Musculação ao ar livre. Dia de sossego. Sem TV, sem carro, sem trânsito, dormir bastante, ler, descansar.
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Segunda-feira, 30
Tudo igual a ontem. Zero TV e zero exercícios físicos.
Domingo, 29
Chuva, frio, sossego, lendo David Foster Wallace em Graça Infinita, 1.450 páginas, estou na 55.
Mosquitos, dieta descontrolada, dormir bastante, zero TV
Sábado, 28
Tiggo dia 28 14,69 38,94 3,69
Almoço 127,17
Sorvete 25,00
Café 35,80
Proença 285,65
Acordar cedo, café, abastecer, compras, aguar as plantas do apartamento, deixar a chave para cuidadora, carregar o carro.
Viagem comprida, das 11 às 17h
Sexta-feira, 27
7h – musculação
13h – viagem a SP
Milu e suas artimanhas
Já contei aqui das consultas e diagnósticos de minha gata Milu, atualmente com 20 anos de idade.
Um animal velho, mas saudável. Está lenta, dorme muito mais, entretanto mantém suas funções adequadamente: come, toma água, vai certinho na caixa de areia – às vezes erra, é verdade, mas não por não ir e, sim, por não terminar o que pretendia fazer e, consequentemente, deixar uns resíduos pela casa.
Mas isso é outra história.
A questão é a seguinte: a aparecimento e crescimento de um abcesso no calcanhar direito, há um ano.
Era uma bolinha e transformou-se numa bolona.
A consulta inicial há três meses indicou a necessidade de consultar um cirurgião.
Lá fui eu e a resposta é: fazer biópsia.
Foi feita, 80 reais. Uma semana depois, o resultado: carcinoma, maligno, indicação de cirurgia para remover, custo de 3.500 reais, zero garantia.
Na melhor das hipóteses amputar a pata traseira; na pior, não resistir à anestesia e cirurgia.
Respondi que iria pensar.
Pensei, conversei em casa, procurei a dra.Natália – que cuida desses assuntos para Milu.
Conselho: não mexa, deixe o animal terminar sua vida naturalmente. Afinal, 20 anos para um gato é muita coisa.
Tudo bem. O tratamento restringiu-se a um anti-inflamatório diário por 90 dias.
Foi o que fizemos.
E o abcesso? Continuou crescendo até quatro dias atrás, quando observei que estava supurado porque ela estava lambendo e rompeu a pele.
Isso causou-lhe dor e passou a mancar, sem poder tocar a pata no chão.
Uma ocorrência num sábado à noite, véspera de feriados, ou seja, onde tratar?



Procurei a dra.Natália: de licença médica.
Resolvi esperar. E acertei. Acomodei-a comigo, passou a noite do meu lado para dona B poder dormir.
No dia seguinte, continuou mancando mas aceitou comer e tomar água. Levei-a no colo para a caixa e ela urinou.
Boa notícia: quando o animal faz tudo isso é porque vai continuar a viver.
Dito e feito. O tumor foi retrocedendo – como se diz no Paraná, foi churigando.
Virou uma casca escura e seca.
No dia, seguinte, surpresa! Encontrei o tumor arrancado no chão. Ela tinha rompido a casca à custa de lambidas, mas ficou um buraco horrível, sangrento, deformado.
Fazer o quê?
Observar os movimentos dela: andou devagar, procurou o pote de comida, tomou água, foi na caixa de areia, ou seja, agiu normalmente.
Então a história é essa. De um dia para o outro a ferida horrorosa foi secando e reduzindo o tamanho do buraco.
Hoje, quinta-feira, passados quatro dias, estamos com ela sossegadinha e de olho na cicatrização.
As fotos são horríveis mas estão aqui.
Quinta-feira, 26
Chuva sem parar. Viagem marcada para amanhã, buscar o carro em SP com o genro.
O plano é passar o fim de ano na chácara.
Fazer lista de compras para ir no sábado, cancelar o compromisso da Associação.
Pagar o aluguel.
Talvez nada disso aconteça, exceto ir buscar o carro. A menina amanheceu com gripe, chove bastante, pode ser que se cancele ou adie este passeio.
Nada resolvido até agora. Vou fazer a musculação e esteira.
O genro veio buscar dona J para auxiliar no cuidado com a filha e o bebê. A filha amanheceu gripada.
Talvez a viagem de sábado seja transferida ou cancelada.
Fiz a musculação indoor com 20min de esteira.
Almocei sozinho, vou lavar minha roupa independente de estar o tempo úmido e depois vou assistir as séries Netflix até dar sono.
Quarta-feira, 25
Dia de Natal, almoço tradicional com a família do genro.
Calor extremo. Levei dois potes de sorvete. Dona S assou o Peru, fez bolo de frutas.
Vinte pessoas, tudo animado, comida boa, diversão, calor, reunião do meio-dia até 7 da noite.
Em casa, ainda aproveitei o zazen das 19h30.
A gata arrancou sozinha o abcesso da pata. Buraco feio, ela se ajeitando sozinha.
Terça-feira, 24
Véspera de Natal, zero treino.
Ceia na casa da filha. Comprei a sobremesa, maior fiasco.
Era uma brincadeira referente a piada interna de muitos anos nesta época.
Ao abrir, mofada. Perda de 20 reais, direto para o lixo.
En casa às 22h30. Não abusei da dieta. Zero refrigerante, moderação máxima no açúcar.
Mesmo assim, sono agitado e azia.