Domingo,7

Mais fumaça, mais gente, pior a comida.

Não via a hora de terminar o dia, com a promessa de vir embora.

Saída,às 17h, despejou água, trânsito pesado até alcançar a rodovia principal.

Chegada em casa às 21h, exausto, querendo apenas banho e cama.

Mas perdi a prótese perereca. E três dias sem exercícios nem leitura.

Sexta-feira, 5

Viagem para Monteiro para passar o fim de semana com os malucos Moreiras.

Compras para contribuir: 370 reais na Frutaria.

Viagem tranquila, de 3 horas, bebê comportado até faltar meia hora.

Chorando, com febre, a avó resmungando, chegada normal.

Guardei a bagagem. O genro chegou às 18h e preparou o lanche.

Dormi mais ou menos: silêncio e escuridão da mais, choro do bebê, ronco dos adultos.

Terça, quarta – 2 e 3

Dia 2 – acordar às 5h para viajar às 9h, em retorno para casa após 34 dias nos EUA.

Dia de aniversário de casamento, 48 anos completados. Uma vida e tanto, cheia de altos e baixos de humor, financeiros, altos e baixos financeiros, de saúde, tudo que pode acontecer a qualquer ser humano.

Viagem tranquila, sem incidentes, sem turbulências, pontual. O mais chato é esperar a entrega de bagagem, quase uma hora inteira de demoção.

O genro, paciente, foi nos buscar, ajudar a carregar as malas, esperrou a entrega da chave, e finalmente entramos em casa às 21h.

Fazendo as contas, gasta-se 16 horas, um dia inteiro nesse assunto.

Fiquei só com a refeição do avião e tratei de me acomodar cedo.

A “noiva”, trombuda não sei com o quê, dormiu no sofá, alegando dores.

Custei a dormir, a gata estava sem sossego, intrigada com a mudança no ambiente.

Acordei às 4h e tratei de começar o dia.

Dia 3 – sair cedo e buscar o carro, fazer o Pix da neta em aniversário de 2 anos hoje.

8h30 – no cartório, para regularizar as assinaturas do inventário. Cheguei pontual mas esqueci o celular em casa.

Tive que voltar e dona M “derrubou a tromba” de novo.

9h15 – assunto resolvido, fa,endo ouvidos moucos aos resmungou, o assunto morreu ali.

Descanso em casa; finalmente, terminei um texto e fiz um mate sossegado.

Almoço improvisado, sem vontade e às 4 da tarde ir visita a neta.

Agora foi a vez de dona M esquecer um pacote que pretendia levar.

Nada como esperar no seu tempo. Mas não fiz nenhum comentário sobre isso.

Café da tarde, todos os avós agradando a neta, uma reunião até 8 da noite.

Sem sono mas cansado, li um pouco e me acomodei para dormir agitado e esperando a quinta-feira para ver se tenho um dia de sossego.

Dezembro, 01 – segunda-feira

Mais um mês que se inicia, espero viver muitos ainda.

Dia abafado, úmido, calor. Andei 5km às 8h30 para testar as panturrilhas. Zero incômodo mas a aparência continua feia, com edema pronunciado. Sei lá, acho que meus dias de corredor de rua estão se acabando.

Novos textos para corrigir, usei essa desculpa para me livrar de andanças em lojas.

Cada vez mais prefiro ficar em casa. Leituras, escritas, TV.

Domingo, 30

Um dia preguiçoso como os demais domingos de minha vida. Zero ânimo para qualquer atividade. Acordo mais tarde, ali pelas 7h, demoro a me ajeitar e, no máximo, passo café.

A manhã toda transcorre devagar, sem me mexer para nada. Tenho textos para ler e corrigir mas malmente os leio o início. Cadê vontade de iniciar?

O sossego da casa permanece até as 10, quando os pais aparecem e começa a gritaria e agito desses dois peraltas aqui. Não me importo, não me mexo, não me altero. Deixo que se entendam e se desentendam.

Faço um mate, vejo as notícias de sempre, percorro os sites e mídias sociais com as mesmas potocas (tudo bem aí no inferno, tia E?) de sempre.

Meio dia e tanto, almoço pra lá de jaguara, sobra da sobra da sobra de dias anteriores – nem tenho fome mesmo – e aguardamos a família se mandar para uma reunião com amigos.

Cá fico com dona M e seus achaques e resenhas familiares sem fim, sem solução, sem perspectiva de melhora com a irmã xarope.

Quatro da tarde, chove forte, o filho liga para nos ver (de má vontade, frise-se, devido ao cansaço das inúmeras viagens e compromissos. Percebo um alívio ao se despedir e ouvir as eternas lamúrias maternas.

Faço o possível para distraí-lo com um que outro chiste mas é inútil. O desânimo dele é maior e se despede rapidamente. Tudo bem, não é sempre que se está disposto.

Agora é só aguardar o retorno da família e o berreiro de sempre.

Tomei um café e preparei um bowl de oatmeal para me fortalecer. A alimentação está completamente fora de controle para mim quanto ao cardápio, horários, quantidades. Só vou me organizar a partir de quarta-feira, ao chegar em minha casa.

Estou pesado, barrigudo, sem ânimo, com a panturrilha direita detonada. Mais uma encrenca para resolver neste mês de dezembro, que se inicia amanhã.

Sábado, 29

Dia de treino tipo presencial, com o coach em Taubaté e nós aqui no hemisfério norte. Via WhatsApp, 1 hora de exercícios guiados.

Andar 3km levemente para testar as panturrilhas. Tudo certo. Permanece um restinho de incômodo ao esticar a perna direita. Continuo com alongamentos e automassagem. Amanhã vou aumentar a distância mas permancer andando.

Dia mais para o frio que para calor, coisa de 18o.Celsius, ótima temperatura para qualquer assunto.

Não saí do condomínio todos esses dias, o que é a parte boa dessa viagem.

Lendo e comprando livros, vou levando a vida de boas.

Sexta-feira, 28

Nada a declarar. Acordei mais tarde, dia frio, fiz café, não saí de casa, não fiz nada de útil.

A perna direita amanheceu com um edema enorme apesar de a dor diminuir e conseguir andar com mais desenvoltura. Passei pomada anestésica duas vezes e melhorou a sensação. Mas o inchaço pemanece.

Agora são 5 da tarde, já cochilei mas vou continuar descansando.

Tenho três pasaagens aéreas domésticas da Azul para dezembro, compradas por 1.340,00.

Tentei cancelar ou transferir, ofereceram 100 reais. Nada feito. Vou manter uma e cancelar as duas restantes. Viajarei de carro.