Segunda-feira, 2

Acordei bem cedo porque tinha fisioterapia às 7h, com agenda apertada devido ao jogo da Seleção. Todas as atividades da cidade ficam suspensas ou espremidas ou canceladas. Tudo bem, lá estava eu às 6h30, aguardando abrir a clínica.

Aproveito para ir andando cuidadosamente e aprecio o movimento do trânsito e das pessoas, cada um nos seus compromissos.

Pontualmente às 6h55 sou atendido e faço meus exercícios. Segundo a fisioterapeuta, temos algum progresso no desmanchar dos nós das panturrilhas. Não sei não, talvez ela esteja apenas me animando. Tudo bem, faço os alongamentos – eversões e inversões – no capricho e saio de lá às 8h, para tomar meu café em casa.

Cuido das minhas contas, adianto as correções e aguardo o início do nosso jogo. Sofrido, tenso, amarrado. Não consigo ficar o tempo todo assistindo, saio para varrer a cozinha, lavar a louça, olhar pela janela. Volto quando o resultado melhora. Enfim, ganhamos e posso relaxar.

Agora vou à musculação.

Uma história lamentável

Minha irmã aprontou-se nesta sexta-feira para sua viagem semestral em visita ao neto mineiro. Saiu de casa cedinho para o aeroporto de Pinhais, useiro e vezeiro em fechar quando a neblina o fecha. Não deu outra…esperou das 7 ao meio-dia e nada de partir. Cancelado o voo, com promessa de voltar no dia seguinte, retornou para casa, a esta altura preparada para ficar dez dias fechada (geladeira vazia, cachorro no hotelzinho).

Sem opção para passar o tempo, decidiu ir à matinê (antiga essa expressão, não?) no shopping a algumas quadras dali. Ao entrar na sala de projeção, vacilou num degrau e teve um entorse no tornozelo. Aguentou a dor até o fim do filme, voltou manquitolando para casa, quando o irmão ajudou-a a ir ao médico. Um RX confirmou a fratura no metatarso. Igualzinho ao Neymar.

Assim, previstas seis semanas para recuperação, com muletas, mas sem cirurgia ou imobilização. Apenas ficar quieta em casa. É assim mesmo. Quando menos se espera, aí é que desanda tudo. Paciência, zen, calma que o Brasil é nosso, como dizia meu saudoso pai.

Domingo, 01-07-2018

Dia tranquilo, sem atividades importantes. Ontem à noite estivemos numa festa de aniversário, da mãe do genro. Excepcionalmente, fui dormir tarde, mais de meia-noite. Não pude escapar. Costumo ir com meu carro para poder voltar quando quero mas fomos com ele e, assim, ficando por últimos para sair. Tudo bem. O problema foi meu peso hoje cedo – chegando a 77,3kg – consequência da mesa junina farta de gulodices, às quais não resisto.

Hoje faço um tipo de jejum, costumeiramente após esses excessos. Tudo bem. Tudo certo.

Um ótimo domingo a todos os meus fiéis leitores. Vamos aproveitar para assistir às partidas de futebol,  a cada dia mais tensas.

Sexta e sábado, 29 e 30

Mais uma sessão de fisioterapia, um pouco mais leve, com aparelhos e alongamentos, sem agulhas ou massagens.

De volta para casa às 10h, fiz compras e descansei, cuidando apenas dos textos para revisão.

À tardinha, chegou a filha. Mais tarde, seu marido e os gatinhos. Nem vi, pois já tinha me acomodado.

Hoje, sábado, acordei mais tarde, mais de 8h. Atendi as visitas, fomos convidados para o almoço fora no restaurante japonês. Ele insistiu de pagar a conta e eu ofereci a sobremesa na sorveteria.

De volta para casa percebo no bolso uma das comandas do restaurante. Voltei para devolver e pagar. Ficaram admirados… é difícil acontecer disso. Não de levarem a comanda embora mas sim de devolvermos e pagar corretamente a conta.

Fui a meditação e ninguém apareceu. Deve ser devido aos jogos. Fiz minha parte e voltei embora.

Quinta-feira, 28

Atividades físicas : ginástica chinesa às 7h30 e musculação às 9h. Após esta, passei na mercearia para comprar duas dúzias de yaicos, para fazer omelete, fritar, ou outros usos –  quem é do sul do Paraná sabe o que significa. Esse fato faz me lembrar uma história contada por um colega de turno, assim :

O sujeito ia pela rua com um saco nas costas, cheio de uns negócios pontudos. O conhecido pergunta : tá levando o quê aí? e a resposta : se você adivinhar, te dou uma espiga.

Volto a tempo de assistir à primeira partida do dia, regada a mate Legendária. Agora, atendo o marceneiro e me ajeito para ver a segunda partida, enquanto aqui escrevo e corrijo três textos para a revista.

Dia de céu azul, quente e seco. Ótimo para atividades ao ar livre. Só que não. Ainda estou em recuperação. Amanhã, por exemplo, tenho mais uma sessão de agulhas.

Tudo novo

O marceneiro acabou de montar este anexo ao fogão novo, aproveitando o espaço deixado pelo antigo de seis bocas. Aparecem aí ainda a cafeteira e torradeira novas, adquiridas com os pontos de bônus do cartão de crédito.

Uso essa estratégia de três cartões de crédito ativos, há muitos anos, que têm me fornecido inúmeros brindes até bem valiosos.

Quarta-feira, 27

Atividades do dia :  comecei com a fisioterapia, uma verdadeira tortura. Levei umas espetadas – conhecida como agulhamento seco, ou dry needling – quando a fisioterapeuta enfia as agulhas nos pontos mais doloridos para, segundo ela, “desarmar os gatilhos”. Bonitas palavras mas me retorci de dor.

Como ela considerou que os caroços voltaram, não contente com a primeira sessão, espetou-me novamente. Meia hora após, removeu as agulhas e começou a espremer minha canela, do calcanhar ao joelho, enquanto eu gemia baixo para não parecer um “maricón”.

Terminada essa parte, uns alongamentos para completar o serviço e me mandei, para uma caminhada leve e curta, cerca de 2,5km.

Em casa, bolsa de água quente e mais alongamentos, conforme ela recomendou.

Assisti à primeira partida de futebol. Em seguida (pós mate e almoço) fui ao “doceiro” para comprar paçoquinhas (1kg), pé-de-moleque (1kg) e pipoca doce (dois fardos de 20 pacotes), mas não se assustem com esses últimos pois são pacotes de apenas 18g).

Vesti minha camiseta da Seleção Brasileira para torcer pela vitória às 15h. Muito bem, ganhamos mas sem que eu tenha assistido na íntegra : saí de perto da TV em vários momentos mais tensos. Valentia não é uma das minhas qualidades : fico nervoso e sofro mesmo. Prefiro olhar pela janela e controlar o jogo pelo ruído da torcida. Só que está muito fraco o movimento, pouquíssima comemoração. Tudo bem, está tudo certo.

Agora, tenho três textos longos para revisar. Enquanto faço compressa de água quente, vou lendo e corrigindo. Um abraço aos meus leitores fiéis. Até amanhã.