredor trombando com outros Walking Dead.

O pneumologista deu a notícia que vou ficar mais um dia aqui e mais outro no semi-intensivo.

Contar em casa, conversar com a filha, tomar o remédio, não tive um instante de sossego a manhã toda.

Almoço pavoroso, não comi nada.

Pelo menos me reorganizei na higiene pessoal.

A filha trouxe roupas limpas. Esqueci de pedir livros, fio-dental, a prótese e a cola.

À tarde me atormentaram o tempo todo com perguntas, avisos, questionários, procedimentos.

Finalmente consegui dormir um pouco, algumas horas de paz.

Acordei às 5h, tomei banho, destruí o acesso venoso, levei uma bronca da enfermeira mas valeu a pena o alívio de lavar o cabelo.

Café ruim e frio.

Visita do médico: vou continuar, devido aos remédios.

A filha trouxe-me livros.

A fisioterapeuta me fez andar duas voltas no corredor de braço dado, conversinha xarope.

Almoço atrasou, estava sem fome mesmo.

Leve cochilo à tarde, senti frio, lanche minúsculo, TV sem graça.

A filha ficou até 8 da noite, estratégia de desmamar o bebê,.

O genro fez compras de groceries para minha casa, retribuindo gentilezas passadas.

A sobrinha distante escreveu. Uma única dentre meia dúzia.

Mais inalação, descongestionante, passeio com a fisioterapeuta novamente.

O médico avisou que ainda hoje progredirei para o quarto, saindo da UTI.

Conversa longa com a filha, descreveu-me minuciosamente seu parto de dois anos atrás.

Recordações importantes para ela e para nós.

Segunda-feira, 20

Amanheci mal novamente, sem ânimo para nada. Mas dona M está pior: mesmo quadro meu, debilitada, sintomas agravados.

Concordou em ir ao hospital e a filha veio buscar.

Lá ficaram das 9 até duas da tarde

Fiquei pajeando a tia. Até o meio-dia, quando então resolvi deitar, meio zonzo, sem apetite.

O que era um repouso virou um terror.

Comecei a tremer sem parar, me cobri até a cabeça e nada de melhorar.

Achei o termômetro e pah! 39,5 graus, febrão.

Só parou às 2 da tarde quando elas voltaram e me deram uma dose de Lisol.

Praticamente apaguei e dormi entrecortadamente até às 8h do dia seguinte, quando de má vontade engoli um mingau.

Terça-feira, 21 – Feriado Nacional

Não teve jeito. Tive que me render e aceitar que a filha me trouxesse ao hospital.

Rapidamente atendido, a médica pediu tomografia do pulmão.

Fiquei desconfiado pois para dona M bastou um RX.

Espera de 1 hora, exame realizado, mais meia hora para o resultado e às 13h a pancada pah! Pneumonia…

Resultado final: já fiquei internado na UTI, tomando soro, anti-inflamatório, antibiótico, descongestionante, xarope, antifebril…

A filha teve que ficar comigo até 6 da tarde, com dois intervalos mínimos para almoçar e buscar meus remédios de uso contínuo em casa

O bom da coisa: as refeições e o sossego.

Talvez tenha alta amanhã à tarde, ao vencer 24 horas, mas a depender da evolução.

Estou aqui deitado o dia inteiro, já são 2h40 da madrugada, não consegui dormir, sem sono, mas tranquilo.

Conversei pelo Facetime com os filhos no exterior e a minha neta e genro daqui.

Já dona M me tratou irritada, reclamando porque isso, porque aquilo…

Mais tarde me escreveu suave. Deve ter se arrependido ou levou uma dura da filha que está me cuidando.

Visitas rápidas e educadas de dois médicos duas fisioterapeutas, um nutricionista, enfermeiros o tempo todo.

Quando amanhecer o dia, a coisa muda de figura. Vamos ver que bicho que dá…

Não sendo zebra, tá bom.

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Domingo, 19

Acordei cedo mas voltei para a cama e fiquei deitado até perto de 8h.

Meio zonzo, garganta inflamada, rouco, com secreção. Mais um dia sem treino e sem vontade fazer nada.

Zazen das 10 às 11h15, almoço minúsculo, ver TV, molhar as plantas, fazer nada de útil.

Escrevi para um dos dez herdeiros, que está devendo um documento, para pressionar pois esse negócio não sai do lugar.

A resposta demorou cerca de três horas, num texto “cheio de dedos”.

Nada resolvido, o cidadão está nos EUA e foi ao consulado fazer uma procuração para um dos seus irmãos.

A chance é de resolver isso em breve é zero.

Zazen segundo às 19h30, com mingau de aveia antes.

Estou mal da virose.

Sexta e sábado, 17 e 18

Dia intenso: às 7h30 o gesseiro já estava aqui. Ajeitei-lhe a entrada na garagem, descarga de material, proteção do elevador.

Treino presencial – cancelado, para levar dona M ao endocrinologista, marcado para 9h.

Fiquei aguardando na luteria próxima, contando histórias com meus conhecidos.

De volta às 10h, o gesseiro já tinha terminado o reboque e se mandado.

Paguei-lhe imediatamente os 380 reais e fiquei de olho no serviço. Aparentemente uma porcaria.

Uma da tarde – apareceu o proprietário do apartamento envolvido na treta.

Um velhote jovial com a wife, mais nova, cara de segunda remessa.

Dito e feito. Mas foi legal, conversa amistosa e pagamento integral na hora.

Dessa treta estou livre. Ficou a lembrança de recordar meus conhecidos de Ouro Fino, gente boa, aparentados do cavalheiro.

Uma hora após, despediu-se e fim de papo.

Tratei de me acomodar e relaxar após estas duas semanas sem sossego.

Sábado- hoje. Pulei cedo e fui levar o genro a um exame, em que é obrigatória a companhia devido à sedação.

Fiquei esperando uma hora até que se aprontasse para sair e me encontrar.

Mudaram os planos. Foi com a esposa e fiquei com a neta.

Para distraí-la, fomos comprar pão e ” água di toto”.

Ficou conosco aqui até 11h, quando a mãe veio ao seu encontro.

Assim, lá se foi mais um treino para o beleléu.

Quinta-feira, 16

Finalizei a Declaração de Imposto de Renda, pagando 8 x 1.158,32

Passar a manhã toda sossegado no apartamento 03

Mas a faxineira não veio. Sempre um pretexto novo. Está paga a sessão.

Encanador dando o cano no recibo de 1.500 reais e não consigo cobrar o devedor.

E o Cartório não finaliza nem avisa sobre a escritura.

1 da tarde – mudou tudo. O encanador veio, fez o teste, liquidou o assunto, contratei o gesseiro vem amanhã cedo.

Quarta-feira, 15

XP – pagar cartão de crédito

Correio – gastar 1hora para despachar os cajus de tio LA, a um custo de 58 reais, e a trabalheira para mais um app dos Correios.

Treino – andar 30min na esteira

Miniextra – 60 reais em produtos de limpeza

Ricardo voltou ao hospital. Nada sério, apenas ultrassom

Doctors First – mais um gasto de 372 reais em suplementos

XP – aplicação minúscula de 280 reais

Aluguel recebido – 580 reais

CRI Santander – entra e sai 11.800 reais

Terça-feira, 14

Reinício dos treinos, com 15min de esteira e uma sequência de pesos.

Arrumação da casa, comprar 30 sachês do gato, 80 reais na Amazon.

Tranferir numerário para a XP quitar cartão de crédito, receber o haver da 02, cerca de 5 mil reais e no mês que vem liquidar essa conta de uma vez por todas.

Laboratório odontológico – fazer os exames da 01

Contratura lombar – tomei 1 Cataflan