Quinta-feira, 10

Dia de pagar contas, bem cedinho, pelo App, fácil, fácil.

Ginástica às 7h30 para harmonizar o interno e o externo, corpo e mente, respiração ao ar livre debaixo das árvores.

Receita Federal : às 9h esperando a auditora fiscal. Atendeu-me cordialmente mas refugando meus documentos. Quer outros, a pedir no Banco do Brasil.

Não sou cliente. Não faz mal, qualquer agência tem obrigação de fornecer.

Tudo bem, lá vou eu no outro extremo da cidade, onde fui na última vez. Andar um tempão sob o sol pois achar um lugar para largar o carro, quem há de?

Finalmente chego na agência. Mas que só abre ao meio-dia.

Mais uma caminhada até outra pois não compensa pegar o carro.

Não, senhor, não podemos lhe atender. Isto aqui não é uma agência.

Não? É um posto e nossa autonomia é reduzida.

Caminhada até o carro, de carro para casa. Contar toda esta história à dona Z.

Sair novamente até outra agência. Também não. O sistema está fora do ar, nada está funcionando.

Volta para casa, mate e almoço.

Vamos à agência central, deixando o carro no estacionamento sabe-se lá quantas horas se o tal sistema resolve voltar.

Na agência. Sim, está funcionando. Pego a senha e vou ao 2o.andar, dando de cara com uma multidão.

A que horas sairei daqui, se resolvida minha pendência, e que devo levar ainda hoje à Receita?

Vamos aguardar. Paciência.

Ontem ficamos até dez da noite no velório. Uma tristeza só, meu amigo de longa data, da primeira turma de operadores de 1971, agora viúvo.

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