Domingo, 25

Treino de hoje : 10km moderadamente, com subidas. Gastei 1h08min, tomei apenas água, aproveitando a temperatura amena e pouco sol.

Saí às 9h e fui apreciando a Corrida Ciclística, aquelas bikes velozes pilotadas por sujeitos paramentados, voando baixo na avenida. Ótimo espetáculo esportivo.

De volta para casa, acomodei-me o dia todo, respaldado pela chuva forte da tarde.

Diverti-me com o suplemento literário do Estadão, o futebol, café e pão de queijo.

Cuidei da correspondência virtual, da minha roupa, minhas contas, dos assuntos da Associação.

Após o jogo, cá estou deitado a ler a história de vida de John Berryman, poeta americano tão maluco quanto Hart Crane.

Amanhã levo dona U ao exame anual de vista (500 contos sem recuperação pelo plano de Saúde).

À tarde, divirto-me na musculação.

Boa semana, pessoal. O Natal está chegando. Vão pensando na decoração da casa, no cardápio, nos presentes, na grana que vão desperdiçar.

Hart Crane, o poeta louco

My hands have not touched water since your hands, —
No; — nor my lips freed laughter since ‘farewell’.
And with the day, distance again expands
Between us, voiceless as an uncoiled shell.

Yet, — much follows, much endures… Trust birds alone:
A dove’s wings clung about my heart last night
With surging gentleness; and the blue stone
Set in the tryst-ring has but worn more bright.

Hart Crane

 Minhas mãos não tocaram água com as suas mãos, —
Não; — nem meus lábios livraram do riso de ‘ Adeus’.
E como o dia, que se distancia novamente segue
Entre nós, mudos como uma concha desmontada.

Ainda, — muito segue, muito suporta… Solitários pássaros da confiança:
As asas de uma pomba se juntaram ontem à noite sobre meu coração
Surgindo com gentileza; e a pedra azul
pelo anel de aliança mais usada e mais iluminada.

Sábado, 24

Hoje não consegui fazer meu treino de 10km. Vai ficar para amanhã. Por que?

Os temporais da madrugada alagaram as ruas, derrubaram árvores e continuou a chover forte na parte da manhã.

Saí às 7h15 para levar a menina ao centro, onde pegaria carona para a Universidade, em curso novo dos sábados.

Voltei para o café, de olho no tempo.

Não melhorou até a hora de levar dona R ao oftalmologista, para exame semestral, marcado para 10h40.

Saímos de lá às 11h40, soma de consulta e atraso no atendimento, já com retorno marcado para dia 10 e um pedido de novo exame, daqueles que o plano de saúde não quer cobrir. Por essas e por outras, lá se vão novamente mais 500 reais.

Aí fui na bodega para pegar o almoço, visto que ela, com dilatação da vista, sequer enxerga para andar.

Agora, mais de 14h, vou à meditação e, de lá, busco a menina e retribuo a carona.

Assim, lá se vai meu sábado. Mas amanhã, mais descansado, farei minha rodagem.

E a chuva vai continuar. Mas já vou saindo, para refazer o estoque de ração da comadre felina.

Até mais tarde, pessoal.

Quinta e sexta, 22 e 23

Ontem não escrevi aqui. Distraí-me nos meus assuntos e deixei de anotar as atividades.

Não foram muitas : comecei com a ginástica, retornando após algumas faltas causadas pela viagem e os feriados prolongados.

Foram dois : dia 15 – Proclamação da República – e dia 20, dia da Consciência Negra, que em nosso município é feriado.

As emendas com os fins de semana interrompeu a sequência de aulas.

Ontem, voltamos. Até dona V acompanhou. Devagarzote mas foi.

Passei a manhã em casa nos meus escritos e buscar o almoço, mais o mate e jornal, aguardando a fisioterapia de dona F, das 11 ao meio-dia.

À tarde, dediquei-me à musculação, durante mais de duas horas, com novos exercícios. Treino de força e ainda 7km na rua, com rodagem leve.

Praticamente passei a tarde toda fora. Mas voltei para o mate e as novenas da tarde na TV.

E hoje fui mais cedo aos treinos : 5km de esteira mais os exercícios educativos, cansativos, pesadinhos.

Na volta, às 11 e tanto, dona S já estava na segunda sessão de fisioterapia. Agora acontecem às quintas e sextas. Normalmente são terças e quintas mas o professor aproveita nossa disponibilidade de horários para ajustar os dele com clientes mais complicados.

Descanso após o almoço, onde refaço minhas contas e leituras. Às vezes o cansaço vai me fechando os olhos.

Não resisto : cochilo sem remorso.

Afinal, beirando os setenta, sem dever nada a ninguém, compromissos cumpridos, faço o que bem entendo sem causar prejuízo a ninguém.

E agora vamos assistir as novenas, orando para que todo mundo seja feliz e tenha uma vida tão boa quanto a minha.

Pois tenho tudo sobrando, …