Sábado, 31

Fim do mês de agosto, mês de cachorro louco.

Contas em dia, treino em dia.

Rodei 5,5km hoje, alternando corrida leve, forte e caminhada no Treino A programado.

Tudo certo. Calor, ar seco, sol.

Dormi mal, fui tarde, quase 11 da noite, sono irregular, levantei 4 vezes, sonhei com tudo um pouco.

Terça-feira, 27

Dia gelado. Zero treino. Atender bebê e filha, fazer compras no supermercado,  encomendar óculos novos com lentes multifocais.

Achei que ficaria livre de óculos mas não foi desta vez.

Apesar de ter feito cirurgia de cataratas há menos de 2 anos preciso voltar a usar.

Gastei 705 reais em lentes Zeiss, com.a mesma armação. Deverão ficar prontos dentro de 20 dias.

Fim de semana

Normal, gelado, um tantinho de chuva, suficiente para limpar o ar maltratado da fumaça e fuligem das queimadas na região.

Um crime que se repete ano após ano sob o pretexto de preparar a terra para novos plantio.

Sábado: aniversário da 02, aqui. A preparação de sempre, as receitas de sempre, o resultado cada vez pior, zero de animação, a aniversariante sequer percebe o que está acontecendo.

Poucas lembranças de conhecidos, nenhuma de algum parente.

Só nos três à mesa, fingindo satisfação.

No domingo, tratei de me safar cedo. Passei a manhã no zendô, paguei o aluguel, comprei o almoço de sempre, recebi o genro e família.

Nossa alegria é a netinha, esperta e divertida, inteligente e cheia de energia.

Os filhos ligam, mandam presentes e lembranças e ela permanece flutuando no alheamento.

Segunda-feira: dia gelado, ensaio uma caminhada na esteira e uns exercícios de força.

11h- de busão, atrasado, vou ao oculista, volto com receita nova. O recurso é voltar a usar óculos permanentes.

Amanhã vou à ótica fazer o aviamento.

Meditação, descanso, deitar cedo, escrever aqui e reiniciar a leitura de livros.

Ave, la poesie de Catherine Pozzi, apud Paul Valery

Très haut amour, s’il se peut que je meure

Sans avoir su d’où je vous possédais,

En quel soleil était votre demeure

En quel passé votre temps, en quelle heure

            Je vous aimais,

Très haut amour qui passez la mémoire,

Feu sans foyer dont j’ai fait tout mon jour,

En quel destin vous traciez mon histoire,

En quel sommeil se voyait votre gloire,

            Ô mon séjour…

Quand je serai pour moi-même perdue

Et divisée à l’abîme infini,

Infiniment, quand je serai rompue,

Quand le présent dont je suis revêtue

            Aura trahi,

Par l’univers en mille corps brisée,

De mille instants non rassemblés encor,

De cendre aux cieux jusqu’au néant vannée,

Vous referez pour une étrange année

            Un seul trésor

Vous referez mon nom et mon image

De mille corps emportés par le jour,

Vive unité sans nom et sans visage,

Cœur de l’esprit, ô centre du mirage

            Très haut amour.