Terça-feira, 5

Cumprimentos e parabéns ao irmão 2 pelos 74 anos. Liguei para saudá-lo e respondeu-me jovialmente:

“Rumo aos 80!”

Arrepiei-me. Fiz as contas e percebi que estou no mesmo caminho de rumo ao fim. Tudo bem, só não me peçam para esquecer…

Nove da manhã e mais uma vez num consultório. Dona U foi remover os pontos, sofreu bastante ao tirar e recolocar a parede superior.

Saiu murcha de lá, ainda mais com a notícia que precisa extrair mais um de baixo e colocar outro pino e bucha.

Assunto para o próximo dia 25, quando preencherei mais um cheque gordo.

E assim segue o baile, sempre com a mesma música 🎶.

Em casa resolvi andar até o centro para desbloquear o aparelho novo no banco.

Voltei sobraçando dois pacotes de compras aproveitando a viagem.

Hoje não saio mais de casa. Farei meus exercícios novamente e planejarei as atividades de amanhã.

Tem coisas que não esqueço nunca.

Segunda-feira, 4

Perdemos a viagem ao dentista. A atendente não marcou o retorno neste horário: marcou para nós mas não para o dentista.

Tudo bem, voltamos para casa com promessa de ser atendido amanhã às 9h.

Fiz meus exercícios caseiros e ui à sessão 5 de osteopatia.

Segundo o doutor, o progresso é grande porque a vontade do paciente em melhorar está acelerando o processo.

Recebi meu smartphone novo e gastei um tempão para transferir os dados do anterior para ele.

Alguns aplicativos ainda estão rateando.

Amanhã será aniversário de 74 anos do irmão 4.

Como de costume, encomendei-lhe o bolo tradicional de vários recheios. O nome oficial é Doce Pecado mas eu apelidei de Bolo Maçaroca.

Chegará amanhã, de surpresa, às 15h30, se o entregador não tropeçar na rua.

Domingo, 3

Dia quieto, como de costume. Choveu um pouco à tarde e noite, aliviando o calor e a poeira.

Não saí de casa. Duas vezes na meditação, leituras variadas, recolhimento total.

Fiz meus exercícios caseiros e alongamentos.

E foi só, além de conversar com os irmãos.

Sábado, 2

Ontem à noite, após a meditação, fui me virar na cadeira e tropecei no cabo do celular que estava carregando. Quem foi para o chão foi ele e, instantaneamente, apagou. Não teve artifício que o fizesse ressuscitar. Contei-o como perdido porque tinham sido inúmeras quedas e esta seria letal.

Tratei de escolher e comprar um novo que há tempos andava cobiçando. Está com promessa de chegar no começo da semana.

Fui me acomodar pensando na falta que faz este aparelho nos dias atuais. Tenho tudo guardado ali, sejam documentos, acesso às finanças, fotos familiares, praticamente tudo.

Acordei hoje tranquilo, sem me preocupar muito com isso. Entretanto, consultei no notebook o horário de atendimento da assistência técnica original, que já conheço e não é longe daqui.

Lá fui eu às 8h para tentar ser atendido e, quiçá, ter uma boa notícia de que haveria solução.

Tudo certo, alguns cavalheiros já estavam esperando a loja abrir. Aos poucos, as atendentes foram aparecendo e abrindo a loja às 8h30. Um deles já comentou achando-as mal educadas ao não responder seu cumprimento de bom-dia, que acontece muito hoje com os jovens e bla, blá, blá a conversinha de sempre.

Chegou minha vez de ser atendido, a mocinha foi atenciosa e educada, já adiantou que seria possível consertar trocando a placa frontal e que o técnico chegaria dali a pouco, se quisesse esperar e tal.

Sim, ficarei. Meia hora depois me avisa que dentro de uma hora ou pouco mais ficaria pronto. Ótimo, concordei. O preço? 320 reais, achei normal, autorizei, saí para fazer meu treino ali perto.

Voltei às 10h, está quase pronto, me garantiram. Fizeram até a gentileza de ligar para minha casa e avisar que ficaria no aguardo do término da manutenção.

Às 10h20 o aviso que a bateria estava em mau estado, se não queria aproveitar para trocar. Sim, claro, já está aberto mesmo, vamos lá, quanto vai ficar? apenas 560 reais no total. Tudo bem, só mais 10 minutos, que se estenderam até 11h10 mas finalmente recebi o aparelho funcionando bem. O senhor não quer trocar esta película já rachada?

Claro, claro, mais 40 reais e fecha-se a conta em 600 reais divididos em 9 vezes.

Saí satisfeito, achei que fiz um bom negócio e lá se foi a manhã inteira.

Tinha comprado duas caixinhas de Bis para agradecer o bom atendimento. Agradeceram-me com entusiasmo porque não é um costume comum por estas bandas.

Aprendi este artifício em duas fontes: primeiro, com o irmão 4, que faz dessa prática um hábito constante, sempre fazendo um agrado a quem lhe serve em serviços, entregas e assuntos do gênero. Outro exemplo é o do sistema americano, que frequento há anos devido às viagens que faço por lá.

Ocorre que naquele país a gorjeta tornou-se obrigatória e quem recebe nem faz cara de agradecido.

Aqui, entretanto, é uma surpresa agradável receber o agradecimento pelas pequenas gentilezas. Ontem mesmo, na Clínica, levei os mesmos Bis para as secretárias, à guisa de lembrar o Dia da Secretária no dia 30.

A surpresa e o agradecimento foram iguais. Na verdade, o doador se sente também recompensado ao proporcionar uma pequena alegria a quem está lhe servindo.

O indesejável é, segundo o zen-budismo, fazer desta prática o sistema de recompensa onde quem faz o presente recebe de volta mais do que doou ao sentir-se “nossa, que bem que me fez”, “nossa, como eu sou bom , gentil, educado” etc. e tal

Portanto, o lance é fazer o bem sem esperar nada em troca, sequer o agradecimento. Deu, está dado e fim.

Por falar em doação, pretendia mandar um livro para meus leitores mas preciso de autorização para não causar qualquer contratempo a eles. Os que concordarem, podem comentar aqui. Quando compro este tipo de livro estou colaborando com a turma da meditação. Já tenho o meu mas posso ampliar a colaboração ao meu grupo.

Quinta-feira, 30

Fim de mês. Paguei todas as contas, guardei o que sobrou, deu tudo certo.

Às 9h levei dona H para o enésimo exame deste ano. Foi rápido. Voltamos às 9h30 e já saí para um treino leve no parque.

Foram 5km, metade andando, metade correndo. Sem dores, sem incômodos.

Tarde sossegada, cuidando de uns textos longos.

Agora meditação e depois um pouco de TV.

Terça-feira, 28

Hoje andei bastante: 10km, devagar e tranquilo com pequenas paradas porque não foi uma caminhada específica mas um andar pela cidade resolvendo umas paradas.

Que, no total, deu 10km em 1h55min

E para quê? para consertar os óculos de dona E, que deixei na ótica onde pediram uma hora para fazer o serviço.

Enquanto esperava, fui andando até a Clínica de Imagens a fim de agendar um RX panorâmico dentário, dela também, pós-cirúrgico, na próxima quinta-feira às 9h, para levar segunda-feira na retirada dos pontos.

O conserto saiu por 35 reais. Ali mesmo comprei um relógio de parede para a cozinha, visto que os três anteriores foram para o lixo.

Esse, pelo jeito, também terá vida curta a julgar pelo preço de 25 reais mais 5 reais pelas quatro pilhas.

Tudo bugiganga chinesa mas não há outro jeito. Este ainda é fabricado pela Herweg, de Timbó-SC, mas o mecanismo é chinês.

Agora à tarde, repeti meus exercícios indoor, na sala, ouvindo música. Bom também.

Acho que vou tomar mate novamente porque o calor está de lascar.