Quinta-feira, 22

Primeira saída de casa, andando na rua. Fui à farmácia comprar xarope Vick, aquele forte mesmo.

Andei devagar pouco mais de meia hora. Foi tudo bem, cuidadosamente.

Que mudança, hein? Até um mês atrás corria diariamente vários quilômetros e hoje me alegro com meia dúzia de passos.

A menina americana enviou uma caixa de panetones e chocolates para nos alegrar neste Natal chocho.

Terça-feira, 20

Saiu o resultado do teste de Covid-19 às 8h: negativo.

Dá um certo alívio de não engrossar as estatísticas mas o sofrimento é similar, com vários sintomas e um mal estar generalizado.

O café novamente não desceu. O chimarrão foi pior, desisti no primeiro gole.

Costumo usar o café Três Corações e agora não suporto o aroma. Detesto Nescafé e passei a achar bom. Curioso, não é?

16h30 – não tive maiores crises de mal-estar, parece que está normalizando novamente. Não senti vontade de deitar. Coloquei os colirios normalmente e arrisquei tomar banho completo, cuidando de não molhar a vista. Foi tudo bem. A sensação de cabelo lavado é ótima.

Agora é dona H quem está rouca e tossindo. Saiu às 14h para ir ao dentista testar a dentadura nova.

Segunda, 19

Estou pior. Aceitei fazer o teste completo. A menina me levou. Paguei 320 reais.

Resultado só amanhã.

Pedi para comprarem.um xarope. Já estava com a garganta irritada e inflamada, que piorou após me enviarem aquele cotonete gigante nos dois lados. Espirrei forte, deu um solavanco na cabeça que não deveria ocorrer.

Ao enfiar o segundo também espirrei com violência. Espero que as lentes não tenham se movido.

Liguei de manhã para a clinica oftalmológica para comentar da reação forte do colirio Nevanac.

Recebi o retorno às 15h quando tinha apagado depois do meio-dia: suspender o uso.

Tudo certo. Era o que imaginava e precisava.

Estou praticamente em jejum desde o almoço minúsculo de sábado. Nada desce, não tenho vontade. Nem mate aceitei.

E não estou suportando o cheiro de café

Nada disso está certo. Aguardemos.

Domingo, 18

Tosse, tosse, tosse. Amígdalas inflamadas, dor de cabeça, dores articulares, dores musculares. Uma virose me acompanhando desde sábado.

Certamente a queda de imunidade pelas cirurgias, anestesias, preocupação, ar condicionado, incômodos em geral.

Só deitado e resistindo às investidas de dona A, suspeitando de covid-19.

Não chega a tanto, é uma virose comum. Mesmo que não há nada a fazer a não ser esperar o ciclo do vírus.

Quinta-feira, 15

Dia da cirurgia. Acordei cedo mas o horário marcado é às 10h30.

Às 7h30 tomo.o remédio da pressão e um pouco de água. A ordem é jejum, nada de líquido três horas antes.

Já estou arrumado antes das 8h, esperando a filha.

Às 9h30 ligam da clínica “pode vir antes das 10?” Claro, é pra já, quanto antes melhor.

10h30- pronto para entrar: olho arregalado do colirio dilatador e de tensão.

11h30- acordei com uma caixinha de suco e biscoito salgado na minha frente, mais um mini-café, que me pareceu excelente apesar de detestar expressos

Mas a cavalo dado não se olham os dentes.

Meio-dia, em casa. Dói tudo. Vou deitar, apago até 4 da tarde.

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Quarta-feira, 14

Dia de sol, dia frio. Pude finalmente andar um pouco ma rua. Fui ao supermercado comprar umas bobagens, pouco peso para não abusar.

O rapaz da feira ambulante apareceu há pouco e desci com dona G para as compras da semana. Ele mesmo traz as sacolas até o elevador enquanto volto com dona G de braço dado…ela porque não anda sozinho, eu porque não enxergo direito.

Combinei com os irmãos que vêm para SP no Natal para almoçarem conosco dia 25.

Na véspera temos convite da família do genro mas só agradecemos. Vou estar de resguardo e passaremos só dona G e eu.

Um sobrinho me liga pedindo ajuda com os papéis da AMS de meu irmão, pai dele. Faço isso há anos não me custa nada. Foi mais para desabafar das agruras com o próprio pai, teimoso em aceitar o tratamento pois prefere homeopatia (umas aguinhas…segundo ele) em vez do tratamento tradicional.

Essa treta dura mais de dez anos. As filhas bufando com o.pai; ele é mais delicado e atencioso.

Não dou razão a ninguém, faço o que me pedem.