Domingo, 18

Dia se ir à Farmácia Popular buscar Prolopa BD 100/25 de graça. Todo mês ganho dois frascos de 30 comprimidos.

Tomo 2 por dia. Custa 70 reais cada.

6h30 – correr de leve na avenida, durante 6,5km levemente nesta manhã úmida, após chuva a noite toda.

Sempre vou em jejum e me sinto muito bem. Hoje fiz o suco de beterraba com limão, importante para o transporte de O2.

Gastei 1 hora exata com 500m andando antes e 500m após.

Fazer check-in para a 01 e 02, amanhã às 18h.

Almoço no Édilbar, comida portuguesa ótima e cara, 108 reais o quilo, gastei 78,00 com um refrigerante, peso de 650g.

Passei no apartamento 03, molhei as plantas, recolhi os colchões para iniciar a pintura do quarto.

Sábado,17

Terminei os três textos, um mais chato que o outro.

Não saí para treino, chuva desde a madrugada.

Tentei pagar a cuidadora, enrosquei na senha. Devo ter errado um dígito, que somado às tentativas da titular ontem, causou o bloqueio.

Tive que pagar com minha conta e deixar para reorganizar o cartão na próxima segunda-feira com a chegada da 02 por aqui.

A novidade é o FGC estar disponível para fazer a requisição dos ativos do Banco Master.

Só que todos os clientes tentam agendar ao mesmo tempo e aí o aplicativo não dá conta.

Passei o dia reinando com essa desgraça e nada feito.

Nem almocei, sem vontade nenhuma.

Duas da tarde: levei dona M ao aeroporto para viajar às 15h.

Na volta, comprei um saco de areia para a gata, 45 reais.

Passei no apartamento 03 para molhar as plantas.

Três da tarde, em casa e fim de papo.

Sexta-feira, 16

Dia de treino presencial às 8h10, após 25min de esteira andando.

Recomecei as revisões mas logo interrompidas com o assessor financeiro vindo coletar novas assinaturas.

Pretendia ir ao escritório da contadora para dar continuidade à revisão do IR mas ela não respondeu. Certamente não vai rolar isso hoje. Desencanei.

Já surge novo compromisso: atender a neta enquanto os pais se reúnem com a arquiteta em planos da nova residência.

Cruzes, quanta gente feia nesse shopping tão chique..

Das 2 às 5 da tarde pajeando a neta enquanto os pais resolvem seus assuntos com a arquiteta, misto de pizzaria e projetista.

Acontece que ela gerencia o restaurante da família e, nos intervalos, atende os interessados em projetos de arquitetura.

A todas essas, fico de pajem para a neta não atrapalhar a conversa.

Funcionou, não me deu trabalho além da vigilância.

Fim do dia, zazen, jantar, TV, continuar as revisões, ler, dormir.

Quarta e quinta, 14 e 15

Ontem, quarta-feira, foi dia de me dedicar à revisão da carteira de investimentos. Tenho quatro contas bancárias e pretendo unificá-las no bancão S e liquidar as posições dos bancos digitais. Não que sejam ruins mas vou priorizar a segurança da carteira e fugir desses pseudo-assessores financeiros que só querem vender seus produtos.

Entrei numa fria com a XP e seus COEs, posições estruturadas e bancos falidos. Consegui raspar tudo, com o assessor do S, durante três horas de reunião, das 14 às 17h. Saí satisfeito e mais tranquilo.

De manhã, atendendo aos pedidos de dona M, comprei-lhe os novos ventiladores de teto para a sala principal, gastando 1.200 reais; aproveitei a ocasião e comprei mais um livro, de 68 reais, de Joseph Andras “Amanhã não ousaram nos assassinar” e ainda duas caixas de sachês para a gata, por 80 reais.

Andei 3km e só. Zero exercícios. Zazen normal , das 19h30 às 21h. Mais TV e dormir muito bem.

Hoje, quinta-feira, pular cedo, cuidar dos assuntos caseiros, fazer compras de mercado por 243,63 e levar o carro para revisão de 2 anos ou 20 mil km.

Ele está com apenas 7.800km mas é a segunda revisão prevista de 2 anos, pela qual pagarei 1.740 reais ficando credor da 3a. revisão no próximo ano.

Às 15h30 vou buscar, se não estiver chovendo. Caso contrário, fica na agência. Não quero sujar a beleza após a limpeza caprichada que eles oferecem.

Mais uma treta: a pintura da parede do quarto do apartamento 03, danificada mês passada pelo vazamento de água do imóvel superior.

O condomínio assumiu a dívida mas preciso desmontar os móveis para dar condição da pintura ser reparada. Assunto para amanhã após a aula de musculação tradicional, das 8h10 às 9h15.

Treino de hoje: intervalado de 30″ x 1′ x 1′ x 8 repetições, com andar e trotar, no parque aqui em frente de casa. Treino curto e rápido mas cansativo porque estou há vários dias sem correr. Mas vamos reiniciar o ano com os xaropes de sempre.

O assessor financeiro veio cá em casa colher assinatura na petição de Portabilidade da Previdência Privada, nem precisei ir ao banco. Cliente Select é assim.

Apliquei o rendimento da carteira de FIs em renda fixa. Esse ativo tem rendido bem há muito tempo, mais de 10 anos que tenho esse papel. Na ocasião que a gerente me instou a comprar fiquei na dúvida se não estava me empurrando mais uma bomba. O tempo provou que não. Às vezes a gente acerta uma.

Passei o dia reinando com o pagamento do cartão de crédito XP.

Apesar de constar como débito automático ele não estava sendo quitado. Observei inúmeras vezes no aplicativo e nada acontecia. Liguei para o atendimento, expliquei várias coisas e nada.

Até que um atendente percebeu que faltavam 40 centavos no saldo bancário: errei a conta ao transferir fundos para cobrir o pagamento. Quase cinco da tarde quando consegui regularizar a situação. Vergonha minha de fazer uma conta errada, eu que passo o dia lidando com as quatro operações.

Ainda liguei para o outro banco para esclarecer o porquê do aviso que passariam a me cobrar mensalidades nos cartões de crédito. A mocinha atendente, sotaque carioca cheio de erres e esses, me explicou pacientemente as mudanças feitas que mantêm minhas contas do mesmo jeito.

Aquele lance de cliente especial, não há porquê cobrar valores de manutenção.

Mas, se a gente não fala, não resmunga, não corre atrás, dança bonito.

E ainda teve o desplante de tentar me empurrar mais uns títulos de capitalização. Fiquei de ver. Só fiquei. Tchau mesmo.

Histórias do cotidiano

Uma história comprida

Vou contar da sexta-feira passada a ocorrência com o avô paterno dos meus netos americanos.

Trata-se de Mr. C.P., advogado de prestígio, rico, 72 anos, casado pela segunda vez, 5 filhos, 10 netos, esportista, tudo do bom e do melhor.

Bon vivant, morando em lugar privilegiado, viagens frequentes, bons restaurantes, uma vida e tanto.

Uma pessoa de quem gostamos muito, tendo acolhido carinhosamente nossa filha como nora e gentil conosco em nossas visitas anuais.

Toda essa vida de sucesso quase virou em nada nesse dia 9, quando caiu em casa desacordado, vÍtima de um AVC.

Sua sorte foi a esposa acordar-se, não pelo barulho, mas por ter um compromisso agendado, diferente do horário habitual de começar o dia mais tarde.

Rapidamente ligou para o 911 emergencial e para o filho, nosso genro.

Em meia hora já estava em cirurgia, sendo detectados oito coágulos passeando pelas suas veias.

Dois deles atingiram o cérebro mas foram removidos antes de causar maiores estragos.

A rapidez e qualidade do atendimento foram essenciais para salvar-lhe a vida ou deixar sequelas profundas.

Ontem já se preparava para voltar para casa.

Escrevi desejando melhoras e ele próprio respondeu no chat do Instagram.

Salvou-se mas deverá abandonar os scotchs, os vinhos, os drinks diários, que tomava com prazer.

A vida é assim, um fiapo qualquer.

Basta um grumo de coágulo desprender-se de um vaso sanguíneo para o sujeito ir acertar as contas com o Criador.

11 e 12 de janeiro

Ontem, 11, domingo, dia de sossego em casa, com muito calor e pouca gente: eu, a muié e a gata. O resto do povo foi para a chácara enfrentar o trânsito, o calor, os pernilongos, a água precária. Gosto é gosto, não se discute mas não se impõe.

Saí às 8h para caminhar, andei 5km, comprei meia dúzia de sachês para o gato, voltei para tomar café. Sim, meus treinos são na maioria em jejum. Não os de força mas os aeróbios.

10h- zazen online, conversa com o mano 01, finalizar os longos textos, almoçar frugalmente e fim de papo.

Assisti vários episódios do thriller Mr.Mercedes, comi uma baciada de pão de queijo, quebrei mais um implante. Foda-se. Semana que vem, na terça-feira, o dentista vai fazer uma reforma geral.

Calor, chuva, temporal, ventania, leitura, beber leite, tomar remédio, jantar corretamente, deitar cedo, dormir logo.

Segunda-feira, dia 12, acordar às 5h, tomar banho, fazer “hora” até as 7 para ir à clínica para o ultrassom do abdômen.

Exame de rotina, beber dois litros de água, aguentar aquele mouse grudento no púbis, querendo me urinar.

Segunda parte do exame “o senhor pode esvaziar a bexiga parao exame final” e lá fico eu um tempão mijando de gota em gota.

Fiz o que pude, a médica jovenzinha disse que estava de acordo, apertou novamente minha pança e me liberou com um envelopão fechado, mas garantindo que estava tudo bem.

Em casa, às 8h, tomar café e levar dona M a uma loja imensa para ver uns raios de uns ventiladores de teto. Agora ela está na fase de ventiladores, luminárias, ar condicionado, essas merdas todas que gastam energia e azem vento, o que ela paradoxalmente detesta.

Viu, não gostou, conversou com o eletricista montador, não comprou nada, ficou na dúvida. Voltamos para casa, de boas, passando no apartamento 3 para o agente de seguros ver a merda do estrago na parede, causado pelo vazamento de água do vizinho de cima.

Como me enche o saco esse zelador, com seus recados de áudio xaroposos. Já deixei uma chave reserva com ele para não me perturbar, mas o infeliz volta e meia manda esses aúdios enrolados de fala fina.

Despachei a treta e vim embora para fazer meu treino de musculação, onde despejo todo meu rancor, o fel, o veneno, a desgraça toda.

Calor, calor, calor. Tomei mate, almocei corretamente, ajudei na arrumação da casa e pah! no sofá a tarde toda.

Fim de papo, zero conversa, vou deitar cedo para amanhã levar dona M às 7h na Clínica, onde fará o procedimento de infiltração no joelho, aquele tal dos 4 mil reais. Lá vai barão…dizia o bordão antigo daquele famoso comediante de duzentos quilos.

Janeiro,10, sábado

Rodagem leve de 7km cada vez mais lenta. A culpa é do calor. Fui cedo, em jejum, mas não é esse o problema.

São as pernas que cansam logo.

Tudo bem, faço o que é possível.

Terminei três longos e trabalhosos textos em tempo recorde. Enviei-os aos responsáveis.

A velocidade de comunicar o recebimento ou até agradecer não é a mesma.

Zero retorno até agora. É sempre a mesma história. Rápidos quando precisam, sem pressa quando satisfeitos.

Janeiro, 9

Visita ao neurologista às 11h10, mas saí de casa às 10h para ir à clinica de ortopedia.

Lá marquei a artroscopia e infiltração de ácido hialurônico com PRP para o joelho direito de dona M.

Serão 3.100 reais em 4 x no cartão de crédito, saúde parcelada.

Minha consulta é tranquila, com o doutor Rached falando manso, conversinha sossegada, zero preocupação.

Já estou até duvidando que sou portador de Mal de Parkinson.

Enfim, vou continuar com a medicação e torcer para que o INSS acredite e me isente do Impoto de Renda.

Isso, sim, seria bom.