Leituras

Estou vendo aqui sobre minha estante os livros que leio atualmente. Meu costume é ter vários em andamento. No momento são estes:

Troilus e Créssida, de Shakespeare; Desvarios do Brooklin, de Paul Auster; O escândalo dos Wapshots, de John Cheever; Uivo, de Allen Ginsberg; Os argonautas do Pacífico Sul, de Bronislaw Malinowski; A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna.

Gosto de todos eles, misturo tudo e esqueço novamente.

Parece meio confuso e é. Leio um pedaço de cada um, esqueço o que li, recomeço e me divirto assim mesmo

Segunda-feira, 29

Vento gelado, frio intenso. Saí às 8h30, rodei 6km muito levemente, até andando um pouco.

Priorizei o alongamento porque o frio me maltrata muito.

Horário no dentista marcado para 15h. Lá vem encrenca…

Filha, mãe e tia saíram às 10h para espiar outro apartamento. Voltaram alvoroçadas. Fico só de olho nas conversas, sem dar palpite. Vamos ver que bicho que dá…

15h- uma extração dolorosa do dente da frente. A dentista arrancou um e montou uma dupla provisória que deve aturar até o fim de setembro.

Depois desta fase será colocado mais um implante. Sofrimento à vista.

Domingo, 28

Acordei cedo, bem disposto. Saí para andar e correr, fiz 6km leves e voltei bem, apesar do cansaço da viagem de ontem.

Convite para almoço na casa do genro, lá fomos nós às 11h30. Levei-lhes o cuque trazido do Yujo.

Almoço social, divertido, preparado pelo casal.

Retorno para casa às 5 da tarde. Vento gelado contrastando com o calor da manhã.

O clima vai mudar para frio.

Sábado, 27

Preparação para voltar para casa, 500km à frente. As duas se arrodeiam enquanto já preparei minha bagagem desde ontem.

A 02 agora costuma acordar tarde, perto de 8h. Por mim estaria na estrada há horas.

Saída às 9h40, chegada às 15h10.

Vim em menos tempo porque a parada no meio do caminho foi bem rápida, não mais que dez minutos.

Pouco trânsito e sem sustos, desta vez nenhum maluco na estrada.

Sexta-feira, 26

Treino em casa, via Zoom, às 7h30. Senti tontura o tempo todo, medi a pressão, estava baixa.

9h30- passou o mal estar, fui de busão visitar o irmão 2. Comprei-lhe um bolo ali no centro, embarquei na estação central, desci na estação D.Pedro.

Fiz os pagamentos, recibos, documentos do E-Social com relação aos cuidadores.

Aceitei o convite de almoço e fiquei até 13h, horário em que ele tem que descansar.

Passei na casa dos outros irmãos para me despedir porque amanhã volto para São Paulo.

16h- agora levarei  dona D e irmã para se encontrar com uma amigas velhotas. Fico livre partir ao supermercado fazer umas compras para levar amanhã.

Só me arrumam serviço de todo lado.

Quinta-feira, 25

Dia dos investimentos, dia de receber a aposentadoria e separar o que deve ser pago e aplicar o restante.

Faço isso logo cedo, às 7h.

8h- exercícios indoor para me aquecer e espantar esse frio do djanho, como dizem por aqui.

11h- levar a irmã de dona S tomar a injeção contra osteoporose. Lá se vão 970 reais numa mini-ampola de medicamento biológico. Uma vez a cada 6 meses.

14h- vista ao irmão 2 levando o 1 junto.

Quarta-feira, 24

Aniversário da irmã de dona B, aos 71 anos. Desde ontem, devido à novidade da viagem – alteração na rotina – está um pouco atrapalhada, alheia aos acontecimentos.

Acordei tarde, às 8h30, devido ao cansaço dessas viagens seguidas.

Fui ver o irmão 2 e ajudei-lhe nos encargos financeiros, dando uma organizada nos pagamentos e uma ordem nos documentos, cópias e pagamentos diversos.

Ele tem continuamente a ajuda de um dos genros mas alguns assuntos ele só trata comigo. Idiossincrasias, fazer o quê…

O frio amainou durante esta manhã e assim pude fazer meu exercício indoor. Já treinos de rua nem pensar. Só quando voltar para minha casa.

Às 11h levei a irmã de dona A para tomar a injeção semestral de 970 reais.

Lá puxou um cartão de crédito que nunca usou. Imaginem se funcionou.

Zero de eficácia. Usei o meu e cobro-lhe por PIX.

Terça-feira, 23

Meu prezado amigo Zeca P. (baterista da nossa banda nos anos 60) orgulhosamente apresenta mais uma netinha, nascida sexta-feira passada, uma lindeza redondinha chamada Madalena.

Ele tem seis ou sete netos já. Ganhou de todos nós. Eu tenho só dois. Dos irmãos Guedes, o mais velho ainda não é avô. O outro já tem netos mocinhos.

10h – saída para Samas, chegada ao meio-dia. Almoço no restaurante japonês, onde encontrei novamente a professora Solange.

13h – visita ao cemitério. Encontro tudo diferente, antigas sepulturas reformadas, tudo com ar de modernidade umtanto exagerada nos porcelanatos, portas de vidro, esquadrias de alumínio. A impressão que tive foi a de um condomínio fechado e brega. Aquela aura de respeito, tristeza e saudade foi substituida pela assepsia, limpeza, tentativa de suavizar a força da morte.

13h30 – na Igreja Matriz, tradicionalmente uma visita importante neste ambiente sagrado, de inúmeras recordações.

14h – na beira do rio Iguaçu, que me pareceu majestoso, solene, lindo de ver tanto quanto a visão incrível na rua do meu avô. Que coincidência flagrar a saída da garagem justamente no momento em que as irmãs espiavam o local da antiga residência delas.

15h – assinatura do contrato de escritura, pagamento das custas, uma longa e agradável conversa com a prima advogada.

17h – cafezinho no Yujo e compra de erva-mate na Vó Techa.

18h – retorno a Curitiba, chegada às 20h, sem alterações, incidentes ou sustos.

Uma viagem proveitosa com uma agradável surpresa. Essa foi uma das melhores viagens ao meu rincão natal.