Terça-feira, 10

Zero treino. Acordei mais tarde, às 7h, quando habitualmente começo o dia antes das 6 da manhã.

Acordar a tia e levar ao Laboratório para exames. Apareceu mais estremunhada que de costume. Mas aviou-se e embarcou no carro conosco.

Chovendo sem parar, trânsito lento, estacionamento cheio. Mas, já sendo mais de 8h, o laboratório encontrava-se vazio e fomos atendidos rapidamente.

Não sem antes enroscar no pedido ” mas o médico não enviou o pedido à Unimed, então isso e aquilo e aquele outro, patati patatá” pode ir parando vou pagar particular.

Tudo certo, 507 reais, cartão de crédito em 5 vezes, depois eu cobro dela maciamente.

Segunda tarefa: acompanhar B no Posto de Saúde para vacinar a netinha. Leva e traz, cuida daqui, cuida dacolá, passam o dia aqui em casa.

A corretora liga, atualizando o processo de compra: vai indo tudo bem.

Estou no aguardo do consignando, já aprovado, só falta depositarem a grana. Quando confirmado, peço o resgate do complemento. Serão 200 mais 150, uma em cima da outra, como dizem os antigos.

Segunda-feira, 9

Hoje seriam comemorados os aniversários de meu pai e de minha sogra. Mas não serão. O primeiro partiu em 15/03/1990 aos 79 anos e segunda em 17/04/2016 com 94 anos.

Em pé desde 5 da manhã, na expectativa de levar tia C ao Sabin para exames periódicos de laboratório. Acordou às 9h. Nada feito.

Fiz meu treino de pesos, levemene, respeitando a orientação do dentista.

Fazer compras na frutaria, gastei 195 reais, dona M já bufando desde cedo, Belzinha avisando que vem passar o dia aqui, Milu aliviou-se no sofá da sala e vomitou na minha cama. Resultado: lavar e desinfetar tudo “óia as baquitírias aí, gente! passe álcool em tudo, não encoste em nada, garbage!”

Mais um dia animado por aqui.

Sábado

Já parti para um treino mais exigente: esteira de 45 minutos, sendo 15 andando e 30 em trote leve de 6km/h mas suficientes para suar legal.

Total de 3,5km com ótima sensação.

Dia de sossego em casa, mas animado com o aviso da Imobiliária “sua proposta foi aceita”.

Mais fácil do que eu imaginava: o número redondo de 350 trouxe a boa notícia.

E se tivesse oferecido menos, hein?

É sempre assim, porque a gente quer mais e mais.

Está perfeito porque é um número que não tem uma “ponta quebrada” para suscitar uma negociação mais demorada.

Um número total e pronto. Sempre acertei com essa estratégia.

Pois bem: está feito. Novos desafios e artimanhas virão para dona M se divertir e me dar sossego.

Já preenchi o cadastro e também veio a notícia boa da quitação do consignado anterior, o que deveria demorar mais uns dias, liberando o pedido do novo, bem mais arriscado.

Valor total de 162 mil em 180 meses com inicial de 2,9 mil.

Acho que dou conta. Pau na mula e deixe que ela manque…

Sexta-feira, 6

Treino presencial, cuidadoso, evitando abaixar o tronco e a cabeça. Andar 35 minutos na esteira.

10h – levar a 02 ao neurologista, 350 reais sem recibo, outro médico sonegador por aí.

Meia hora de espera, entrando no consultório com a 01 e fiquei na sala de espera.

Resultado previsível, receitas iguais, fazer exames de laboratório, voltar em dois meses.

Levei as duas para almoço no Sabor do Rancho, 88 reais total, chá gelado Matte-Leão, 10 reais de estacionamento, compras no Supermercado Dia, gasto de 345 reais em 3 vezes no crédito.

No Tadeu, cortar cabelo por 60 reais mais 10 de gorjeta, sem mexer na barba ou no bigode, 4 reais de Zona Azul.

16h – em casa, banho frio, tomar mate e escrever estas recordações.

Quinta-feira, 5

Ontem fui liberado pelo dentista para exercícios leves ou caminhadas curtas. Mas, com preguiça, não fiz nem uma coisa nem outra.

Limitei-me a lidar com os assuntos financeiros, na agência do Itaú, e nos aplicativos de minhas contas.

Também cochilei um tempão à tarde, vi TV, tomei café, fiz dois Zazen, passei o resto do dia em casa.

Como diria meu conhecido Edu “descanso merecido”.

O pessoal de Divinópolis, sempre gentil e educado, me escreveu agradecendo os mimos com as crianças.

Meus sobrinhos naturais não têm essa postura. Respondem lacônicamente às gentilezas que sempre lhes fiz. Cansei dessa turma, parei de tentar agradá-los, por mim que vão se lascar.

Já essa família que comento acima tem diferente tratamento comigo. Jamais esquecem de retribuir e agradecer os pequenos presentes que lhes envio nos dias de aniversário.

Chegou o livro que comprei na Amazon, de Joseph Andras ” Amanhã não ousarão nos assassinar”

Sessão de documentos e fotos com o novo provedor de segurança do prédio. O atendente me chamou de senhor. Agradeci a menção. Ele comentou ” é questão de educação “. Muito certo, muito correto.

Hoje, 8h, estou de sossego e descanso no apartamento 03 porque é dia de faxina no 02.

Quarta-feira, 4

Dentista às 7h, manter o resguardo por mais uma semana. A gengiva está se regenerando lentamente. Voltar na próxima quarta, mesmo horário.

Retorno às atividades no modo calmo.

A novela do novo apartamento continua no impasse “quero, não quero”

Independente dessa indecisão fui ao Itaú para checar informações da conta da 02 e auscultar a possibilidade de drenar um valor significativo a ser incorporado na nova escritura.

Fui à agência de BG para facilitar o estacionamento e perdi a viagem: a agência está fechada com tapumes. Reforma, avisam. Mau sinal.

Voltei ao centro e logo achei uma boa vaga. Bom sinal. Demora normal para ser atendido, visto que não sou cliente.

Uma hora após, enquanto aprecio o vai e vem de velhotes, bengalas, manquitolas, como tem velho nas agências…

Pudera, os jovens usam o aplicativo ou nem têm conta ou dinheiro.

Chegou minha vez, começo uma história comprida mas a jovenzinha já entende rapidamente e me orienta com facilidade.

Em 5 minutos saio, esclarecido e de plano feito: vou ter que carregar as duas até a agência num eventual saque de grande porte.

Assunto para daqui uns dias.

Em casa, já começo o desmonte de minha carteira de investimentos, preparando 40 mil para antecipar um futuro consignado de minha Previdência Privada.

Amanhã faço o primeiro aporte e primeira oferta à imobiliária.

Duas da tarde: descanso, leitura, sossego.

Comecei um livro novo, que chegou hoje.

Chama-se “Amanhã não ousaria nos assassinar”, do jovem escritor francês Joseph Andras, 60 reais, história de um revolucionário argelino nos anos 50.

O título é grande, o livro é pequeno, a história é trágica.

Terça-feira, 3

Dia de depositar a poupança da neta. Faço isso todo dia 3, às 7h da manhã.

Nesse mesmo horário saio para compras na mercearia.

Volto para o café, para lidar com o orçamento, para ouvir as lamúrias do dia.

Chove novamente, deixo o carro na rua para ceder a garagem à filha.

Termino de ler a espetacular obra de Michel Houellebecq “Mapas e Territórios “.

Reinicio Mircea Cărtărescu em “Solenoide”, outra obra fenomenal.

22h – falecimento do amigo de longa data, J. de Barros, aos 84 anos, após longo sofrimento, vítima de câncer.

Perdi 3 pessoas conhecidas em uma semana.

A morte se aproxima dos idosos. Cada um tem sua vez assegurada.

Lembro do poema “Consoada”, de Manuel Bandeira ” quando a indesejada das gentes chegar…”

Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável),talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:Alô, iniludivel! O meu dia foi bom, pode a noite descer.(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, com cada coisa em seu lugar.

Manuel Bandeira

Segunda-feira

Cada dia fica mais complicada a situação que se enfrenta aqui, sendo responsáveis e cuidadores da irmã de dona M.

Estou às voltas com duas pendências, ou dois caminhos para seguir.

O primeiro é mantê-la aqui, comprando mais um imóvel no mesmo prédio onde moramos, garantindo-lhe conforto e segurança.

Para isso preciso avançar nos meus savings. Essa é a menor das dificuldades.

Já me entendi com o assessor financeiro, já garanti a quitação e reforma do empréstimo consignado, só falta a terceira parte do valor estabelecido de 35% a ser cavoucado da conta dela.

Para isso, preciso convencer a gerência do Itaú, visto não ser minha conta e a titular estar sem condições de comprovar a honestidade da operação.

Mas, como sempre acontece, esbarra-se na contrariedade da pessoa em questão em vencer a resistência em mudar de endereço.

Já contei aqui das experiências anteriores: quatro imóveis comprados e refugados.

A segunda opção é devolvê-la ao seu endereço pessoal e de origem, onde na fantasia dela mora muito bem sozinha sem precisar de ninguém.

Certo, certo. No passado funcionava bem. Agora, não.

Atualmente não consegue completar uma tarefa mínima de casa sem errar numa fase qualquer.

Seja no preparo, seja no horário, em qualquer circunstância não acerta nada.

A começar pela medicação, depois nos cuidados pessoais e por aí vai.

Não vou detalhar, é redundante.

Continuando: para despachá-la de volta vai ser necessário contratar duas cuidadoras, na opção particular, com custo estimado de 6 mil reais mensais, que somados às despesas de rotina e diminuindo-se o crédito mensal, vai gerar um déficit de 5 mil por mês.

E ainda sou premiado com o trabalho adicional de administrar esta questão via e-social, responsabilizando-me civilmente.

Continua a saga, as conversas amalucadas, os planos mirabolantes, a encheção de saco permanente.

Domingo, 01 fevereiro 2026

Domingo de sossego. O link da AZC não abriu, fiquei sem o tradicional zazen das 10h.

No problem. Desencanei.Liguei para o brother 01, o que garante ótimas risadas com nossos trocadilhos.

A 02 não consegue ligar a lavadora. Dormiu até 19h, não sabe mais usar os talheres, não acerta por comida do gato na tigela, usando a colher pelo lado inverso.

Passei o dia inteiro em casa assistindo séries criminais na Netflix .

Liguei para o filho 02, tudo certo, guri inteligente, percebe tudo nas entrelinhas.