Terça de Carnaval, dia de sol e calor. Saí às 8h30 para meu treino de pista.
Previstos 5 tiros de 1km, preciso de uma pista de atletismo pois não há nas ruas alguma distância assim sem interrupção.
Resolvi ir ao Parque Taquaral. Perdi a viagem : não havia um só lugar para deixar o carro, que dirá espaço para correr sem trombar com alguém, corredores, caminhantes, bicicletas, carrinhos de bebê, cães, cadeirantes, todo esse povo que fica nos feriados.
Aí é só para se distrair ou passear. Nem parei, toquei direto para a pista da faculdade. Aí, sim.
Vários atletas treinando mas sempre sobra um lugar para quem vai treinar sério.
E assim fiz os 5 tiros de 1km na base de 5 min cada. Os últimos, não. Já estava beirando os 5’25”, devido ao cansaço.
E sem o treinador presencial eu não acerto o ritmo, indo mais na percepção.
Enfim, foi um treino forte mas não o suficiente nem regular.
De volta para casa, permito-me um almoço melhorado no centro da cidade.
Na verdade foi um revival da primeira vez que cheguei nesta cidade em setembro de 83, para conhecer onde viria de mudança.
Trazido por um familiar que aqui lecionava na universidade, fomos neste restaurante que costumava frequentar.
Desta vez mais mudado mas ainda aceitável.
Às vezes funciona, às vezes não. Desta vez foi mais ou menos, não passou de mais uma refeição.
O atendente da mesa agradeceu a gorjeta que deixei sob o prato. Nesses lugares self-service ninguém dá a mínima para os servidores. Não consigo sair sem gratificar – por pouco que seja – quem me serve.
De lá, resolvi fazer mais uma extravagância : tomar sorvete. Mas não fui bem sucedido.
É um lugar caro e bom, chamado Gelateria. A demora de poucos atendentes é fatal. Um produto absolutamente supérfluo não me faz ficar na fila como se precisasse disso. Virei as costas e fui embora.
Passei o restante do dia em casa, nos meus assuntos triviais.
Hoje tenho outras atividades. Agora são 7h28 e vou começar meu dia, nesta quarta-feira de Cinzas.
Antigamente era obrigado ir cedo às igreja, onde o padre benzia-nos passando cinza na testa.
Não sei se alguém ainda lembra ou faz isso.
Com o passar do tempo, tudo se acaba. Ou quase tudo.