Quinta-feira, 5

Ontem fui liberado pelo dentista para exercícios leves ou caminhadas curtas. Mas, com preguiça, não fiz nem uma coisa nem outra.

Limitei-me a lidar com os assuntos financeiros, na agência do Itaú, e nos aplicativos de minhas contas.

Também cochilei um tempão à tarde, vi TV, tomei café, fiz dois Zazen, passei o resto do dia em casa.

Como diria meu conhecido Edu “descanso merecido”.

O pessoal de Divinópolis, sempre gentil e educado, me escreveu agradecendo os mimos com as crianças.

Meus sobrinhos naturais não têm essa postura. Respondem lacônicamente às gentilezas que sempre lhes fiz. Cansei dessa turma, parei de tentar agradá-los, por mim que vão se lascar.

Já essa família que comento acima tem diferente tratamento comigo. Jamais esquecem de retribuir e agradecer os pequenos presentes que lhes envio nos dias de aniversário.

Chegou o livro que comprei na Amazon, de Joseph Andras ” Amanhã não ousarão nos assassinar”

Sessão de documentos e fotos com o novo provedor de segurança do prédio. O atendente me chamou de senhor. Agradeci a menção. Ele comentou ” é questão de educação “. Muito certo, muito correto.

Hoje, 8h, estou de sossego e descanso no apartamento 03 porque é dia de faxina no 02.

Quarta-feira, 4

Dentista às 7h, manter o resguardo por mais uma semana. A gengiva está se regenerando lentamente. Voltar na próxima quarta, mesmo horário.

Retorno às atividades no modo calmo.

A novela do novo apartamento continua no impasse “quero, não quero”

Independente dessa indecisão fui ao Itaú para checar informações da conta da 02 e auscultar a possibilidade de drenar um valor significativo a ser incorporado na nova escritura.

Fui à agência de BG para facilitar o estacionamento e perdi a viagem: a agência está fechada com tapumes. Reforma, avisam. Mau sinal.

Voltei ao centro e logo achei uma boa vaga. Bom sinal. Demora normal para ser atendido, visto que não sou cliente.

Uma hora após, enquanto aprecio o vai e vem de velhotes, bengalas, manquitolas, como tem velho nas agências…

Pudera, os jovens usam o aplicativo ou nem têm conta ou dinheiro.

Chegou minha vez, começo uma história comprida mas a jovenzinha já entende rapidamente e me orienta com facilidade.

Em 5 minutos saio, esclarecido e de plano feito: vou ter que carregar as duas até a agência num eventual saque de grande porte.

Assunto para daqui uns dias.

Em casa, já começo o desmonte de minha carteira de investimentos, preparando 40 mil para antecipar um futuro consignado de minha Previdência Privada.

Amanhã faço o primeiro aporte e primeira oferta à imobiliária.

Duas da tarde: descanso, leitura, sossego.

Comecei um livro novo, que chegou hoje.

Chama-se “Amanhã não ousaria nos assassinar”, do jovem escritor francês Joseph Andras, 60 reais, história de um revolucionário argelino nos anos 50.

O título é grande, o livro é pequeno, a história é trágica.

Terça-feira, 3

Dia de depositar a poupança da neta. Faço isso todo dia 3, às 7h da manhã.

Nesse mesmo horário saio para compras na mercearia.

Volto para o café, para lidar com o orçamento, para ouvir as lamúrias do dia.

Chove novamente, deixo o carro na rua para ceder a garagem à filha.

Termino de ler a espetacular obra de Michel Houellebecq “Mapas e Territórios “.

Reinicio Mircea Cărtărescu em “Solenoide”, outra obra fenomenal.

22h – falecimento do amigo de longa data, J. de Barros, aos 84 anos, após longo sofrimento, vítima de câncer.

Perdi 3 pessoas conhecidas em uma semana.

A morte se aproxima dos idosos. Cada um tem sua vez assegurada.

Lembro do poema “Consoada”, de Manuel Bandeira ” quando a indesejada das gentes chegar…”

Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável),talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:Alô, iniludivel! O meu dia foi bom, pode a noite descer.(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, com cada coisa em seu lugar.

Manuel Bandeira

Segunda-feira

Cada dia fica mais complicada a situação que se enfrenta aqui, sendo responsáveis e cuidadores da irmã de dona M.

Estou às voltas com duas pendências, ou dois caminhos para seguir.

O primeiro é mantê-la aqui, comprando mais um imóvel no mesmo prédio onde moramos, garantindo-lhe conforto e segurança.

Para isso preciso avançar nos meus savings. Essa é a menor das dificuldades.

Já me entendi com o assessor financeiro, já garanti a quitação e reforma do empréstimo consignado, só falta a terceira parte do valor estabelecido de 35% a ser cavoucado da conta dela.

Para isso, preciso convencer a gerência do Itaú, visto não ser minha conta e a titular estar sem condições de comprovar a honestidade da operação.

Mas, como sempre acontece, esbarra-se na contrariedade da pessoa em questão em vencer a resistência em mudar de endereço.

Já contei aqui das experiências anteriores: quatro imóveis comprados e refugados.

A segunda opção é devolvê-la ao seu endereço pessoal e de origem, onde na fantasia dela mora muito bem sozinha sem precisar de ninguém.

Certo, certo. No passado funcionava bem. Agora, não.

Atualmente não consegue completar uma tarefa mínima de casa sem errar numa fase qualquer.

Seja no preparo, seja no horário, em qualquer circunstância não acerta nada.

A começar pela medicação, depois nos cuidados pessoais e por aí vai.

Não vou detalhar, é redundante.

Continuando: para despachá-la de volta vai ser necessário contratar duas cuidadoras, na opção particular, com custo estimado de 6 mil reais mensais, que somados às despesas de rotina e diminuindo-se o crédito mensal, vai gerar um déficit de 5 mil por mês.

E ainda sou premiado com o trabalho adicional de administrar esta questão via e-social, responsabilizando-me civilmente.

Continua a saga, as conversas amalucadas, os planos mirabolantes, a encheção de saco permanente.

Domingo, 01 fevereiro 2026

Domingo de sossego. O link da AZC não abriu, fiquei sem o tradicional zazen das 10h.

No problem. Desencanei.Liguei para o brother 01, o que garante ótimas risadas com nossos trocadilhos.

A 02 não consegue ligar a lavadora. Dormiu até 19h, não sabe mais usar os talheres, não acerta por comida do gato na tigela, usando a colher pelo lado inverso.

Passei o dia inteiro em casa assistindo séries criminais na Netflix .

Liguei para o filho 02, tudo certo, guri inteligente, percebe tudo nas entrelinhas.

Sábado, 31

Termina janeiro e eu aqui paradão. Já são 11 dias em casa, recluso, sem atividade física.

Hoje escrevi para o corretor de imóveis, pedindo uma previsão de gastos.

Serão 18 mil numa operação entre 360 e 400 mil para custas de cartório.

Tudo bem, vou fazer a engenharia com o assessor financeiro na segunda-feira.

Meu plano é quitar o consignado atual de 40 mil para liberar um novo de 120 mil, sacar 120 meus e 120 da dona C, fazendo um sharing na escritura.

Quinta e sexta, 29 e 30

Terminando o mês de janeiro, terminando com conhecidos que faleceram (Antônio Carlos da Rosa, Lilian Wolf Ramalho), outros em vias de, já em cuidados paliativos (Barros) e mais notícias tristes, conhecidos em decadência.

De minha parte, tentanto melhorar da infecção, que me mantém quieto em casa (não tomar sol. não erguer peso, não fazer exercícios), alimentação cuidadosa, higienização com Periogard, tomando antibiótico duas vezes ao dia durante uma semana.

Terminando o mês com ajuste na carteira de investimento: trazendo os ativos todos para o Santander, desmontando no PicPay, BTG Pactual e XP Invest.

Visita hoje a dois imóveis no mesmo prédio, mesmo valor de 400 mil, mas um fiasco a recepção da interessada e da não interessada.Como diria Salomão Schartzmann, “vocês não imaginam a economia que fiz”.

Visita à contadora para dar seguimento à retificação da Declaração Anual de 2025, com supostas pendências, na Receita Federal. Gastei 250 reais pelo trabalho de montar o processo digital. Nada mais a fazer a não ser esperar. Foda-se a Receita Federal.

E chove pra caralho nessa terra, é todo dia um temporal. Pelo menos fico em casa, de boas, engordando, escrevendo essas merdas aqui e assistindo a essas merdas na TV. Foda-se.

Quarta-feira, 28

Mandei um presente, via Amazon, para o guri JA, 5 anos, em Minas Gerais pelo aniversário.

Fui cedinho ao dentista, marcado para 7h50, que apareceu às 8h15.

Abasteci o carro com etanol a 4,19 gastando 143 reais. Tudo sobe nessa terra.

Removeu os pontos e encontrou nova infecção. Tenho que tomar antibiótico durante sete dias e manter-me afastado de esforço, tipo musculação e esportes.

Mais uma semana em casa, grudado no sofá e TV.

Gasto na farmácia: 80 reais.

Fiz compras de mercado: 430 reais.

Dona M quer comprar uma TV nova. Vou escolher uma de 65 polegadas.

Ela foi na reunião do condomínio às 19h e ainda não voltou. A 02 ficou perdida, não sei se jantou, apesar de a 01 ter deixado tudo pronto, só faltava se servir.

Não percebi a bulha porque estava usando earphones para assistir TV sossegado.

Chove sem parar.

Domingo, segunda e terça, dias 25 -26 – 27

As novidades: poucas, continuo em casa, praticamente sem sair, tomando antinflamatórios, padecendo uma dorzinha sem fim nos buracos dos dentes, ou ex-dentes, que darão lugar a implantes.

Continua a saga da cunhada, irmã 02, perdida aqui conosco. A 01 quer comprar mais um apartamento, agora no prédio em que moramos, para deixá-la perto.

Mas há resistência. Essa é o quarto imóvel destinada a essa pessoa, que jamais gostou desta cidade, de nós, da irmã, de coisa nenhuma.

Sexta-feira às 10h virá o corretor de imóveis mostrar o apartamento no 2o. andar, sendo que moramos no oitavo. A ideia é ficar zanzando de cima para baixo e mantê-la nesse tal, de 3 quartos, garagem, academia, salão de festas, o diabo a quatro, tudo sem a menor serventia para ela.

Valor envolvido de 400 mil reais e novas despesas com ITBI, escritura, Registro de Imóveis, condomínio. IPTU, aportes nas reformas sem fim, mais móveis, compras de supermercado, levar para consultas, exames e farmácia.

Vai dar super certo, é claro…

Hoje volto ao urologista, pro-forma, apenas para mostrar o resultado do exame de ultrassom, que a médica já adiantou não mostrar nenhum problema. Vou aproveitar para dar um passeio no centro da cidade, visto que estou trancado em casa há uma semana.

Domingo passei o dia sozinho. O genro levou as duas a passeio numa cidade próxima. Gastaram 200 reais num almoço comum.

Sábado usei o carro e levei-as ao apartamento 03 para verificar o conserto da pintura. Tudo certo. Após uma hora de varre-varre, volta para casa.

Meus dias têm sido de resguardo e recolhimento, apenas vendo TV, lendo, escrevendo e corrigindo textos. Tudo certo até aqui.