Quinta-feira, 11

Treino de musculação caseiro às 8h, tendo acordado cedo, às 6h.

Ontem foi um dia agitado no prédio com uma equipe numerosa da Comgas fazendo a substituição de gás GLP da Ultragas pelo gás natural.

Era um entra e sai sem parar, funhinhando no fogão, aquecedor, janelas, exaustor, o diabo a quatro.

Finalmente às 18h30 já normalizaram a água, energia e gás.

Às 9h30 levei dona S ao apartamento para cuidar das plantas e fazer faxina.

Enquanto reinava lá, fui à farmácia e banca de revistas para comprar mais uns remédios e livrinhos para as crianças.

Andei 4km, voltei buscá-la e chegamos a tempo do mate das 11h30.

Quarta-feira, 10

Dia de pagar contas. São várias: três condomínios, treinador, Claro TV e telefone, mensalidade Zen, dois cartões de crédito, conta do gás, parcela do IPTU, parcela final do IPVA.

Tudo quitado, tudo em dia. Como dizia meu amigo Rone Marcos Brandalise, ex-marido da professora Roseli Elezione Grahl, contas se pagam no dia ou um dia após, nunca antes.

Abastecer o carro com gasolina a 4,89 o litro, em 35 litros para 520km e lá se foram 173 reais.

Fazer o treino B, com 10 minutos leves mais 5km moderados, onde sofri bastante para fazer os 200m finais bem fortes e encerrar com 10 minutos de corrida leve

Terça-feira, 9

9h- finalmente o dentista me atendeu e finalizou as próteses frontais. Saí tonto de lá, uma hora depois, com dor na cara inteira.

Mas estive ainda em duas ou três farmácias para adquirir todos os medicamentos para dona e que irão na viagem da próxima semana.

Saí novamente para compras. Na frente do mercado um.sijeito me pede u pacote de biscoitos. Comprei e dei-lhe.

Mais adiante, um grupo de presos, que trabalham na limpeza pública, me pedem “uma coca gelada, tio”

Comprei duas de 2 litros cada. Agradecem com entusiasmo.

Tenho que tomar um Anador para aliviar o incômodo na mexida na gengiva.

Repouse à tarde, assisti TV, fiz a meditação. Agora vou me acomodar.

Segunda-feira, 8

O milagre da vida. Uma nova vida se formando. Um novo ser virá para minha família. Uma emoção indescritível. Uma notícia maravilhosa.

Por enquanto é minúsculo, tem 8 semanas, mede 1 centimetro mas um coraçãozinho já pulsa e mostram os pequenos batimentos.

Treino de hoje: intervalado de 6km, não muito forte, na ciclovia, sol e calor, ar muito seco.

Às 7h30 fui ao dentista. Um chá de cadeira até 8h40

Saem os clientes anteriores chega minha vez, o dentista se desculpa, passou da hora da cliente anterior, há uma meia dúzia pela frente, pede para cancelar e voltar amanhã.

Fazer o quê? Voltar para casa após uma conversa comprida com Lorenzo, antigo colega da empresa.

Sempre se encontroa algum ex-funcionário por aqui pois é o único implantodontista do nosso plano de saúde.

Domingo, 7

Um dia de ótimas notícias. Excelentes. Mas não vou contar aqui ainda.

E uma noticia sombria: em 1971, com 21 anos, eu era professor em Triunfo.

Fiz vários amigos, colegas, admiradores e também desafetos.

Esses, invejosos. Um professor jovem desperta admiração em uns e inveja em outros.

Mas isso é outra história.

Amigo de verdade era um da família Halila, comerciante, casado com a irmã de um dentista e professor muito influente na política da cidade.

O casal tinha um único filho, com o mesmo nome do pai, uma criança de saúde frágil.

Numa festa religiosa tradicional da cidade o casal pagou uma promessa carregando a criança vestida de anjo, com roupa branca asas, tudo.

Hoje aparece a notícia da morte dessa então criança, aos 52 anos.

Como pode alguém assim tão novo se ir deixando esposa e duas filhas?

E um comentário lamentável: em resumo, o total desapontamento com um flagrante ontem à tarde pelas câmeras que instalamos há tempos no apartamento de C…

A pessoa que cuidamos todo esse tempo faz comentários diversos para uma visita conhecida – prima dela e de dona D – criticando nossos hábitos, atitudes e ações de anos a fio, quando estivemos cuidando e administrando suas dificuldades.

A visita concorda o tempo todo e ajuda a criticar. Não perceberam que estamos vendo e ouvindo apesar de não ser essa a intenção.

Mas a coincidência nos ajudou a ouvir, entender e perceber o quanto fomos otários durante mais de 50 anos.

Nunca é tarde para se surpreender.

Sábado, 6

Acordei bem disposto e logo saí para umas compras finais a trazer em viagem.

Assim chego em casa e não preciso sair novamente.

9h- partida deixando a 02 na casa dela.

12h- parada para tomar água, comprar biscoitos para dona F, que esqueceu na saída.

15h- pontualmente em casa. Descarreguei a bagagem, lavei minha roupa.

Café com pão que comprei ao chegar perto de casa.

Avisei meus irmãos que a viagem foi tranquila, sem sustos, sem incidentes, pouco trânsito, tudo certo.

Sexta-feira, 5

Treino caseiro, pelo vídeo, às 7h20. Tive que interromper algumas vezes devido mal-estar.

Pensei que fosse motivado pelo jejum mas descobri que estava com a pressão muito baixa para meu padrão: 10 x

Ocorreu porque tomei o remédio na noite anterior em vez de pelo manhã.

Passei o dia assim, meio zonzo e com a vista embaçada.

Mas fui aí da lidar com.o irmão 2 e seus intermináveis recibos e contas a ajustar. Lá fiquei a manhã toda, fiz-lhe o mate e aceitei convite para almoço.

Almoço simplezinho feito pela cuidadora.

Busão pra lá e pra cá, parada rápida nos irmãos 4 e 5 e volta para casa.

Compromisso da tarde: receber visita do casal pai da companheira de meu filho.

Conversa vai, conversa vem. Estão se aprontando para assinar união estável, exigência para obter o cartão de residência permanente green-card.

Finalmente às 20h deitei, ainda com a pressão alterada para baixo, devido ao remédio e todos esses afazeres, visitas, conversas, ajustes, incômodos com a cunhada, lamúrias de dona G, assuntos variados martelando minha cachola.

Dormi profundamente e acordei bem disposto.

Quinta-feira, 4

Dormi mal, sofri a noite toda com um tipo de dor de dente mas, como não havia motivo, na verdade foi uma nevralgia no lado esquerdo inteiro do rosto.

Ficava latejando sem me deixar dormir, ouvindo as algazarras tradicionais das madrugadas desta rua Riachuelo.

São bêbados, prostitutas, desocupados, malucos em geral, que gritam, dizem palavrões, brigam, vandalizam lixeiras.

Apaguei mesmo das 4 às 7 apenas. Tomo banho frio para despertar e espero o café que não fica pronto.

Em casa faço café diariamente às 6h, sem falha.

Aqui a titular da casa levanta mais tarde e não consegue fazer porque não tem filtro de papel. Esqueceu de comprar, esqueceu de repor, esqueceu de avisar, esqueceu de me pedir para comprar.

No duas anterior fui ao supermercado e comprei tudo que colocaram na lista mais minhas escolhas incluindo aí o pó de café.

Para encerrar, ao acordar a neuralgia tinha sumido.

9h- visita ao irmão 04, sempre acamado. Levei-lhe uma caixa de doces e também uma para a cuidadora.

Contei-lhe minhas aventuras esportivas, minhas agruras com as 01 e 02, a viagem, falei dos filhos.

Conversamos sobre o Imposto de Renda, sobre a AMS, PETROS, gastos, contas e investimentos.

Recusei o convite para almoço mas fiz-lhe um mate caprichado e fiquei até 11h30.

De busão para o centro, parei na Galeria Andrade para comprar coxinhas e salvar o almoço, cada vez mais mixuruca e sem graça: uma de má vontade e enjoada de cuidar da outra, a outra não sabe fazer nada.

Duas da tarde: no Public Garde, dei 4 voltas sendo uma correndo, as outras andando.

Canso com facilidade, enjoei dos mesmos lugares de sempre e sentindo a vista embaralhada: dormir mal, remédios para pressão e colesterol altos, incômodos em geral, reclamações sem fim por aqui.

Gostaria de nesse momento estar quieto na minha casa.