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Quinta-feira, 9
Amanheci bem melhor das dores e travamentos da lombar. Não sei explicar o porquê.
Talvez por ter esquecido de tomar o remédio da bexiga ontem à noite. Talvez pela sessão forte de fisioterapia, com as bordoadas nos piriformes, para não dizer no traseiro. Talvez pela sessão de musculação presencial à tarde onde fui disposto a demitir o treinador, aborrecido que estava com os insucessos destes meses todos desde que ele me orienta, pois foi aí que surgiram a pubalgia, as contraturas lombares, as dores do trato urinário.
O fato é que estou me sentindo com menos dores e, sem contar a ninguém, arrisquei de manhã correr levemente 1km contínuo e duas vezes de 500m intercalando com uma caminhada.
Sem dores ou incômodo, voltei faceiro para casa, disfarçando o suor para dona O não desconfiar.
Amanhã vou repetir este exercício e veremos se acontece algo pior ou já estou bem o suficiente para me livrar da fisioterapia e dos remédios.
Estou desconfiado que estes dois vasodilatadores é que estão causando minhas dores.
Vou parar de tomar remédio e começar a correr, ou seja, fazer exatamente o contrário das recomendações.
Estarei certo? Provavelmente não. Mas é o que farei. Se piorar, paro.
Mudando de assunto, hoje comemora-se o Dia dos Avós nos EUA.
Pelo aplicativo Zoom vimos a neta na escola a cantar e recitar. Amanhã será a vez do neto.
Dona E chorou o tempo todo. Acompanhei.
Quarta-feira, 8
Dia movimentado aqui. Pulei da cama às 6h, passei café e fui ao Laboratório. Fiz o exame rapidamente mas precisei ficar até 8h30 para colher o material líquido.
Terminado este assunto, fui à fisioterapia 17, outra sessão dolorosa.
Em casa, comecei a montar os dois lustres da sala.
Depois do almoço, fiz compras, acertei minhas anotações financeiras (gastos do mês).
Às 3 e meia ainda fui ao parque para o treino presencial.
Coisa boa demais é comer pão com manteiga – três – com café preto requentado, para horror de dona R.
Agora elas sossegaram vendo TV e eu escrevo aqui mas logo paro porque tenho um longo texto para corrigir.
Terça-feira, 7
Dia da Independência. Minhas lembranças sempre foram de datas festivas, desfiles, bicicletas enfeitadas com papel crepom, guarda-pós lavados e endurecidos de goma, fanfarra, Paulo Stencel, Dona Julinha…
Hoje é sinônimo de brigas de rua, louvar ou xingar as autoridades.
Saí cedo para andar neste dia ensolarado e seco. Andei 1km, arrisquei trotar levemente mais 1km e encerrei andando o terceiro.
Sensação agradável de molhar a camiseta e os batimentos acelerarem.
Não contei para ninguém, continuo desautorizado de correr.
O incômodo no quadril é o mesmo, seja andando, seja correndo.
Não vou abusar mas pretendo continuar de leve. Afinal já são dois meses e meio sem correr.
Amanhã, quarta-feira, vou novamente andando até a fisioterapia para a sessão 17.
Vou bem cedo, passo no laboratório Sabin para exames de sangue, tomo café numa birosca e, de lá, à clínica.
Meus amigos livros

Segunda-feira, 6
Meu dia começa andando até a fisioterapia, 3km pelo centro da cidade.
Sinto dores em tudo. Ombros, costas, púbis, canelas.
A Ft ataca o quadrado lombar com agulhas, laser, apertões. Traz-me um certo alívio.
Volto andando mais devagar, compro seis empadas na Banca do Mineiro, 30 reais bem gastos.
Após o almoço, afasto as mesas e começo a desmontar os dois lustres a serem pintados. Consegui sem cair da escada e sem quebrar nada.
Agora é com dona H, espero que se divirta.
Domingo, 5
Calor intenso, 34 graus Celsius. Muito bom, é assim que gosto.
Dia de ficar em casa, nada para resolver.
Fazer biscoito de polvilho, tomar suco de maracujá, fazer meditação, ligar para os irmãos.
Jogamos dominó e víspora, com alguma dificuldade de uma delas em acompanhar com atenção.
Agora assistem TV e permanecem quietas.
Sábado, 4
Mais um dia sossegado, tirando as conversas tensas das duas o dia inteiro. É um tal de uma delas mandar na outra, isso e aquilo e aqueloutro full time. Agora me deram um pouco de sossego, saindo com a filha para ir à horta. Aproveito para escrever sem interrupção, ajustar minhas contas, organizar os e-mails ou apenas ficar de boas em silêncio.
Até a gata se acomodou aqui perto, acompanhando meus assuntos.
Saí de manhã para caminhar, mais ou menos 5km, levemente, parando em dois lugares; o primeiro para comprar tinta spray pois dona Q resolveu pintar os lustres da sala. Ontem passou horas lavando as janelas, e eu com o coração no papo: vai que despenca da escada. É uma temeridade quando pessoas com pouca mobilidade ou condição física precária – dois joelhos travados, inchados – resolve subir pelas mesas, pias, máquina de lavar, o diabo a quatro.
Felizmente, terminou sem incidentes. Ajudei a remover o tampo de vidro da mesa grande da sala, um trambolho pesado e perigoso. Certa vez, trincou de ponta a ponta ao pousar uma travessa quente na hora da refeição. Tremendo prejuízo, trabalho perigoso de recolher os fragmentos.
Funciona assim: eu entro embaixo da mesa e suspendo um lado para que ela remova o cisco acumulado no encaixe do tampo. Fico lá estaqueado até concluir essa parte. Depois, passo para o outro, mesma estratégia. A todas essas, a irmã encostada na porta, olhar no infinito, pensando no vazio.
Voltando à compra da manhã, fui à loja defronte para comprar uma bisnaga de tinta branca pois ela invocou de recuperar os rejuntes dos azulejos da cozinha. Vai ser preciso escovar cada listinha de azulejo, lavar, secar e aplicar o produto. Depois de seco, esfregar uma flanela para dar acabamento.
Será outra aventura, imaginem a cena.
Parei no supermercado para comprar filtro de café 103, mais aveia e guardanapos. Fiquei espiando as novidades e escolhi uma lata de 400g de banha de porco. Conhecem? agora é novidade o que foi tão comum em outros tempos.
Um produto grosseiro que virou “gourmet” numa embalagem bonita, de lata, a preço de caviar. Trouxe uma para distrair as duas. Para mim, um pacote de café “premium”, outra bobagem lindamente embalada. E pão sovado porque ando carente, comendo igual um ogro, enquanto não posso voltar aos treinos de rua.
Estão gostando das histórias? a intenção é distrair vocês com estas mal traçadas linhas, como iniciávamos as cartas antigamente.
Não sei se anotei aqui mas ontem agendei novamente o exame de ultrassom dos “países baixos”. Será no dia 13 às 10h e, por esta razão, pedi para mudar meu horário de 8h da fisioterapia, além da quarta-feira para acompanhar dona U na remoção da perereca superior. A fisioterapeuta reorganizou outros horários.
A questão é que não mencionei que isto se dará na próxima semana, a partir do dia 13 mas, sendo adiantado, a próxima semana começa no dia 6. Não vou assumir a confusão, deixarei assim e invento outra história para a segunda fase.
Estou aqui escrevendo e ouvindo o estrondo na porta que o vizinho atual – defronte meu apartamento – faz ao sair inúmeras vezes por dia para fumar no jardim. É um sujeito jovem, com cara de maluco, não olha nem cumprimenta ninguém. Começa às seis da manhã e vai até perto da meia-noite todo santo dia. É cada bordoada na porta que estremece tudo aqui. Acima do meu são dois malas que falam alto, ouvem música alta, fumam sem parar.
Outros vizinhos incomodados reclamaram e, finalmente, surtiu efeito pois moderaram um pouco. Não endossei a lista porque não quero conversa com estranhos. Basta uma vez que falei direto com o sujeito a respeito de atirar cinza pela janela parando na minha. Abordei o cidadão e expus o incômodo, de forma civilizada. Ele desculpou-se e não aconteceu mais. Conosco não tem enrosco, resolvo na fonte.
Já enchi a paciência de vocês com essas histórias. Vou esquentar a água e fazer um mate. Até amanhã. Divirtam-se, com moderação.
Sexta-feira, 3
Dia sossegado, com atividades moderadas. Andei um pouco no centro da cidade, passei no supermercado, voltei às 10h.
Resolvi o problema com cartão de banco da irmã de dona F que estava travando.
Removi e recoloquei as cortinas recém-lavadas.
Agendei a repetição do exame de ultrassom, para a próxima semana, segunda-feira às 10h; alterei a fisioterapia 16 para 7h da manhã, antes desse exame.
Fiz o treino de musculação caseiro e, enfim, descansei.
Não vamos nos esquecer da meditação às 19h30.
Boa noite, pessoal, amanhã é sábado.