Segunda-feira, 2

Uma história comprida : em 1957 o pai de dona G comprou um terreno no cemitério para abrigar seus pais e avós, transferidos post mortem de Triunfo.

Construiu uma “capela” e organizou-os nas gavetas.

Em 1969, morto precocemente aos 49 anos, foi sua vez de morar ali definitivamente.

O tempo passou, as famílias se mudaram.

Há dois anos, por vontade das duas irmãs, estive uma semana aí, fazendo orçamento para reforma do conjunto quase desabando pelas infiltrações, sumiços de material, entra-e-sai de parentes mortos.

A família original esteve brigada durante décadas por assuntos de heranças contestadas. Agora estou contribuindo com a reforma que as duas irmãs e a prima delas, sobrinha de Leila -casada com um primo meu – encerrou há dias.

Elas só foram se falar passados 50 anos por conta da desavença entre seus pais.

E eu no meio disso tudo, ligado aos dois lados?

Simplesmente paguei a conta e eles que se entendam…

De qualquer modo não pretendo utilizar essas instalações ahahahahah…

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