Fui cedo para o exame de PSA, às 7h pois acordei antes das seis da manhã.
Tratei da gata, preparei café e deixei a mesa arrumada. Dona R nem percebeu minha saída mas tinha-lhe avisado ontem.
Fui e voltei andando, total de 5km, espiando o movimento de muita gente pelas ruas.
Comprei pão, encontrei a vizinha que cuida de nossa gata quando estamos em viagem. Dá dó de vê-la tão abatida: marido no hospital, já no oxigênio, a única filha – casada e com uma menina especial, em depressão profunda, daquelas de não sair da cama.
Converso um pouco para dar um ânimo mas fica-se sem saber bem o que dizer.
Sempre coloco-me à disposição para o que precisar, tipo uma carona ou fazer compra ou ir à farmácia.
Agradece emocionada. O marido é diabético, praticamente cego, seis stents, uma penúria só.
Liguei para o retorno no médico, só no fim do mês.
Tentei marcar um nefrologista e ficaram de me retornar mas até agora nada.
Acho que vou no barbeiro para não desperdiçar a tarde.
Quatro da tarde: desisti do barbeiro por enquanto, fiquei com preguiça.
Mas consegui marcar nova consulta, desta vez com o nefrologista para desvendar esta crise com o incômodo de dores na bexiga. Vai ser na segunda-feira, dia 12 às 14h30.
Este mês está sendo pródigo em consultas, exames, remédios, tratamentos especiais. Somente a gata, senhorinha de 17 anos, está livre dessas paradas.
Mas nós três aqui estamos em constante reforma. Até quando, só Deus sabe.
Valha-me, Santo Expedito!