Quinta-feira, 6

Mais um dia que amanhece frio. Ainda assim fui à ginástica das 7h30, com pouca gente, provavelmente fugindo do frio.

Voltei para o café. Tinha apenas tomado dois curtos, quentes e fortes, sem açúcar. Sinto-me bem pela manhã em jejum. Fico atento, desperto, vivo. Em outros tempos acompanhava-me o cigarro, companhia de longos 40 anos.

Nem penso mais nisso – ou melhor, penso mas não me tenta mais.

Volto com o jornal e deixo-me ficar ao sol, lendo sossegado.

Apenas interrompido por um recado de Sam, duma sobrinha de L Maciel (mencionei ontem no sonho anterior) casada com um primo médico. Assunto que me levou há exato um ano a Sam, resolvendo a reforma funerária.

Resolvido esse assunto, ocupo-me de outro assunto : o menino viaja hoje para Sidney, a trabalho. Pede-me orientação sobre o uso do cartão, câmbio, coisas práticas que cuido para ele.

Às 14h30 sigo para a musculação, com duas horas de trabalho forte.

E cá estou de volta para o mate, banho, lavar minha roupa, essas coisas práticas do dia a dia.

Inscrevi-me para uma prova de 10km em 23 deste mês, a mais tradicional desta cidade.

Foi onde comecei realmente a competir, no distante ano de 1998. E agora tento repetir a façanha depois deste longo tratamento que me fez perder todo o condicionamento do ano.

Enfim, vou tentar completar a prova do melhor jeito possível, nem que precise me arrastar.

X acomodou-se cedo e fiquei assistindo mais um filme, entremeado com este relato. Ao meu lado, dorme enrodilhada minha companheira silenciosa, agora tranquila com a casa sem visitas. Coitada, passou um mês atormentada, com o pequeno a correr aos gritos atrás dela.

Amanhã, feriado, teremos um dia de sossego e silêncio nas ruas. O povo desaparece. Os velhos ficam.

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