Quinta-feira, 13

Começamos o dia com calor intenso, indo ao Bosque para o encerramento das atividades de ginástica. Costumeiramente, levo duas garrafas térmicas com café. Tenho o cuidado de afixar uma fita crepe onde se lê numa: preto, forte, amargo; e, na outra, preto, forte, com açúcar.

O pessoal se diverte com essas brincadeiras. E levam pratos com salgados, doces, presentes para  o professor, flores, enfeites.

Fazemos a ginástica e a solenidade : cantam, se abraçam, dão depoimentos, se emocionam.

Prefiro tirar umas fotos e passo ao largo das sentimentalidades. Tomo um café, converso com um e outro e recolho dona H para casa.

De volta, mergulho nos meus textos de correção que, desta vez, me deram um trabalhão. Um deles, com 35 páginas de má redação, onde precisei mudar muito. E o sujeito ainda termina com um ” … o que se pretendeu nesse pequeno e breve recorte..”

Pequeno e breve? recorte já significa pedaço. Recorte de 35 páginas? cruz, credo. Cada um que me aparece. E olha que o sujeito é mestrando.

À tarde, vencendo a preguiça, fui à musculação, sob um sol de 34oC, andando três quadras.

Fiz todos os exercícios meticulosamente, gastando 2 horas e 20 minutos. 

De volta, novena na TV e mate quente. Nesse meio de tempo dona Q arrumou as malas. Fiquei livre dessa parada. Se há coisa que detesto é colocar roupas e tranqueiras em mala para viajar. Já que ela aprecia, cuido de outros assuntos.

Agora tudo organizado, minha parte é pesar as malas para ver se não passam de 23kg cada, conforme a regra da viagem. O curioso é que tive que pesar uma delas com a gata deitada, que se recusa a sair de cima da mala.

Há dias ela está inquieta, arrodeando-se pelas portas, esfregando-se em dona G, miando alto e rouco. Ela percebe a mudança e sabe que ficará mais só.

Nossa vizinha vem duas vezes ao dia tratar dela mas o animal sente falta de seus donos. Cada vez que se viaja temos esta sensação de tristeza e abandono.

Enfim, fazer o quê? a vida continua e lá vamos nós no sábado de manhã. 

Deixe um comentário