Começo o dia com chuva, de carro, em direção ao dentista. Ansioso, ansiado, aperto no peito, parecer a primeira vez que enfrento essa parada. Chego cedo, às 8h30. Preparos assustadores, aí vêm aquelas picadas da anestesia, o tempo não passa, o barulho da furadeira e o tremor na cabeça toda… uma hora de tortura, não vou explicar mais, esse assunto é pavoroso. Saio de lá às 10 e tanto, tonto e inchado, exausto. É o tempo de chegar em casa e me fechar no quarto escuro, de onde saio agora quase 4 da tarde, ainda com dores e abatido. Espero que não tenha sofrido tanto quanto eu. Parece que as vezes anteriores não foram tão agressivas. Talvez sim, talvez não. Acho que a idade está me deixando mais molóide.
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Treino de hoje
Foram 8km de rodagem, com ritmo variado, acelerando e trotando, para agitar o batimento cardíaco. Choveu a noite toda, pelo menos é o que M conta, pois não escutei nada. Saio agora na chuva mesmo para esse treino aqui perto. Virou uma garoa minúscula, que não me atrapalha. Mas ao chegar ao portão, de volta. despeja forte a água e chove sem parar.
Treino bom, me faz gastar 1kg. Saio com 75,5 e volto com 74,5kg. Tomo mate em seguida e almoço pouco, para então ler o jornal e escrever este arrazoado todo.
Histórias…
Sexta-feira para lá e para cá, no ônibus expresso. Espio o Passeio, Correio, a 7 de Setembro, o Positivo, palcos de boas lembranças.
Fico até o meio-dia em casa do irmão, na travessa Raphael Grecca. Tomando mate, conversando minimamente pois tem dificuldade até nisso : devagar, som baixo, poucas palavras, o retrato da decadência. Continua em sofrimento pela perda há 7 meses da companhia de 49 anos. Ficamos nessas e outras histórias até o meio-dia, quando retorno à Bento Vianna para almoçar ali perto com o outro irmão. Mas às 14h já voltamos agora juntos para levá-lo no passeio predileto, em Campo Comprido na capelinha de N.Sra. de Schoenstatt. Dali para a Água Verde, onde faz compras e voltamos para o café da tarde em casa, com bolinho da graxa. Calor forte. Continuamos a conversa, agora também na companhia de Graça, até as 6 da tarde, quando no despedimos e volto ao Passeio Público para tomar mate com a cunhada. De lá saio às 8 da noite. Mais busão, mais lembranças, mais conversas até meia-noite. Ainda ligo para casa, leio e me acomodo.
Sábado – acordo mais tarde, às 8h. Só um cafezinho e retorno para a cunhada, levando um saco de erva-mate de 5kg, para ali guardar em futuro despacho para o guri em Florianópolis. Compro mel na feira do Passeio, tomo mate, conto umas histórias e me despeço pois domingo “ergo o charque” para casa. Mágico momento.
Ao meio-dia, continuo o mate com o irmão LA e almoço com ele em sua casa. Estou exausto, muito calor. Descanso e me apronto para voltar a estação D.Pedro, com vistas a irmos à missa das 17h30, na capelinha ali perto. Ajudo-o a se trocar. Vestir-se é um desafio, os braços não se erguem, as pernas não se dobram, mas com jeito vai. É o momento mais esperado por este irmão, quando me pede para escrever a intenção na entrada da igreja. Pelo caminho vai encontrando seus conhecidos de paróquia, que o cumprimentam. Tem dificuldade para entender e responder. Terminada a missa, voltamos devagarinho apesar do calor intenso. LA já nos espera para irmos ao Uberaba em visita à minha sobrinha e afilhada, filha deste João.
As crianças – dois meninos, de 9 e 5 anos – gostam quando chego pois sempre lhes levo 50 reais para cada. Dou um cheque para esta afilhada – Giovana, segunda filha de meu irmão – é o meu presente habitual, sempre bem recebido. Ali ficamos até 9 da noite. No retorno, organizo minha bagagem porque pretendo sair bem cedo de casa. O avião parte às 10h38 mas prefiro esperar no aeroporto.
Sono agitado, durmo mal e tarde, são muitas vivências a me sacudir. Mas acordo bem disposto às 5h45, muito antes do despertador. Logo que o dia clareia, saio silenciosamente, deixando um bilhete e mais um cheque para o filho mais velho de Graça, que está recomeçando em Curitiba, vindo de estudos no exterior com mulher e filho pequeno, emprego novo. Todos nós, irmãos, temos conosco este costume de “dar um dinheirinho” para os sobrinhos. Os meus ganham, eu retribuo também. E segue o baile…
Vem o “Santa Cândida”, embarco e desço no Shopping Estação. Sigo a pé até a Mariano Torres e logo aparece o busão cinzento rumo ao aeroporto. Dia bonito que nasce, sol entre nuvens, céu vermelho. Na mala, um pacote com bolo de bolacha que LA sempre faz : aquele de biscoito maizena com chocolate e óleo de coco, mais um vidro de doce de laranja azeda feito na Colônia Iguaçu. Na Livraria Saraiva compro canetas esferográficas, trident, uma agenda 2017 e mais um livro Ulisses, de James Joyce.
Percebo que estou ainda em jejum, compro um sanduba e café com leite e mais um café preto. Às 10h15 começa a chamada. O atendente me olha e me chama para o início da fila : minha cara de velho garante embarque prioritário.
Viagem tranquila, pouco mais de meia hora, logo desço em Cumbica. Alguns minutos do meio-dia, o suficiente para perder o embarque para Campinas. Agora vou esperar o busão das 14h, a 34 reais. A fome aperta, o tempo sobra. Compro pizza e suco-detox, uma água verde e azeda. Chego em Campinas às 15h30, onde M me espera de carro. Volto para minha casa, meus assuntos, o calor, minhas manias. Tudo normal neste domingo. Deixo para trás os irmãos velhuscos, animados e desanimados, cada um com suas histórias e seus aiaiais.
Escrevi bastante agora, aproveitando que M foi ao supermercado aqui perto, às voltas com a chegada hoje da cunhada, ali pelas 6 da tarde, onde vem tratar do visto americano. Mas essa é outra história, que conto daqui para frente.
Continuando, sexta-feira…
Primeira visita para a cunhada, que acorda cedo. Conversamos sobre o passaporte e requisição do visto dela, com vistas a irmos juntos em março para o aniversário do netinho em 3 de abril. Confiro seus documentos e explico os trâmites em SP, a partir desta quarta-feira próxima, quando irá com a irmã ou sozinha pois eu não terei condições de acompanhá-la, devido à cirurgia dental no dia 18. Terminada essa parte, pego o busão e vou até a estação D.Pedro II para a primeira visita ao irmão. Continuo daqui a pouco…
Segunda, 16
Comecei o dia com uma rodagem de 6km mais forte às 9h. Cheguei de viagem ontem às 15h30. Viagem tranquila, calor forte em SP e Cps, cerca de 30 graus. M foi me buscar no ponto. De carro, vai bem.
Esta semana…
Semana em Curitiba
Parti daqui na quinta-feira às 15h30, de ônibus para São Paulo, viagem sossegada. Li o tempo todo. Chegada no horário, com muita antecedência. Como não houve nenhum incidente, sobrou tempo. Chega-se no terminal 2, que não dá acesso ao Terminal 1 onde fica a Azul. Pelo ônibus interno, dá-se uma grande volta para retornar ao 1. Fui direto ao despacho e me acomodei por ali, esperando o tempo passar. Consulto o relógio, são 17h50. Levo sempre dois livros e o e-reader, com toda minha biblioteca, alternando entre um e outro. O vôo sai às 20h40. Devoro meu mix de sementes e tomo água. Embarque pontual, viagem tranquila, chegada no horário em Curitiba às 21h35. A bagagem (pesada, 15kg) chega logo, me mando para a saída, lá está o busão de R$ 3,40. Até um tempo atrás nem esse precisava pagar. Agora, pertencendo a São José dos Pinhais, me é cobrado. Desço no Círculo Militar, ando até o Correio e embarco no Santa Cândida rumo à estação Bento Vianna. Às 22h50 já estou cumprimentando LA e Graça. A conversa vai até meia-noite e tanto. Diferente dos meus horários, durmo tarde e acordo cedo. Fico agora no quarto e cama que pertenceu à minha mãe. Lá estão conservados seus livros, fotografias e lembranças. Mas nada disso me assusta e durmo bem, para acordar na sexta-feira a tempo de fazer meu café antes das 7 e meia. Continua daqui a pouco…
Aqui só exercícios.
Isso é excelente : manter o bom humor. Deixar o stress de lado e ficar só com o lado positivo de qualquer situação. É o que chamamos de atitude zen: não forçar nada.
Levei M ao médico às 9h, voltou com uma receita à base de corticoides. Não vai comprar. Tem horror a isso, já toma o suficiente. Às vezes, o ruim é bom. Depende como se encara.
Vou passar o resto da manhã em casa, no sossego, pois às 14h já tenho novo compromisso : levá-la à terapeuta. É uma técnica chamada Alexander, de reposicionamento corporal. O nome é bonito. Deve ser devido ao preço, 140 reais cada visita. Vamulá…
Continuando a terça
Saí depois do almoço para ir ao barbeiro. Desta vez fui de carro, está muito quente para andar 3km de ida e volta depois de um treino forte. Assim, gastei 11 reais de estacionamento mais 40,00 para fazer uns caminhos-de-rato. Voltei para casa parecendo um Nieszpodzinki depois de tomar chuva. Antes, mais uma compra de farmácia para M e, tão logo chego em casa, já vou preenchendo os formulários de auxílio-farmácia. Um xarope mas vai que eles devolvem o valor dessas compras…
A neta mais nova parece ser muito quietinha. Mansinha, como falamos por aí. Acertei?
Terça, 10
Saí às 8h em direção a Paulínia para acertar essa parada da AMS, excluindo a filha mais nova do sistema. Por mim, ficaria até os 33 anos, idade limite do plano. Mas ela mesma e o genro pediram para remover, a título de economia, pois a empresa dele oferece um excelente plano ao casal. Lá fui eu, 30km daqui, pedágio de 10,70 e uma burocracia infernal para entrar na Replan. Tudo bem, com paciência zen vamos enfrentando o que aparece.
Às 9h30, já de volta, aprontei-me para ir à pista fazer o treino de tiros 3 x 1000 x 200 em 5min cada. Perdi a viagem, a pista encharcada impediu qualquer treino.Restou voltar para casa e ir ao Bosque aqui em frente mesmo. Já era passado de 10h30, calor forte, mas a sombra ajudou e fiz o treino normalmente. Agora, mate e descanso, almoço um pouco mais tarde, jornal e cochilo. Vida dura essa…
Achei-lhe com o rosto muito magro. É isso mesmo?