Terça-feira, 31

Treino de hoje : 8km de corrida moderada. Ótimo treino. Fui pelo gramado da Norte-Sul até a Orozimbo e voltei. Sentido-me forte e bem disposto, acelerei na segunda metade. Dia úmido, nublado, choveu na madrugada toda. Acordei às 3h30 e fiquei ouvindo o ruído da chuva. Atendi a gata nesse horário e voltei a me acomodar. Como tinha deitado cedo, não havia mais sono. Fiquei pensando na vida e em tudo que faço e que me cerca.

Às 6h30 fiz o café, cuidei da gata, tirei a roupa do varal e fiquei esperando M levantar.

Às 8h15 eu já estava na rua, correndo.

Agora, enquanto ela faz os exercícios com o treinador, aproveito para escrever. Estou espirrando muito, devido a domingo ter ficado com a camiseta molhada durante muito tempo. Mas amanhã estarei bem. Vou ficar hoje no repouso, não há necessidade – por enquanto – de sair para nada.

Tudo certo, tudo em paz.

Segunda-feira, 30

Atividades do dia : caminhada de 5km. Levei o carro para consertar a máquina de vidro e voltei andando. Duas horas após, voltei para buscá-lo. Assim, fiz meu treino de hoje.

Meio-dia : mate e almoço. Em seguida, ir ao apartamento da menina para aguar as plantas.

15h : ida ao médico para ver essa história de labirintite.

Resultado : causado pelas constantes idas ao dentista e ficar na posição de morcego, com a cabeça mais baixa que o corpo, causando a migração dos cristais para fora de sua bolsa.

Exame : audiometria, normal.

Marcado para 9 de novembro mais um exame, chamado otoneurológico. Custo de R$ 200,00, pagos pelo freguês, pois a AMS não cobre. Tudo bem.

E-mail enviado aos filhos :

Seguinte : fui hoje ao otorrinolaringologista Dr.Ariovaldo, na Clínica Epheta, para me queixar daquela tontura iniciada em 23 de agosto. Contei todos os detalhes desde a sinusite anterior à Meia Maratona do Rio (10/08), o stress causado pelo acidente do ônibus, o esforço dispendido nos treinos e provas, as viagens de avião.

Um detalhe chamou-lhe a atenção : as frequentes idas ao dentista com aquela tradicional posição da cabeça mais baixa que o corpo, esticadão na cadeira.

Assevera ele que isto tem causado frequentes crises de labirintite na pesquisa com os pacientes.

É o meu caso : uma labirintite causada pela postura, com os cristais  fora de lugar

Fiz o exame de audiometria com resultado normal. Continuo ouvindo bem, sem perdas.

Voltarei no dia 9, às 15h, para novo exame, chamado Otoneuro DIX.

A recomendação é não fazer movimentos bruscos, usar travesseiros altos, levantar-se da cama lentamente e outros pequenos cuidados.

De modos que vai indo tudo muito bem, sem medicamentos, sem interromper meus treinos.

Um salve a todos.

Atenciosamente, I.

Domingo, 29

Treino de hoje : VIII Volta da Unicamp, 10km. Acordei às 5h, fiz café e me aprontei. Saímos de casa às 6h50 e às 7h10 já tinha estacionado no campus. Pronto para andar 300m com M, de bengala. Fui bem devagarinho. Encontrei vários conhecidos.

Início às 8h, bastante gente, tempo nublado e abafado, ameaçando chuva. Mas não choveu, não atrapalhou, não teve nenhum incidente. Fiz a primeira volta de 5km em 28min e a segunda também, concluindo em 00:55:51, um excelente resultado.

Algumas fotos a mais, tomar água e um picolé, ganhei duas bananas, uma maçã e um isotônico.

Voltei para casa às 10h. Agora é só sossegar. Inclusive já estou de pijama novamente. Hoje vem o Corínthians jogar com a Ponte, aqui em frente de casa. Vai ser impossível sair de carro. Não vou a lugar nenhum mesmo.

Amanhã, sim, saio cedo para levar o carro ao Vidrocar pois travou a máquina de vidro da janela esquerda dianteira. É a segunda vez que será trocada. Ainda bem que consegui fechá-la e assim ficou.

À tarde, vou ao otorrinolaringologista Dr. Ariovaldo, para decifrar essas tonturas que não me deixam em paz.

Transcrevo o relato da prova, que fiz no http://www.connect.garmin.com

“Mais uma prova bem concluida. Percurso relativamente difícil devido às duas voltas de 5km com subidas. Passei os 5km com 28 minutos e consegui concluir os 10km com 56 minutos, apesar de ter andado 50m três vezes na segunda volta. Prova ótima, ameaçando chuva, bem organizada, com água gelada e sem gelo à vontade em muitos pontos, picolé, frutas e isotônico Energil C ao final. Só faltou a medalha. O locutor explicou que houve atraso na entrega e a organização se compromete a enviar no endereço de cada um. A camiseta é bonita, verde-limão, e o kit super simples : apenas o peitoral, alfinetes, uma barrinha de cereal, chip e a camiseta. Para mim, tudo bem. A inscrição custou R$ 27,50.
Encontrei vários amigos e conversei com todos. M foi junto para tirar as fotografias.”

Receita do bolo de amora

8 a 10 pessoas

Rápida

Fácil

Ingredientes

3 ovos, clara e gemas separadas
200g de açúcar granulado (se preferir medir em xícaras de chá, a quantidade equivale a 1 xícara)
190g de fubá (1 e 1/2 xícara)
30g de farinha de tapioca granulada 2 colheres (chá) de fermento em pó
110g de manteiga (1/2 xícara)
Sumo e as raspas da casca de 1 limão-siciliano
240 ml de leite (1 xícara)
70g a 100g de amoras frescas, ou se preferir, congeladas frescas.
2 colheres (sopa) bem cheias de açúcar demerara
2/4 de colher (chá) de sal
 

Prato do Dia

Patrícia Ferraz

 

 

Bolo sem glúten de milho, limão e amora

A intrigante combinação de fubá, tapioca e amora revela um bolo macio e saboroso

por Patricia Ferraz

 

 

 

 

 

 

Comente

Olhei meio desconfiada para esta receita no livro Brownies, cookies, tortas e afins, de Amanda Hesser e Merrill Stubbs, que saiu no fim do ano passado pela Companhia de Mesa. Não costumo testar receitas funcionais, ou aquelas criadas por qualquer outro motivo que não o de agradar o paladar. Mas a combinação de ingredientes pareceu intrigante: fubá, tapioca, amoras e limão siciliano. E o ar rústico era irresistível. Testei. É um bolo de sabor surpreendente, massa fofa bem aerada e muito fácil de fazer. Se você precisa de um álibi, aí vai: um bolinho durante à tarde combina com as férias.

Preparo

1Preaqueça o forno a 175ºC e unte com manteiga uma forma redonda com fundo removível, de 23 cm de diâmetro. Cubra com papel manteiga e unte também. Forre a parte de baixo da fôrma, por fora, com papel alumínio para evitar sujeira em caso de vazamento.

2Bata as claras em neve com 1 pitada de sal, adicione, aos poucos metade do açúcar granulado e continue batendo até obter consistência firme.

3Em uma tigela média misture o fubá, a tapioca, o fermento em pó e 1/4 de colher (chá) de sal.

4Troque a vasilha da batedeira e bata a manteiga com 100g do açúcar granulado, até formar uma mistura leve e clara. Junte as gemas e bata por mais 2 minutos. Adicione as raspas e o sumo do limão, bata. Junte a mistura de fubá e vá adicionando o leite, aos poucos, mexendo após cada adição.

5Despeje as claras em neve, delicadamente, na massa, mexendo com uma espátula até incorporar bem.

6Coloque metade da massa na assadeira preparada. Distribua metade das amoras. Despeje a massa restante e as amoras restantes (para que afundem menos, passe-as em um pouco de fubá). Espalhe o açúcar dememara por cima.

7Asse por 1 hora aproximadamente ou até que, ao espetar um palito no meio do bolo, ele saia limpo. Espere esfriar e transfira para o prato de servir.